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Posts Tagged ‘felicidade’

Daniel Kahneman: The riddle of experience vs. memory

novembro 7, 2010 Deixe um comentário

Palestra muito interessante que estava assistindo agora pouco.

Momentos

junho 14, 2010 5 comentários

Fiz viagens nos últimos dias que me fizeram formar novas opiniões, rever conceitos, ‘viajar’ para dentro de mim, porém tudo ficou guardado esperando por um ‘insight’. Passei dias procurando uma inspiração para escrever; algumas idéias surgiam, proporcionavam uma reflexão, mas elas fugiam de minha cabeça na mesma velocidade que vieram e eu queria criar um texto que não só transmitisse minha opinião como fizesse o leitor sentir algo interessante enquanto estivesse lendo.

Fiquei frustrado dezenas de vezes, achava que eu tinha perdido a prática na escrita, e por fim, achei que os tropeços das últimas semanas tinham me afetado, mas hoje vejo que idéias e textos também precisam de um amadurecimento.

É como a produção de um bom vinho. É preciso o tempo certo para a colheita, caso contrário resulta em um vinho aguado, com baixa concentração de açucar e, consequentemente, de álcool; ou também o inverso, um vinho rico em álcool, mas com pouca acidez.

Porém, após assistir ao vídeo acima, decidi não perder mais tempo e escrever um texto com tudo o que pensei nesses últimos dias. Mesmo que ficasse uma porcaria, eu ficaria satisfeito, afinal pelo menos escrevi.

Com certeza o texto apresentará idéias não definidas nos primeiros parágrafos como dita a regra. Propositalmente. Quebrarei as regras, pois o que quero mesmo é ter a sensação de transmitir o que estou sentindo, mesmo que seja um emaranhado de idéias, sem um começo, sem um meio e se duvidar… sem um fim.

Meu cotidiano tem mostrado que é impossível ser feliz todos os dias, entretanto é bem provável que caso você tente se divertirá mais do que aqueles que se lamentam. Esse pensamento tem resumido bem o significado da vida para mim. Com certeza passamos por momentos em que a tristeza é necessária, porém ainda acho que há maneiras diferentes de se encarar uma melancolia.

Alguns veem como um processo de aprendizado e se divertem mesmo com olhos cheios de lágrimas; outros, baixam a cabeça e passam a ver o mundo em sépia e tudo aquilo se torna um martírio. Quando fechamos a porta para qualquer sorriso ou momento de alegria e preferimos ficar na solidão, afastamos pessoas que poderiam nos amar por aquilo que verdadeiramente somos, mas não mostramos, pois tristeza não coloca o melhor de nós em jogo.

A felicidade me remete a uma história que li um tempo atrás; um rapaz recebe de seu avô dois papéis, em cada um deles havia uma frase para ser lida em duas diferentes situações: um deles deveria ser lido quando estivesse feliz, o outro, quando estivesse triste. Ele guardou os papéis e um dia que ele teve os melhores momentos de sua vida e que sua alegria era contagiante, abriu um dos papéis e nele dizia:

“Isso passa…”

Não deu bola, achou bobagem, afinal… ele estava feliz da vida, em seus melhores momentos que bobagem poderia ser essa de… passar.

Os dias… passaram, o futuro agiu e o rapaz perdeu pessoas queridas, seus amigos pareciam não entendê-lo, faltava ânimo para tudo, estava passando por uma tristeza. Foi quando desiludido lembrou do outro papel que sobrará em sua gaveta. Abriu o papel e nele havia as seguintes palavras:

“Isso também passa…”

A felicidade passa a ser uma consequência de encarar nossos tropeços com mais ânimo e determinação para recomeçar a caminhada. Mesmo que seja do zero.

Retorno de bons momentos

agosto 23, 2009 5 comentários

ferias

Faz muito tempo que não escrevo por aqui. A razão é que eu entrei de férias no dia 6 de julho e fiquei até dia 17 de agosto sem qualquer acesso a internet; confesso que senti falta de algumas coisas que o mundo virtual me proporciona, entretanto o tempo que passei com meus pais, minha namorada, os pais dela e meus amigos foram simplesmente inesquecíveis.

Arrisco a dizer que essas férias de julho foram as melhores da minha vida; li e re-li bons livros, conversei muito sobre eles, assisti bons filmes, comi boas comidas, ri muito… e amei. Talvez no nível *apenas* intelectual eu não tenha adquirido tanto quanto no semestre da faculdade, porém em se tratanto do meu emocional obtive um aprendizado que levarei para toda vida.

Minha mãe sempre me dizia que o maior sinal de amadurecimento é quando passamos a valorizar um momento especial e guardá-lo para analisar no futuro, percebendo que o que forma uma pessoa não é apenas a quantidade de livros que ela leu durante a vida, mas também o quanto de momentos bons que ela teve com aqueles que a amam.

Enfim, estou feliz em voltar para a terra dos estudos, estou muito animado com os livros que tenho lido e feliz com a minha organização pessoal. Consigo estudar as matérias do dia e me divertir com isso e ainda sobra um tempo para relaxar (malhar, conversar com os amigos, ficar a toa, escrever).

Não nego que as vezes sinto saudade dos momentos que tive em minha terrinha, porém grandes escritores diriam que a saudade é a maior prova de que o passado valeu a pena, portanto aproveito esse momento melancólico também. E me desculpem talvez pelo paradoxo, mas aproveito da melancolia com um sorriso no rosto.

Provavelmente escreverei com mais frequência aqui no blog, já que sempre acabo tirando um tempo do meu dia para fazer um rearranjo de idéias e criar coisas boas para quem sabe algum dia fazer um memorial de tudo aquilo que vivi nos bons tempos de faculdade. 🙂

Um abraço e para aqueles que voltaram agora para a faculdade, espero que já tenham (re)acostumado com a rotina de estudos.