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Aleatórios #9: Pensamentos curtos do dia

março 16, 2011 Deixe um comentário

Não importa o quão fodido você está; erga a cabeça e encare a vida. Nada é pior do que desistir.

Se você trata com descaso sua vida, não espere colher frutos no futuro

Poesia #7: Quem faz sentido é soldado de Carlos Moreira

agosto 30, 2010 2 comentários

“Que fique muito mal explicado
Não faço força pra ser entendido
Quem faz sentido é soldado”

Que mania a nossa de querer que tudo faça sentido, não é mesmo?

PS: Muitos colocam que esse trecho é do Mario Quintana, mas… pesquisei um pouco e na verdade o autor original é Carlos Moreira.

Vitória do fracasso

agosto 17, 2010 1 comentário

“No primeiro fracasso ou na primeira vitória não pare, pois o primeiro fracasso não representa uma queda, e nem a primeira vitória representa um paraíso”

Quantas são às vezes ao longo de nossas semanas que pensamos em simplesmente… desistir. Acordamos dispostos em vivenciar nossa vida, porém acontecimentos — e pessoas — nos deixam tristes, cabisbaixos, abalam aquilo que nós precisamos ter sempre forte: auto-confiança. Se você não acredita em você, ninguém acreditará.

Não há segredo em como ser feliz, como viver em paz consigo, como não fracassar; o não-fracasso é o próprio fracasso. Errar é a prévia do acerto; desde que haja persistência.

Desistir e não persistir é o erro mais comum entre nós humanos. Cometemos isso o tempo todo quando desistimos de um sonho, pois ele parece muito difícil alcançá-lo.

Poesia #3: Alguém que procura

agosto 13, 2010 Deixe um comentário

Sou alguém que procura
Sou alguém, simplesmente
A vida passa, o tempo também
A noite chega, o dia vai
Eles seguem, você vive
E eu sou alguém simplesmente
Ele cai, ela levanta
Eles choram, você ri
A vida passa, o tempo também
Mas, um dia, talvez um dia
Esse alguém, esse eu
Aquele ele, aquele ela
Se encontrem na vida
Se encontrem no simples, no nada ou
no tudo
E nesse dia, talvez nesse dia
A vida que passa, e o tempo também
Deixe um pequeno rastro dessa passagem
Que é o infinito do amor
Sou alguém que procura
Sou alguém simplesmente.

Momentos

junho 14, 2010 5 comentários

Fiz viagens nos últimos dias que me fizeram formar novas opiniões, rever conceitos, ‘viajar’ para dentro de mim, porém tudo ficou guardado esperando por um ‘insight’. Passei dias procurando uma inspiração para escrever; algumas idéias surgiam, proporcionavam uma reflexão, mas elas fugiam de minha cabeça na mesma velocidade que vieram e eu queria criar um texto que não só transmitisse minha opinião como fizesse o leitor sentir algo interessante enquanto estivesse lendo.

Fiquei frustrado dezenas de vezes, achava que eu tinha perdido a prática na escrita, e por fim, achei que os tropeços das últimas semanas tinham me afetado, mas hoje vejo que idéias e textos também precisam de um amadurecimento.

É como a produção de um bom vinho. É preciso o tempo certo para a colheita, caso contrário resulta em um vinho aguado, com baixa concentração de açucar e, consequentemente, de álcool; ou também o inverso, um vinho rico em álcool, mas com pouca acidez.

Porém, após assistir ao vídeo acima, decidi não perder mais tempo e escrever um texto com tudo o que pensei nesses últimos dias. Mesmo que ficasse uma porcaria, eu ficaria satisfeito, afinal pelo menos escrevi.

Com certeza o texto apresentará idéias não definidas nos primeiros parágrafos como dita a regra. Propositalmente. Quebrarei as regras, pois o que quero mesmo é ter a sensação de transmitir o que estou sentindo, mesmo que seja um emaranhado de idéias, sem um começo, sem um meio e se duvidar… sem um fim.

Meu cotidiano tem mostrado que é impossível ser feliz todos os dias, entretanto é bem provável que caso você tente se divertirá mais do que aqueles que se lamentam. Esse pensamento tem resumido bem o significado da vida para mim. Com certeza passamos por momentos em que a tristeza é necessária, porém ainda acho que há maneiras diferentes de se encarar uma melancolia.

Alguns veem como um processo de aprendizado e se divertem mesmo com olhos cheios de lágrimas; outros, baixam a cabeça e passam a ver o mundo em sépia e tudo aquilo se torna um martírio. Quando fechamos a porta para qualquer sorriso ou momento de alegria e preferimos ficar na solidão, afastamos pessoas que poderiam nos amar por aquilo que verdadeiramente somos, mas não mostramos, pois tristeza não coloca o melhor de nós em jogo.

A felicidade me remete a uma história que li um tempo atrás; um rapaz recebe de seu avô dois papéis, em cada um deles havia uma frase para ser lida em duas diferentes situações: um deles deveria ser lido quando estivesse feliz, o outro, quando estivesse triste. Ele guardou os papéis e um dia que ele teve os melhores momentos de sua vida e que sua alegria era contagiante, abriu um dos papéis e nele dizia:

“Isso passa…”

Não deu bola, achou bobagem, afinal… ele estava feliz da vida, em seus melhores momentos que bobagem poderia ser essa de… passar.

Os dias… passaram, o futuro agiu e o rapaz perdeu pessoas queridas, seus amigos pareciam não entendê-lo, faltava ânimo para tudo, estava passando por uma tristeza. Foi quando desiludido lembrou do outro papel que sobrará em sua gaveta. Abriu o papel e nele havia as seguintes palavras:

“Isso também passa…”

A felicidade passa a ser uma consequência de encarar nossos tropeços com mais ânimo e determinação para recomeçar a caminhada. Mesmo que seja do zero.

Alegria e tirar sorriso de lagrimas

março 24, 2010 1 comentário

Paulo sempre soube o que queria; determinado, seco e até rude se precisasse, mas tinha um coração mole. Algumas vezes era reconhecido por coisas maravilhosas que fazia, mas era um rapaz quieto que passava despercebido diante as pessoas. Era alguém normal.

Ao longo de sua vida, Paulo foi vivenciando momentos que o fizeram ser mais forte e compreender os motivos para se viver. Paulo perdeu seus pais cedo, acidente de carro, nunca gostou de comentar sobre, mas sempre teve uma margura do ocorrido. Procurava compreender a razão mesmo sabendo que na verdade o acaso é quem determinara alguns passos em sua vida; apesar do sentimento de raiva guardado, preferia ser alegre.

Todos os dias quando acordava colocava em sua cabeça que aquele dia seria excepcional. Paulo sabia que era difícil ter um dia repleto de alegria, mas ele sabia aproveitar os momentos felizes que ocorriam ao longo do dia mesmo se eles fossem passageiros. Ele não fechava sua alma para a alegria só porque algum evento tinha incomodado e o deixado triste; a esperança em trocar a tristeza pela alegria sempre foi algo frequente em Paulo.

Talvez pelo seu sofrimento. Talvez uma característica. Nós não sabemos, Paulo, com seus olhos escuros dizia pouco sobre si, era um mistério, mas passava uma boa mensagem em seus olhos; de alegria, curtição e compreensão.

Achava interessante o que as pessoas tinham para lhe dizer. Se concentrava nas palavras. Os problemas delas eram seus, fazia questão de ouvi-los, somente ouvir, sem palpitar, ele sabia muito bem que quando estamos tristes e desiludidos o que queremos não é solução, mas ser ouvido, chorar e até mesmo ‘viver’ aquela dor momentânea.

Paulo sabia o que era sofrer. Ele sabia que sofrer era necessário, mas também sabia que o aprendizado não vem apenas do sofrimento. Acreditava muito que a alegria era talvez o único dos nossos objetivos na vida, todo o resto era apenas um complemento para tornar essa busca mais interessante. Ser alegre era a única coisa que importava.

Se era dançando, patinando, ensinando, viajando, cozinhando, limpando, qualquer que fosse a ação se buscassemos a alegria estariamos servindo bem nossos corações. Paulo era normal, mas profundo; sabia o que as pessoas sentiam e o que elas deveriam procurar para si.

Existem diversos Paulo’s, cada um com características próprias e dignas de textos. Todos nós temos algo a aprender e a ensinar. Paulo sabia que a sabedoria não estava somente nos livros, estava também na capacidade de ouvir e compreender o outro.

Navarro, M.

Surpreenda-se; apenas viva

As vezes nos sentimos solitários, mesmo cercado de dezenas de pessoas. As vezes acordamos e a única vontade que temos é de desligar o despertador e voltar a dormir, mas as regras de conduta nos chamam e levatamos para cumprir com nossas obrigações. Seguimos adiante com uma rotina e a excitação frequente em todos parece não nos tocar e os momentos de riso, parecem não ter o mesmo valor.

“As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.”

Na volta para casa, observamos casais e contamos nossos passos, sabemos quantos são necessários. E então dormimos para que no dia seguinte a rotina recomece.

Os dias se passam e de repente um simples olhar para o lado faz você se reencontrar e ter a sensação de que está “vivo” novamente. Em apenas um simples gesto de sorrir, você é capaz de encontrar tudo aquilo que procura: a vontade de amar. A sensação é de que os dias valem a pena e merecem ser vividos como se fossem o último.

A vida deixa de ser cinza passando a ser colorida. E os momentos deixam de ser ‘mais um’ e passam a ser ÚNICOS e INESQUECÍVEIS. E por um instante, toda aquela monotonia se vai…

Parece que tudo passou tão depressa que você não teve tempo de mostrar o quanto ama aquela pessoa que sorriu para você naquele momento. Quantas vezes na vida não deixamos para dizer a alguém o quanto a amamos e as vezes não temos mais outra chance?

Não há momento apropriado para dizer algo. O momento certo é o “surpreendente”.

”Sonhe com aquilo que você quiser. Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance de fazer aquilo que se quer.”

Quantas vezes não deixamos de fazer alguma coisa incrível? Quantas vezes não deixamos para “amanhã”? O melhor da vida é o agora. Dê uma chance a você mesmo… surpreenda.

“A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade. A vida não é de se brincar porque um belo dia se morre.”

P.S.: Trechos de Clarice Lispector