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Posts Tagged ‘pensamentos’

Aleatórios #4: Pensamentos curtos do dia

fevereiro 22, 2011 Deixe um comentário

O egoista atearia fogo na casa do vizinho para cozinhar ovos

Onde os prêmios são dados aos maus, não há quem de graça queira ser bom

E assim se encerra mais uma segunda-feira. Essa é especial, já que o dia 21 de fevereiro de 2011 jamais voltará. Hoje, 22 de fevereiro, será incrível, pois também não existirá outro. Talvez se tivéssemos esses pensamentos sempre ao acordarmos, traríamos para nós e para os outros boas mensagens, invenções e quem sabe… um amor sincero, não egoista.

Momentos

junho 14, 2010 5 comentários

Fiz viagens nos últimos dias que me fizeram formar novas opiniões, rever conceitos, ‘viajar’ para dentro de mim, porém tudo ficou guardado esperando por um ‘insight’. Passei dias procurando uma inspiração para escrever; algumas idéias surgiam, proporcionavam uma reflexão, mas elas fugiam de minha cabeça na mesma velocidade que vieram e eu queria criar um texto que não só transmitisse minha opinião como fizesse o leitor sentir algo interessante enquanto estivesse lendo.

Fiquei frustrado dezenas de vezes, achava que eu tinha perdido a prática na escrita, e por fim, achei que os tropeços das últimas semanas tinham me afetado, mas hoje vejo que idéias e textos também precisam de um amadurecimento.

É como a produção de um bom vinho. É preciso o tempo certo para a colheita, caso contrário resulta em um vinho aguado, com baixa concentração de açucar e, consequentemente, de álcool; ou também o inverso, um vinho rico em álcool, mas com pouca acidez.

Porém, após assistir ao vídeo acima, decidi não perder mais tempo e escrever um texto com tudo o que pensei nesses últimos dias. Mesmo que ficasse uma porcaria, eu ficaria satisfeito, afinal pelo menos escrevi.

Com certeza o texto apresentará idéias não definidas nos primeiros parágrafos como dita a regra. Propositalmente. Quebrarei as regras, pois o que quero mesmo é ter a sensação de transmitir o que estou sentindo, mesmo que seja um emaranhado de idéias, sem um começo, sem um meio e se duvidar… sem um fim.

Meu cotidiano tem mostrado que é impossível ser feliz todos os dias, entretanto é bem provável que caso você tente se divertirá mais do que aqueles que se lamentam. Esse pensamento tem resumido bem o significado da vida para mim. Com certeza passamos por momentos em que a tristeza é necessária, porém ainda acho que há maneiras diferentes de se encarar uma melancolia.

Alguns veem como um processo de aprendizado e se divertem mesmo com olhos cheios de lágrimas; outros, baixam a cabeça e passam a ver o mundo em sépia e tudo aquilo se torna um martírio. Quando fechamos a porta para qualquer sorriso ou momento de alegria e preferimos ficar na solidão, afastamos pessoas que poderiam nos amar por aquilo que verdadeiramente somos, mas não mostramos, pois tristeza não coloca o melhor de nós em jogo.

A felicidade me remete a uma história que li um tempo atrás; um rapaz recebe de seu avô dois papéis, em cada um deles havia uma frase para ser lida em duas diferentes situações: um deles deveria ser lido quando estivesse feliz, o outro, quando estivesse triste. Ele guardou os papéis e um dia que ele teve os melhores momentos de sua vida e que sua alegria era contagiante, abriu um dos papéis e nele dizia:

“Isso passa…”

Não deu bola, achou bobagem, afinal… ele estava feliz da vida, em seus melhores momentos que bobagem poderia ser essa de… passar.

Os dias… passaram, o futuro agiu e o rapaz perdeu pessoas queridas, seus amigos pareciam não entendê-lo, faltava ânimo para tudo, estava passando por uma tristeza. Foi quando desiludido lembrou do outro papel que sobrará em sua gaveta. Abriu o papel e nele havia as seguintes palavras:

“Isso também passa…”

A felicidade passa a ser uma consequência de encarar nossos tropeços com mais ânimo e determinação para recomeçar a caminhada. Mesmo que seja do zero.

Por quê caímos?

abril 10, 2010 1 comentário

Lá por volta do aniverário de seu primeiro ano de vida, a gente percebe que nossos filhos vão começar a andar. Mas eles só caem. Seguram nossas mãos, erguem os joelhos, dobram-nos e caem. Depois seguramos seus joelhinhos com seus pés em nosso colo, eles riem, se atiram para trás e caem. Aí aprendem a se segurar em qualquer canto de qualquer móvel ou pedaço de calça que lhes apareça pela frente; esticam-se, erguem-se, ficam em pé e – pluft! -, caem. Felizmente, usam fraldas. Felizmente, caem de bumbum e não caem de cabeça porque a natureza, se não nos entrega a bula, sabe o que faz.

Aí, do nada, como quem decide se levantar do sofá para ir tomar uma água na cozinha, estes bebês saem andando – assim, deixando-nos embasbacados, sem sabermos se gritamos, se os seguramos, se ficamos por perto para garantir que não caiam ou se corremos pegar a câmera. Eles começam a andar. E então… não param mais.

Andam para todos os lados, se movimentam frenéticamente, mais agitados do que o normal e deixando ainda mais louco seus pais.

O tempo passa e com o caminhar da vida percebemos que aquela foi apenas a primeira queda de muitas. Voltamos a ser crianças diante cada problema novo e caímos. Quando achamos que temos tudo sobre controle somos surpreendidos por outra queda. Ficamos tristes. E então aquele riso de criança quando está começando a andar não existe mais em nosso rosto. Associamos a queda ao fracasso. Lamentamos. Sofremos.

E aí nos perguntamos porque caímos. Questionamos a vida, os problemas, os relacionamenos, as situações, nós, procuramos justificativas plausíveis, mas não encontramos. E conforme os dias se passam e permanecemos mais fortes, descobrimos que cair é necessário para o aprendizado. Que caímos para aprendermos a levantar.

Na vida nada é tão triste que não se possa tirar uma lição. Das situações mais tristes é que talvez tiramos nosso maior aprendizado. Descobrimos com o passar do tempo que experiência não é quantas festas de aniversário se teve, mas a quantidade de quedas que você sofreu. Que “experiência é quando você passa a saber o que você achava que já sabia.”

Inspiração: Você prefere cair ou levantar?

Pensamento do dia: faculdade

agosto 25, 2009 1 comentário
Créditos: Aó Freitas

Créditos: Aó Freitas

Na faculdade é onde temos o maior número de idéias sejam idiotas ou não. Durante o período que passamos na sala-de-aula, biblioteca, cantina, sentado no banco, conversando entre amigos, surgem tantas idéias que conseguiríamos vender qualquer coisa ruim e faríamos um cliente satisfeito.

As piadas ou frases mais sem noção que eu já tive o (des)prazer de escutar veio da boca de meus companheiros de sala. Costumo chamar de piadas de momento: momento de desespero, angústia, diversão, raiva. Para cada momento uma piada diferente. Piadas que possuem um propósito: aliviar a tensão. Não, há outro… tirar onda com a situação e mostrar para os outros que eles estão ferrados tanto quanto você.

É para isso que servem os companheiros, zuar na desgraça… principalmente se ela for sua. A verdade é que não há nada mais engraçado do que rir da própria desgraça ou da desgraça alheia. Não interessa o quanto a desgraça foi ruim e o quanto você sofreu, após um tempo… você irá fazer piada dela. E arrisco a dizer que se bem feita, serão as melhores.

E não adianta, todo bom aluno está sempre atrasado. Ele pode se esforçar ao máximo para acordar mais cedo, mas chegará atrasado; passar noites em claro estudando, mas no dia seguinte o professor dobrará a quantidade de matéria e lá vai ele novamente… estar atrasado.

Como se não bastasse estar atrasados resolvem chegar todos juntos. Basta o professor começar a passar matéria que começa a chegar a galera. Parece que todos andam em fila indiana dentro da faculdade, vai chegando um atrás do outro num intervalo de tempo tão pequeno que fechar a porta é bobeira. Inclusive, proponho aos professores que cheguem 10 minutos mais cedo e comecem a passar algo no quadro, quem sabe, né?

O aprendizado da faculdade vai além do intelectual…

O ser humano e seu poder de criação

maio 17, 2009 1 comentário

Dentre dezenas de coisas que eu definitivamente não compreendo no ser humano está a sua capacidade em fazer suposições (criações) sobre a vida de uma pessoa. Nós fazemos isso a TODO instante, sempre estamos preparados para criar uma “história de vida” para a pessoa que acabamos de ver.

O engraçado é que baseamos toda essa história em experiências e pensamentos próprios. E isso é tão simplista e medíocre que se pensassemos um pouquinho no que estávamos fazendo, não faríamos mais.

Você na fila do supermercado e um senhor na sua frente: “Ele aparenta ter 3 filhos e deve ser aposentado. Pela sua vestimenta, talvez goste de tênis; mas é muito velho para jogar, deve colocar essa obrigação em seu neto, assim realiza seu sonho. Ou seria netos? Será que ele tem mais de um? É, aparenta ter mais de um já que ele tem 3 filhos, talvez quatro netos…”

E o pensamento continua. Se você ver dez pessoas, pelo menos metade delas você tentará criar uma “vida” para ela. As chances de você acertar é ridícula. Ou seja, quanto tempo nós não perdemos vivendo a vida de outros enquanto poderíamos estar aproveitando a nossa? Quanto tempo perdemos imaginando como seria a nossa vida SE tivesse acontecido aquilo que não aconteceu?

Aquela senhora de idade atravessando a rua com dificuldade e então: “Coitada…”. Acabamos de criar mais uma história! Tem vezes que até criamos um final trágico: “Deve estar com alguma doença ou pelo seu olhar cabisbaixo, perdeu o filho a pouco tempo”.