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Bixo: “o que eu faço?” – Parte I

março 9, 2010 1 comentário

flickr@infomaua

Esse ano que não sou mais calouro, reparei o quanto os novos ingressantes ficam totalmente perdidos quando chegam à universidade em especial aqueles que não moram na cidade em que irão estudar. Por conta disso, resolvi dedicar o primeiro post desse ano para os novatos, escrevendo algumas dicas que fui coletando e outras que eu achei que seriam bacanas (re)passar.

Muitos colegas e até mesmo professores compartilham a idéia de que se aprende errando, porém nem todo mundo incluindo eu concorda(mos) com isso. Confesso que algumas coisas não tem como transmitir para um ingressante, entretanto alguns caminhos podem ser mostrados afim de evitar tropeços “desnecessários”. Sempre achei o “mini” manual da Andrea sensacional desde quando estava prestando vestibular; apesar dele ser destinado à alunos ingressantes da USP, muitas, mas muitas coisas podem ser aproveitadas, inclusive tomei a liberdade de trazer alguns pontos que considero interessante para cá. 😉

Vamos ao que interessa…

Algumas coisas são de prioridade básica. Em um primeiro momento elas não aparentam ser importantes, portanto a tendência é deixar sempre “para amanhã”. A questão é que realmente quando você está na pior é que você percebe o real sentido da frase: “Não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje”, portanto assim que você chegar na cidade e tiver o primeiro contato com a universidade e colegas de curso, procure pelos telefones úteis, horários/itinerários de ônibus urbanos e intermunicipais e um mapa.

Procure saber o número dos telefones de farmácias que fazem entregas a domicílio, telefones dos hospitais, de imobiliárias, números de taxistas, enfim… aqueles números que na sua cidade você tinha uma facilidade incrível de conseguir. Como eu disse anteriormente, são detalhes que passam despercebidos, mas que se você é surpreendido com dores terríveis no corpo em uma cidade que você não conhece, pode ajudar muito.

Conheça os pontos de ônibus perto de onde você mora; saiba o lugar mais perto para pegar aquele ônibus que o leva para a rodoviária e não deixe para fazer isso no dia que você vai embora para sua cidade. Enfim, faça as coisas com antecedência. 😛

Em se tratando de circular/ônibus providencie o bilhete único se você precisar usar com muita frequência e procure se informar na rodoviária sobre a carteirinha de estudante, já que ela oferece um bom desconto na compra da passagem. Só a título de curiosidade; a empresa não está lhe fazendo nenhum favor, isso é uma obrigação dela e consta na lei.

De todos os problemas que a gente enfrenta no começo a pior é: moradia. Apesar da internet ter facilitado muito a procura por apartamentos na cidade em que você pretende morar, você ainda tem que lidar com a localização do imóvel (enchente, galeria/esgoto, ruas ao redor, violência, iluminação, etc.), imobiliária, compra de móveis e organização deles dentro da sua nova moradia, possibilidades de conexão com a internet.

A decisão não pode ser tomada no impulso, já que na maioria das vezes o contrato é de um ano e para desfazer contrato é realmente uma dor-de-cabeça desnecessária, portanto se você puder após a matrícula já correr atrás das imobiliárias, ver alguns apartamentos, kitnet, ou até mesmo a possibilidade de morar em alguma república, faça isso. Deixe tudo um pouco encaminhado, pois a tensão: cidade nova somada a sem casa é estressante. As vezes, pode acontecer do ingressante ser de lista de espera e isso pode ainda ser mais estressante, para estes minha recomendação é ficar em uma república de veteranos até conseguir arrumar um local que seja do interesse.

Já que estamos falando de veteranos, não tenha vergonha de pedir o telefone deles, afinal algumas vezes eles podem vir a ajudá-lo caso você precise saber de alguma coisa em relação a universidade ou até mesmo a cidade. Também não precisa fazer uma lista e pegar o telefone de todos é apenas de alguem que você acabou conhecendo no dia do “trote”.

Acredito que o básico-principal está aqui; assim que eu tiver um tempo, escrevo a parte 2 que vou tratar sobre pequenas compras, organização para estudos, enfim… esse tipo de coisa doméstica. Hahaha! 🙂

DICAS A SEREM OU NÃO SEGUIDAS…

O que colocarei abaixo é apenas um réplica do “mini” manual da Andrea, portanto fica o interesse (ou não) de ler.

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1. No início do ano, vários tipos de lutas, assembléias e movimentos estudantis aparecem em sua frente. Como todo recém ingressante é empolgado acaba caindo no conto do “discurso bonito gritado”. Não julgarei os movimentos em si. Mas alerto para que mantenha sempre o senso crítico e guarde consigo, num local reservado do cérebro três frases: “os fins justificam os meios?”, “quem é prejudicado com isto” e “o que a maioria gostaria”.

2. Durante o ano, você terá dias em que não ocorrerão matérias, ou horários, as chamadas “janelas”. No primeiro ano, os estudantes costumam usar essas janelas para sair com amigos, beber, dormir em casa, olhar o teto. Tudo bem, mas eu, particularmente, recomendo que a partir do segundo ou terceiro ano no máximo, comece a usar essas janelas para preencher com matérias optativas (matérias fora da sua grade curricular obrigatória, toda graduação tem uma cota de optativas para ser preenchida visando uma formação mais ‘polivalente’). Porque se não preencher essas janelas, ou terá que no último ano passar o dia INTEIRO na universidade e ficar com um fim de semestre cheios de provas e trabalhos ou terá que alongar sua graduação (há quem não tenha problemas com isso). Mas depende de qual é a graduação também.

3. Leia a bibliografia recomendada pela grade de seu professor. Primeiro porque você no final da graduação vai se arrepender muito se não o fizer, segundo, porque se seu professor for ruim (e existirão muitos assim) ao menos dos livros e textos você pode aprender.

4. Faça optativas, o maior número que puder e em outros locais que não apenas a sua faculdade, o contato com outros tipos de mentalidades e discursos pode mudar até mesmo sua concepção de vida. Mas, antes de pegar uma optativa, pergunte para algum aluno do instituto se o professor é bom, não tenha vergonha, melhor um dia de “vergonha” que um semestre acorrentado a um professor picareta.

5. Caso não queira se comprometer com notas e trabalhos, você pode assistir como ouvinte aulas nos mais diversos lugares, basta pedir autorização para o professor em questão: “por favor, tenho interesse na matéria que o senhor ministra, você permitiria que eu assista a sua aula como ouvinte? Não irei atrapalhar?”. Algumas matérias exigem equipamentos de número restrito, bem como algumas salas são muito lotadas, por isso é sempre ideal consultar o professor antes.

8. Se seu instituto tiver uma coisa ridícula chamada “Lista de Chamada”, escreva seu nome, desde o começo em letra de forma, e só o primeiro nome. Porque se eventualmente tiver que faltar seu colega não terá problemas para assinar por você. Eu sei que isso é ensinar “malandres”, mas na verdade é uma concepção muito mais política. Ninguém deveria ser obrigado a ver uma aula picareta se ganha mais estando fora da mesma.

10. Isso também é pessoal, mas…não trabalhe tão cedo no primeiro ano. Porque é neste que você possui mais empolgação para participar de projetos na própria faculdade: tais como organização de eventos, participação de concursos. Aliás, se tiver idéia para essas coisas geralmente a própria faculdade possui recursos reservados para esses tipos de iniciativa. Trabalhe apenas se for uma necessidade imediata. No lugar, procure fazer um curso de línguas. Mesmo que sua área não precise, que você não vá utilizar muito estando na condição de estagiário, eles farão testes de inglês e exigirão o nível no mínimo intermediário até para servir cafezinhos.

11. Use as épocas de greve para ler alguma coisa ou adiantar trabalhos, não fique olhando o teto, porque quando as aulas voltarem o professor vai cobrar aquele trabalho e o prazo para fazer será menor.

12. Fique esperto com ocorrências de greves se planejou uma viagem para janeiro/julho. São os meses que os professores costumam repor. Converse sempre com o professor caso dê esses problemas. Mas não tente falar com eles por e-mails. A maioria não responde.

13. Não crie o costume de estudar para prova ou terminar o trabalho na última semana. O stress acumulado não vale os dias de farra. Ok…está ai um conselho que ninguém vai seguir…

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PS: Se alguém quiser dar idéia de alguma coisa, sinta-se à vontade.

Organização estudantil: 3 dicas para se manter em dia na faculdade ou colegio

março 26, 2009 7 comentários

A um tempo atrás quando se falava em GTD que se trata de um método de gerenciamento de ações que tem como princípio tornar fácil e divertido o arquivamento, busca e recuperação de todas as informações relacionadas às tarefas que você precisa fazer no seu dia-a-dia era sinônimo de piada.

Alias, quando você é homem, querer ser organizado para tornar sua vida mais simples e melhor é motivo até mesmo de chacota na mesa com os colegas. 😛 No caso da mulher isso não ocorre, até mesmo porque a mulher por si só [a maioria] já é organizada.

Eu não pretendo com esse post falar dos prós e contras em se usar métodos GTD na vida pessoal, até porque o Efetividade já cumpre muito bem esse papel, mas direcionar meu conselho aos estudantes.

  1. Abusem das CORES: já foi verificado por pesquisadores que a cor VERMELHA ajuda na concentração e a cor AZUL libera a mente, então usem pelo menos para escrever as canetas pretas, azuis e vermelhas. Além disso é MUITO mais agradável e produtivo você ter que revisar a matéria em um caderno que está tudo organizado e bem escrito do que um que sequer você consegue entender a letra ou o tópico discutido.
  2. Utilizem AGENDA: pode parecer desnecessária, coisa de fresco e dezenas de adjetivos negativos, mas ajuda MUITO a não se perder no meio de tantos trabalhos e relatórios que você tem para entregar. Na faculdade eu vejo como um acessório essencial para deixar sua cabeça mais livre para coisas mais relevantes do que os dias que você precisa entregar suas listas. Eu já postei aqui boas agendas online, então a desculpa de ‘não querer gastar’ não cola.
  3. Bloquinho para rascunho: tenha sempre a mão um bloquinho de rascunho para anotar algo rápido como passar o telefone para alguém, anotar o preço de algo que você viu, etc. Se preferir, utilizar o post it pode ser melhor, já que você pode colar ele na capa da agenda ou do caderno.

Eu diria que com essas três dicas se consegue um bom rendimento nas aulas e poupa muito seu tempo, podendo aproveitá-lo para outras coisas interessantes, ao invés de ter que procurar “aquela” anotação importante que você não lembra onde colocou. 😉

Espero que ajude…

Abraços!

TrackClass e Soshiku: organizando suas tarefas

fevereiro 2, 2009 1 comentário

Vou aproveitar que as férias estão acabando e que o pessoal está voltando a trabalhar e estudar para falar um pouco sobre dois programas bacanas que encontrei na internet: TrackClass e o Soshiku. Ambos os programas são ferramentas gratuitas que oferecem a possibilidade de gerenciar compromissos e anotações.

O segundo eu ainda não usei, pois conheci ele por meio da Folha de São Paulo, mas como ele se parece com o primeiro resolvi citar para o leitor poder ter direito de escolha.

Esses programas tem como objetivo deixar seus estudos organizados; eles possuem espaços dedicados a compromissos, exames, anotações e calendário. Não sei o Soshiku mas o TrackClass possui também uma Dashboard que faz um resumo de todas as atividades e, ainda, mostra quanto tempo falta para terminar as atividades.

Pelo que pude reparar de diferença maior entre os dois é que o TrackClass permite integrar as informações com o aparelho celular, já o Soshiku não.

O negócio é começar o ano organizado para terminar ele sem ficar louco. 😛

O nosso cantinho

Olá.

Esse é um tema muito interessante pois muitos tem o seu “próprio canto”, seja para estudar ou realizar aquela tarefa do dia-a-dia. Entretanto, poucos dão a devia importância para esse canto do estudo.

Esse nosso cantinho não é apenas um canto qualquer da casa, muitas vezes é nele que passamos horas a finco debruçados em livros ou no computador. Por isso, investir nele e organizá-lo é uma tarefa, eu diria, importante (para não dizer essencial).

Pode parecer bobagem, mas investir em uma cadeira legal, uma estante bacana, livros que você considera importante, comprar aquele novo acessório geek, são coisas que colaboram para o nosso conforto e conseqüentemente para o aumento da nossa produtividade, além é claro, de tornar o dia menos estressante.

Nada é mais estimulante para se trabalhar do que ter em seu ambiente: bons livros, internet (para poder ler artigos de seu interesse), bons CD’s de música, etc. E a maior parte das pessoas que trabalham ou estudam, procuram de alguma forma obter recursos financeiros para investir no seu conforto e bem-estar. E, sinceramente, não vejo nada mais justo.

Uma coisa é certa: ninguém consegue trabalhar no meio de uma bagunça. É praticamente impossível conseguir se concentrar onde folhas voam com o vento, onde você perde cinco minutos procurando sua borracha (ou caneta), não encontra aquela anotação importante, etc.

Organização no ambiente de trabalho é fundamental; criar pastas por assunto facilita (e muito) na hora de procurar ‘aquela’ anotação, papéis que já foram utilizados PRECISAM ir para a reciclagem e aqueles documentos que foram usados mas não podem ir para o lixo, precisam ser colocados em caixas encapadas (de preferência com etiqueta).

É muito melhor ter um ambiente que tudo está a nossa mão, do que um ambiente em que tudo está na nossa mão.

Alguns preferem estudar em ambientes “limpos”; somente com a caneta, lapis e borracha (e nada mais) em cima da mesa, e também sei que alguns irão me dizer que preferem ‘sua bagunça’ e que não enfrentam nenhum problema para trabalhar nela. São outras escolhas… e eu respeito.

Abraços.

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