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Mudança: vida solitaria e universitaria

março 16, 2009 Deixe um comentário

Peço desculpas por ter demorado tanto para postar a continuação do post passado é que passei por alguns problemas com a conexão, na verdade eu não tinha como conectar. Aproveitando… para alguém que está com saudades da namorada como eu, que não gosta de festas e que prefere ficar em casa, vários livros ainda não são suficientes para cumprir o papel da internet. Juro que no final desses últimos dias eu já não tinha mais o que arrumar dentro do meu apartamento. Hahaha! 😀

Bom, eu fiquei de relatar nesse segundo post como é a vida de um estudante recém chegado a universidade e numa cidade nova. Vou me limitar a falar somente da primeira semana já que as outras (acredito eu) sejam irrelevantes.

Como todo período de volta das férias o mais complicado nos primeiros dias é readaptar seu organismo para a [nova] rotina já que estávamos acostumados acordar 8 da manhã (no mínimo) e agora é preciso acordar pelo menos as 7h para não ficar naquela correria antes de ir para a aula (ou trabalho).

No primeiro dia eu não consegui acordar no horário que estipulei (6:30h) pois como fiquei acordando durante a madrugada (acho que por causa da ansiedade) quando o relógio despertou parecia que meus olhos estavam pregados, não abriam de jeito nenhum.

Levantei era 7:10h da manhã e como as aulas começavam as 8:00h foi possível tomar um café tranquilo e sem muita pressa. Quando eu estava descendo as escadas, trombei com um veterano de outro curso que me perguntou o que eu estava fazendo com a mochila nas costas. Expliquei para ele que carregava minhas coisas dentro dela para ficar mais fácil; foi quando ele me aconselhou deixar tudo em casa e levar só a chave-de-casa, pois eu iria receber trote.

Não deu outra; entrando na escola — e depois de achado o bloco do meu curso — os veteranos já avisaram que teríamos que fazer “pedágio” (arrecadação de dinheiro nos semáforos para a festa dos calouros). Lógico que eles não forçaram, nem fizeram nada que ultrapassasse o bom-senso, inclusive perguntaram quem gostaria de participar. Como eu senti que não iriam fazer nada muito chato, resolvi ir para conhecer a minha turma e alguns veteranos.

(Tirando o fato de não ter almoçado e ainda não ter recuperado a camiseta que eu estava usando naquele dia, correu tudo bem.)

Lógico que antes de ir para essa “zuação”, tivemos um papinho com o coordenador do curso de Física, Alberto Ibañez Ruiz, que disse coisas ao meu ver MUITO verdadeiras.

Confesso que fiquei muito animado com o coordenador e com alguns professores que já tive a oportunidade de conversar, fiquei feliz por eles parecerem prestativos. Mas tenho minhas dúvidas quanto a isso; não que eu esteja duvidando da integridade dos professores, apenas que prefiro aguardar para ter certeza que eles não estavam apenas “polindo” a realidade. 😉 Assim, se não for do jeito que eu esperava, não fico desanimado e nem chateado com a situação.

Fica complicado eu fazer uma “geral” sobre os professores, já que essa semana tivemos apenas uma introdução de Cálculo I e de Laboratório de Física I. Tanto o Marco Escher de cálculo quanto o Ervino Ziemath me pareceram bons professores.

Acho que da universidade [no geral] ainda não posso falar muito, pois quase não tive aulas e sequer conheci todos os professores. Algumas coisas que vi eu não esperava encontrar em um ambiente que se deduz (de maneira erronea) que estejam “pessoas pensantes”. Algumas atitudes, discursos, justificativas, etc. me entristeceram bastante, mas isso são coisas para posts futuros (eu espero conseguir escrever tudo que tenho em mente escrever).

Nomais, o que está me “matando” por aqui é a saudade. Para mim é a coisa mais complicada de lidar; todas as outras eu consigo me virar numa boa. É aquele lance… eu não gosto da cidade que eu morava, mas as pessoas que estão lá eu amo. Como eu já disse no outro post: “…é distribuir tristeza em meio a tanta felicidade.” Mas tem que ir levando…

Acho que a maior experiência até agora para mim foi: cozinhar! Como eu já tinha assistido alguns vídeos no youtube de culinária (é.. fazer o que… tem que aprender) meu arroz e algumas coisas que fiz por aqui ficaram ótimos para o meu paladar. 🙂 Ficaram tão boas que decidi voltar para casa (é perto…) e almoçar em casa ao invés do bandeijão, assim economizo e como uma comida melhor.

Bom, espero que isso “sirva de estímulo” (se preparem para o banho de água fria dos posts futuros) para aqueles alunos que não veem a hora de ir para a Universidade. Nomais, se algum aluno de terceiro ano (ou mais novo) quiser tirar alguma dúvida em específico sobre ‘morar sozinho’ ou sobre a ‘universidade’, me mande um e-mail ou coloque um comentário perguntando aqui mesmo, será um prazer ajudar. 😉

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Mudança: encarando a [nova] vida de universitário

março 1, 2009 1 comentário

Aqueles que frequentam meu blog já devem ter percebido que o objetivo dele é diversificado: divulgação científica, organização pessoal, críticas à situações que encontro pela frente, artigos de algo que achei bacana, viagens, computadores, além é claro de conhecer pessoas com o mesmo gosto ou que tem opiniões divergentes da minha.

Sempre que posso procuro incentivar com as experiências que passei outros alunos; seja com posts provocativos, com conselhos ou no caso de hoje… um pouco na linha do Morando Sozinho falando sobre minha mudança para uma nova cidade. Vou dividir em duas partes esse artigo: primeira parte será sobre a viagem de hoje a forma como organizei o apartamento e como em um primeiro momento está a saudade.

Posso garantir que para muitos isso pode ser desnecessário já que alunos dedicados não precisam “desse estímulo”; confesso que isso é verdade mas meu objetivo não é atingr esses alunos e, sim, aqueles que apesar de serem capazes… não sei o que acontece, se perdem no meio do caminho e jogam tudo para o ar. Acredite, conheci vários deles. E olha que eu nem sou velho.

Conheci um também que durante o Ensino Médio inteiro não fez NADA, absolutamente NADA. Entretanto, quando entrou na faculdade [particular] descobriu que gostava de estudar, resolveu que iria fazer um ano e cursinho e tentar faculdades públicas, pois achava que tinha condição. Ele começa o cursinho esse ano.

Mas esse pode ser um assunto para outro post… vamos voltar para a minha mudança.

Passei duas semanas organizando umas lista daquilo que era necessário eu trazer para o meu novo apartamento. Como ele não é muito grande (um quarto-cozinha e banheiro — kitnet) separei a lista em: quarto, cozinha e banheiro, assim eu separava os itens conforme o ambiente do apartamento. Confesso que a lista foi tão eficiente que não esqueci de nada (apesar que contei com ajuda da minha namorada e da minha mãe, seria impossível esquecer).
tralhas
Nas duas últimas semanas eu praticamente li todos os artigos do Efetividade.net que tratava sobre organização doméstica e home office e tirei bom proveito da maioria deles. Me dediquei também a ler sobre culinária e alguns métodos para lavar a roupa; o que a internet não faz, não é mesmo? Essa Web 2.0 está cada dia mais interessante…

Acho que só deixei para última hora meus aparatos tecnológicos, que fui começar arrumar na madrugada de sábado para domingo. 😛 Acabei seguindo um pouco a dica do John Crow que postei aqui e coube tudo certinho.

Depois de uma viagem de quatro horas, cheguei no apartamento e apesar de o dono não ter me entregado a chave para o portão, consegui entrar (sorte que minha vizinha tinha acabado de chegar). Começei (na verdade… começamos, porque estava meu pai, minha mãe e minha namorada) a colocar tudo em seu devido lugar. Olhando agora as coisas, vejo que está do jeitinho que eu queria: cada coisa em seu devido lugar. Como eu li vários artigos do Efetividade sobre organização dos papéis e armários, já trouxe junto na mala algumas pastas (e caixinhas) para ajudar na organização.

quarto

Após algumas horas de limpeza e organização, o momento final: despedida. Se despedir com a certeza de que você só vai retornar para casa depois de pelo menos três semanas (no meu caso) é algo de “bambiar” as pernas e, confesso, fazer chorar [um pouco]. Ainda mais quando nessa despedida esta a sua namorada. É um momento estranho, pois você se sente feliz por estar indo em busca de seu sonho, mas triste por ter que deixar algumas coisas de lado. Costumo dizer que nessas horas você distribui tristeza em meio a tanta felicidade. 😉

Inclusive… penso que esse seja o segundo “impacto” forte que sofremos na vida, sendo o primeiro quando somos crianças de primário e achamos que os pais estão nos deixando para trás. Mas este também é assunto para um outro post…

Nomais, por hoje é só… no final da semana devo terminar de escrever a segunda parte do artigo e posto aqui (se eu estiver com internet) a primeira semana de alguém que agora mora sozinho e tem que se virar.

P.S.: ao som de Keane – Perfect Symmetry

Abraços.