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Posts Tagged ‘Pensamentos Aleatórios’

Aleatórios #9: Pensamentos curtos do dia

março 16, 2011 Deixe um comentário

Não importa o quão fodido você está; erga a cabeça e encare a vida. Nada é pior do que desistir.

Se você trata com descaso sua vida, não espere colher frutos no futuro

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Por quê caímos?

abril 10, 2010 1 comentário

Lá por volta do aniverário de seu primeiro ano de vida, a gente percebe que nossos filhos vão começar a andar. Mas eles só caem. Seguram nossas mãos, erguem os joelhos, dobram-nos e caem. Depois seguramos seus joelhinhos com seus pés em nosso colo, eles riem, se atiram para trás e caem. Aí aprendem a se segurar em qualquer canto de qualquer móvel ou pedaço de calça que lhes apareça pela frente; esticam-se, erguem-se, ficam em pé e – pluft! -, caem. Felizmente, usam fraldas. Felizmente, caem de bumbum e não caem de cabeça porque a natureza, se não nos entrega a bula, sabe o que faz.

Aí, do nada, como quem decide se levantar do sofá para ir tomar uma água na cozinha, estes bebês saem andando – assim, deixando-nos embasbacados, sem sabermos se gritamos, se os seguramos, se ficamos por perto para garantir que não caiam ou se corremos pegar a câmera. Eles começam a andar. E então… não param mais.

Andam para todos os lados, se movimentam frenéticamente, mais agitados do que o normal e deixando ainda mais louco seus pais.

O tempo passa e com o caminhar da vida percebemos que aquela foi apenas a primeira queda de muitas. Voltamos a ser crianças diante cada problema novo e caímos. Quando achamos que temos tudo sobre controle somos surpreendidos por outra queda. Ficamos tristes. E então aquele riso de criança quando está começando a andar não existe mais em nosso rosto. Associamos a queda ao fracasso. Lamentamos. Sofremos.

E aí nos perguntamos porque caímos. Questionamos a vida, os problemas, os relacionamenos, as situações, nós, procuramos justificativas plausíveis, mas não encontramos. E conforme os dias se passam e permanecemos mais fortes, descobrimos que cair é necessário para o aprendizado. Que caímos para aprendermos a levantar.

Na vida nada é tão triste que não se possa tirar uma lição. Das situações mais tristes é que talvez tiramos nosso maior aprendizado. Descobrimos com o passar do tempo que experiência não é quantas festas de aniversário se teve, mas a quantidade de quedas que você sofreu. Que “experiência é quando você passa a saber o que você achava que já sabia.”

Inspiração: Você prefere cair ou levantar?

Alegria e tirar sorriso de lagrimas

março 24, 2010 1 comentário

Paulo sempre soube o que queria; determinado, seco e até rude se precisasse, mas tinha um coração mole. Algumas vezes era reconhecido por coisas maravilhosas que fazia, mas era um rapaz quieto que passava despercebido diante as pessoas. Era alguém normal.

Ao longo de sua vida, Paulo foi vivenciando momentos que o fizeram ser mais forte e compreender os motivos para se viver. Paulo perdeu seus pais cedo, acidente de carro, nunca gostou de comentar sobre, mas sempre teve uma margura do ocorrido. Procurava compreender a razão mesmo sabendo que na verdade o acaso é quem determinara alguns passos em sua vida; apesar do sentimento de raiva guardado, preferia ser alegre.

Todos os dias quando acordava colocava em sua cabeça que aquele dia seria excepcional. Paulo sabia que era difícil ter um dia repleto de alegria, mas ele sabia aproveitar os momentos felizes que ocorriam ao longo do dia mesmo se eles fossem passageiros. Ele não fechava sua alma para a alegria só porque algum evento tinha incomodado e o deixado triste; a esperança em trocar a tristeza pela alegria sempre foi algo frequente em Paulo.

Talvez pelo seu sofrimento. Talvez uma característica. Nós não sabemos, Paulo, com seus olhos escuros dizia pouco sobre si, era um mistério, mas passava uma boa mensagem em seus olhos; de alegria, curtição e compreensão.

Achava interessante o que as pessoas tinham para lhe dizer. Se concentrava nas palavras. Os problemas delas eram seus, fazia questão de ouvi-los, somente ouvir, sem palpitar, ele sabia muito bem que quando estamos tristes e desiludidos o que queremos não é solução, mas ser ouvido, chorar e até mesmo ‘viver’ aquela dor momentânea.

Paulo sabia o que era sofrer. Ele sabia que sofrer era necessário, mas também sabia que o aprendizado não vem apenas do sofrimento. Acreditava muito que a alegria era talvez o único dos nossos objetivos na vida, todo o resto era apenas um complemento para tornar essa busca mais interessante. Ser alegre era a única coisa que importava.

Se era dançando, patinando, ensinando, viajando, cozinhando, limpando, qualquer que fosse a ação se buscassemos a alegria estariamos servindo bem nossos corações. Paulo era normal, mas profundo; sabia o que as pessoas sentiam e o que elas deveriam procurar para si.

Existem diversos Paulo’s, cada um com características próprias e dignas de textos. Todos nós temos algo a aprender e a ensinar. Paulo sabia que a sabedoria não estava somente nos livros, estava também na capacidade de ouvir e compreender o outro.

Navarro, M.

Escolas matam a criatividade

março 16, 2010 Deixe um comentário

Faço questão de compartilhar com todos vocês o vídeo fascinante do Ken Robinson na TED.

Incrível.

Amar: verbo intransitivo?

março 12, 2010 2 comentários

Há dezenas de motivos para não amar alguém, mas apenas um para amar. Negar, fingir, mentir, não importa qual seja a forma de negação, se torna só mais uma justificativa no meio de tantas outras para fugir.

Um motivo basta para se apaixonar: “ver o que acontece”. Alguns conseguem escapar por meses, anos, mas quando menos esperam farão uma ligação em que os pezinhos ficarão balançando no sofá, o fio do telefone será enrolado e aquele friozinho na barriga se transformará em um sorriso maroto após o término da ligação. E quando se menos espera, coisas normais do dia-a-dia terão “ligações” e sorrisos no canto do rosto surgirão.

Feliz é aquele que se apaixona, ama e mesmo que no final dê tudo errado e ele sofra; ainda é capaz de erguer a cabeça e estar preparado para tudo novamente e agora… de uma nova maneira.

Amar é se entregar; com a certeza de ser feliz e a incerteza de sofrer. É aproveitar o melhor que a vida oferece mesmo que, as vezes, tenha que se pagar algum preço.

Se os olhares se cruzarem e neste momento,
houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta:
pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa …

Se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
Deus te mandou um presente divino – o amor.

Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem
mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um para o outro …

Se você conseguir, em pensamento,
sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado …

Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a
outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura,
que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida …

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo estando ela de pijamas velhos,
chinelos de dedo e cabelos emaranhados …

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite …

Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma,
um futuro sem a pessoa ao seu lado …
É o amor que chegou na sua vida. É uma dádiva.

Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e,
mesmo assim tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela …

Se você preferir morrer, antes de ver a outra partindo …
É o amor que chegou na sua vida !

Por isso, preste atenção nos sinais – não deixe que as loucuras do dia-a-dia
o deixem cego para a melhor coisa da vida:
muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida,
mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Ou, às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais,
deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.

Preste atenção nos sinais e não deixe que as loucuras do dia-a-dia
o deixem cego para a melhor coisa da vida:
O amor …

Momentos de uma velhice…

setembro 28, 2009 1 comentário

Uma amiga me jogou a idéia de escrever sobre idosos. Achei sensacional. Aproveitando o artigo, indico a música do Pearl Jam logo abaixo para ser ouvida junto a leitura.

Pessoas idosas são encantadoras. Não só pelas histórias fascinantes que passaram, mas pelas opiniões sensatas; aos olhos de hoje podem ser consideradas até ultrapassadas e algumas vezes antiquadas, entretanto possuem uma beleza de um passado não tão distante que merece ser ouvido com muito carinho.

A visão ultrapassada deixa de ser quando passamos a enxergar nela a velocidade que o mundo caminha. Passamos a ver que logo nós seremos os idosos e aquela frase de ônibus — “respeitar o idoso é respeitar a si mesmo” — faz todo sentido. Objetivos são alcançados, os filhos se formam, os netos chegam a faculdade e a fase idosa chegou. A visão é apenas diferente do tempo atual, mas não deixa de ter um valor sentimental.

Ouvir o que um idoso tem a dizer sobre a vida é magnífico, você tem a oportunidade de ir a lugares belos que você já conhece, mas com uma “arquitetura” diferente. Se deliciar com as histórias é como viajar no tempo; sentir-se em uma máquina que te leva do futuro ao passado. Sensação maravilhosa. Única.

Alguns idosos perdem habilidades e suas funções neurológicas como raciocinio e memória são diminuídas. Aqui na faculdade há um trabalho comunitário no qual todos os idosos que participam possuem Mal de Alzheimer. O mais triste disso tudo é você cumprimentar uma pessoa e na semana seguinte não saber se ela vai reconhecê-lo. É você ver o tamanho da alegria quando um deles lembram o dia da semana e em que mês estão.

Carlos Drummond, um dos meus poetas favoritos, dizia que há duas épocas na vida, infância e velhice, em que a felicidade está numa caixa de bombons. E é verdade.

Por isso, quando algum senhor ou senhora se propuser a contar uma história, aproveite aquele momento, se entregue… faça-o feliz, pois pode ser que algum dia aquele senhor(a) não lembrará mais daquela história fantástica que gostaria de contar naquele momento. Alias pode ser que o senhor(a) que gostaria de contar aquela história algum dia seja você.

No profundo ‘spleen’

setembro 11, 2009 1 comentário

Como podem ver estou afastado do blog. Peço desculpas para aqueles que sempre se dão ao trabalho de vir aqui para ler alguma coisa nova; estou passando por alguns problemas e estudando muito. O tempo que me sobra tenho dedicado a mim e a minha saúde e os textos e poesias que escrevo, são apenas relatos pessoais que não precisam ser mencionados aqui. Quem sabe algum dia os transformarei em artigos.

Essa semana apesar de curta me pareceu muito longa. O feriado foi rápido, parece que não aproveitei e ele está entre os mais tristes para mim. Infelizmente.

Para não deixar o blog sem novos posts, preencherei com duas músicas: Yann Tiersen – Summer 78 e Belle and Sebastian – This Is Just A Modern Rock Song.

Perdoem meu estado spleen da geração byroniana do romantismo. 😉