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Archive for the ‘Viagens’ Category

Kings Of Convenience – Cayman Islands

Through the alleyways to cool off in the shadows
then into the street following the water
there’s a bearded man paddling in his canoe
looks as if he has come all the way from the cayman islands

these canals, it seems, they all go in circles
places look the same, and we’re the only difference
the wind is in your hair, it’s covering my view
I’m holding on to you, on a bike we’ve hired until tomorrow

if only they could see, if only they had been here
they would understand, how someone could have chosen
to go the length I’ve gone, to spend just one day riding
holding on to you, I never thought it would be this clear

Momentos

junho 14, 2010 5 comentários

Fiz viagens nos últimos dias que me fizeram formar novas opiniões, rever conceitos, ‘viajar’ para dentro de mim, porém tudo ficou guardado esperando por um ‘insight’. Passei dias procurando uma inspiração para escrever; algumas idéias surgiam, proporcionavam uma reflexão, mas elas fugiam de minha cabeça na mesma velocidade que vieram e eu queria criar um texto que não só transmitisse minha opinião como fizesse o leitor sentir algo interessante enquanto estivesse lendo.

Fiquei frustrado dezenas de vezes, achava que eu tinha perdido a prática na escrita, e por fim, achei que os tropeços das últimas semanas tinham me afetado, mas hoje vejo que idéias e textos também precisam de um amadurecimento.

É como a produção de um bom vinho. É preciso o tempo certo para a colheita, caso contrário resulta em um vinho aguado, com baixa concentração de açucar e, consequentemente, de álcool; ou também o inverso, um vinho rico em álcool, mas com pouca acidez.

Porém, após assistir ao vídeo acima, decidi não perder mais tempo e escrever um texto com tudo o que pensei nesses últimos dias. Mesmo que ficasse uma porcaria, eu ficaria satisfeito, afinal pelo menos escrevi.

Com certeza o texto apresentará idéias não definidas nos primeiros parágrafos como dita a regra. Propositalmente. Quebrarei as regras, pois o que quero mesmo é ter a sensação de transmitir o que estou sentindo, mesmo que seja um emaranhado de idéias, sem um começo, sem um meio e se duvidar… sem um fim.

Meu cotidiano tem mostrado que é impossível ser feliz todos os dias, entretanto é bem provável que caso você tente se divertirá mais do que aqueles que se lamentam. Esse pensamento tem resumido bem o significado da vida para mim. Com certeza passamos por momentos em que a tristeza é necessária, porém ainda acho que há maneiras diferentes de se encarar uma melancolia.

Alguns veem como um processo de aprendizado e se divertem mesmo com olhos cheios de lágrimas; outros, baixam a cabeça e passam a ver o mundo em sépia e tudo aquilo se torna um martírio. Quando fechamos a porta para qualquer sorriso ou momento de alegria e preferimos ficar na solidão, afastamos pessoas que poderiam nos amar por aquilo que verdadeiramente somos, mas não mostramos, pois tristeza não coloca o melhor de nós em jogo.

A felicidade me remete a uma história que li um tempo atrás; um rapaz recebe de seu avô dois papéis, em cada um deles havia uma frase para ser lida em duas diferentes situações: um deles deveria ser lido quando estivesse feliz, o outro, quando estivesse triste. Ele guardou os papéis e um dia que ele teve os melhores momentos de sua vida e que sua alegria era contagiante, abriu um dos papéis e nele dizia:

“Isso passa…”

Não deu bola, achou bobagem, afinal… ele estava feliz da vida, em seus melhores momentos que bobagem poderia ser essa de… passar.

Os dias… passaram, o futuro agiu e o rapaz perdeu pessoas queridas, seus amigos pareciam não entendê-lo, faltava ânimo para tudo, estava passando por uma tristeza. Foi quando desiludido lembrou do outro papel que sobrará em sua gaveta. Abriu o papel e nele havia as seguintes palavras:

“Isso também passa…”

A felicidade passa a ser uma consequência de encarar nossos tropeços com mais ânimo e determinação para recomeçar a caminhada. Mesmo que seja do zero.

On the road: músicas para viajar

março 30, 2010 6 comentários

Quando você acorda no meio da madrugada com pesadelo, suas opções de escrita ficam um pouco limitadas à listas, mas… como eu ainda não tinha criado nenhuma por aqui e achei essa do Papo de Homem sensacional, vou copiar na caruda.

Aproveitando que está chegando o feriado prolongado e vários estudantes (não somente eles) retornam para seu local de origem de carro ou de ônibus, fica a seleção de músicas para pisar fundo ou simplesmente aproveitar a paisagem olhando pela janela. A lista não possui uma ordem, ela foi feita para você lembrar desde seu primeiro beijo no colégio até a vontade de chingar aquele seu professor ou até mesmo seu chefe (ou chefa).

Para aqueles que frequentam meu blog na surdina, fiquem a vontade para indicar músicas, assim vou editando e a tornando ainda melhor. 😉

1. The Day That Never Comes, Metallica
2. Stand by Me, Emmerson Nogueira
3. Like a Stone, Audioslave
4. Morning new Disease, Jets to Brazil
5. Suicidal Growth, Chaos Zero
6. Private Eye, Alkaline Trio
7. Godspeed, Anberlin
8. Threesome, Fenix TX
9. Fuck you Aurora, Alkaline Trio
10. I Typed for Miles, Jets to Brazil
11. Front the Lie, Key to Arson
12. Superstar II, Saliva
13. Vagabond, Wolfmother
14. Sweet Disposition, The Temper Trap
15. Best of You (MDS House Mix), Foo Fighters
16. Roadhouse Blues, The Doors
17. Raise up, Saliva
18. Ether, Nothingface
19. Drive, Incubus
20. Voodoo People (Pendulum Remix), The Prodigy
21. Sick and Destroy, Metallica
22. Rooster, Alice in Chains
23. I Am The Highway, Audioslave
24. Pescador de Ilusões, Rappa
25. Be Yourself, Audioslave
26. Johnny, I Hardly Knew Ya, Dropkick Murphys
27. Tearjerker, Fenix TX
28. Gasoline, Audioslave
29. Go With the Flow, Queens of The Stone Age
30. Someday, The Strokes
31. One, Metallica
32. Smells Like Teen Spirit, Nirvana
33. Beautiful Lie, Yoav
34. Pull me Under, Dream Theater
35. Adore, Adore, Yoav
36. Popular, Nada Surf
37. Creep, Radiohead
38. Kids, MGMT
39. Babylon, Don Mclean
40. Truth, John Petrucci & Jordan Rudess
41. Woman, Wolfmother
42. Where is my mind, Nada Surf
43. Ana, The Pixies
44. I’m Shipping Up To Boston, Dropkick Murphys
45. We Danced Together, The Rakes
46. Thunderstruck, AC/DC
47. Rearview Mirror, Pearl Jam
48. Highway to Hell, AC/DC
49. Paranoid, Black Sabbath
50. This Red Book, Pinback
51. Helden, Apocalyptica feat. Till Lindemann

O que mais acho interessante nessa lista é que algumas músicas que indiquei não são conhecidas, portanto fica a oportunidade de conhecê-las já que muitas fizeram (e ainda fazem) parte do meu repertório quando eu tinha uns 13 anos.

Indiquem mais músicas que vou acrescentando.

Geração “vagalume”

Desde que cheguei na rodoviária fiquei reparando em algumas coisas que estavam (e estão) ao meu redor. Passei horas observando o quanto as pessoas verificavam seus celulares em busca de ligações e mensagens não recebidas. É engraçado, porque isso acontece com tamanha frequência que parece até mesmo TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) generalizado.

Todas essas pessoas parecem estar esperando por algo… que nem mesmo elas sabem o que é; basta alguém tirar o celular do bolso e olhar, para outro ver e fazer o mesmo. Parece até mesmo quando alguém boceja na sua frente e você também acaba tendo essa vontade…

A surpresa disso tudo foi ao entrar no ônibus e ver que suas luzes estavam todas desligadas, mas as “luzinhas” de cada pessoa se mostravam em meio aquela escuridão; eram celulares, mp3 players, PDAs, notebooks, alguns inclusive conectados à internet. Entrei em um ônibus que tinha tanto upload e download de informação sendo feito que se comparado a 20/30 anos atrás essa mesma quantidade de informação era acessada apenas em um ano de tráfego.

As pessoas escreviam dali de dentro daquele ônibus seus pensamentos, suas emoções, frustrações, mostravam seus projetos, suas músicas favoritas, escreviam cartas para pessoas queridas, enviavam e-mails, atualizavam seus twitter(s), faziam compras e transformavam suas longas horas de viagem em muito mais do que uma noite de sono; elas traziam para suas noites a capacidade de mostrar ao mundo seu pensamento de tudo o que estava em sua volta.

E isso é incrível! Confesso que existe dezenas de pontos negativos, que eu NÃO pretendo enumerá-los, em se ter um público ávido por inovações, mas a capacidade de informação que conseguimos nessas últimas décadas tem se mostrado muito mais positiva do que negativa para o “pensar” do ser humano.

Foi então que percebi que a minha geração Y conhecida pelos avanços tecnológicos e prosperidade econômica, poderia também ser nomeada de geração vagalume. Em meio a escuridão, surgimos com nossas telas LCDs, realizando tarefas múltiplas e cultivando nosso ócio de uma maneira criativa.

P.S.: Me desculpem pela demora para postar algo novo é que foram muitos feriados e também muita gripe para ninguém botar defeito, que inclusive me prejudicou em algumas provas que precisarão ser recuperadas mais tarde. Mas… coisas da vida.

Mudança: encarando a [nova] vida de universitário

março 1, 2009 1 comentário

Aqueles que frequentam meu blog já devem ter percebido que o objetivo dele é diversificado: divulgação científica, organização pessoal, críticas à situações que encontro pela frente, artigos de algo que achei bacana, viagens, computadores, além é claro de conhecer pessoas com o mesmo gosto ou que tem opiniões divergentes da minha.

Sempre que posso procuro incentivar com as experiências que passei outros alunos; seja com posts provocativos, com conselhos ou no caso de hoje… um pouco na linha do Morando Sozinho falando sobre minha mudança para uma nova cidade. Vou dividir em duas partes esse artigo: primeira parte será sobre a viagem de hoje a forma como organizei o apartamento e como em um primeiro momento está a saudade.

Posso garantir que para muitos isso pode ser desnecessário já que alunos dedicados não precisam “desse estímulo”; confesso que isso é verdade mas meu objetivo não é atingr esses alunos e, sim, aqueles que apesar de serem capazes… não sei o que acontece, se perdem no meio do caminho e jogam tudo para o ar. Acredite, conheci vários deles. E olha que eu nem sou velho.

Conheci um também que durante o Ensino Médio inteiro não fez NADA, absolutamente NADA. Entretanto, quando entrou na faculdade [particular] descobriu que gostava de estudar, resolveu que iria fazer um ano e cursinho e tentar faculdades públicas, pois achava que tinha condição. Ele começa o cursinho esse ano.

Mas esse pode ser um assunto para outro post… vamos voltar para a minha mudança.

Passei duas semanas organizando umas lista daquilo que era necessário eu trazer para o meu novo apartamento. Como ele não é muito grande (um quarto-cozinha e banheiro — kitnet) separei a lista em: quarto, cozinha e banheiro, assim eu separava os itens conforme o ambiente do apartamento. Confesso que a lista foi tão eficiente que não esqueci de nada (apesar que contei com ajuda da minha namorada e da minha mãe, seria impossível esquecer).
tralhas
Nas duas últimas semanas eu praticamente li todos os artigos do Efetividade.net que tratava sobre organização doméstica e home office e tirei bom proveito da maioria deles. Me dediquei também a ler sobre culinária e alguns métodos para lavar a roupa; o que a internet não faz, não é mesmo? Essa Web 2.0 está cada dia mais interessante…

Acho que só deixei para última hora meus aparatos tecnológicos, que fui começar arrumar na madrugada de sábado para domingo. 😛 Acabei seguindo um pouco a dica do John Crow que postei aqui e coube tudo certinho.

Depois de uma viagem de quatro horas, cheguei no apartamento e apesar de o dono não ter me entregado a chave para o portão, consegui entrar (sorte que minha vizinha tinha acabado de chegar). Começei (na verdade… começamos, porque estava meu pai, minha mãe e minha namorada) a colocar tudo em seu devido lugar. Olhando agora as coisas, vejo que está do jeitinho que eu queria: cada coisa em seu devido lugar. Como eu li vários artigos do Efetividade sobre organização dos papéis e armários, já trouxe junto na mala algumas pastas (e caixinhas) para ajudar na organização.

quarto

Após algumas horas de limpeza e organização, o momento final: despedida. Se despedir com a certeza de que você só vai retornar para casa depois de pelo menos três semanas (no meu caso) é algo de “bambiar” as pernas e, confesso, fazer chorar [um pouco]. Ainda mais quando nessa despedida esta a sua namorada. É um momento estranho, pois você se sente feliz por estar indo em busca de seu sonho, mas triste por ter que deixar algumas coisas de lado. Costumo dizer que nessas horas você distribui tristeza em meio a tanta felicidade. 😉

Inclusive… penso que esse seja o segundo “impacto” forte que sofremos na vida, sendo o primeiro quando somos crianças de primário e achamos que os pais estão nos deixando para trás. Mas este também é assunto para um outro post…

Nomais, por hoje é só… no final da semana devo terminar de escrever a segunda parte do artigo e posto aqui (se eu estiver com internet) a primeira semana de alguém que agora mora sozinho e tem que se virar.

P.S.: ao som de Keane – Perfect Symmetry

Abraços.

Rio Claro: arrumando a mochila

fevereiro 6, 2009 2 comentários

Acredito que esse ano eu vou escrever com mais frequência no blog. Afinal, como agora já ingressei na Universidade, haverá um motivo a mais para escrever sobre aquilo que estou estudando no momento e sobre os erros que irei encontrar nesse meio do caminho; espero que seja tão divertido quanto estou imaginando que vai ser.

Nomais, como estou empolgado e ansioso pela faculdade; quero falar um pouco sobre a cidade que estou indo morar, sobre o departamento que irei estudar e colocar algumas fotos que achei no flickR.

A cidade que irei morar para estudar se chama Rio Claro. Eu nunca visitei ela, irei conhecê-la pela primeira vez na segunda-feira quando eu for fazer a matrícula na Universidade.

Horto, por Carlos Estima

Horto, por Carlos Estima

A cidade por estar situada na região de Campinas, integra uma micro-região em constante expansão econônimca; ela juntamente com outras cidades dessa região formam o maior pólo cerâmico das Américas. Além disso, para o desenvolvimento da vida cultural, a cidade comporta espaços como: museus, cinemas, teatro, bares, restaurantes, áreas de lazer. Por falar em áreas de lazer a cidade possui a Floresta Estadual Navarro de Andrade, antigamente conhecido como “horto florestal”, uma das maiores reservas de eucalipto do estado de São Paulo.

Horto Florestal, por Claudio

Horto Florestal, por Claudio

Rio Claro possui a Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (UNESP) com amplo campus universitário e diversos laboratórios de pesquisas que é o local onde irei estudar. 😉

Meu curso fica no Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) sendo o departamento o de Física. Tirado do próprio site: “A primeira grande iniciativa do Departamento de Física ocorreu em janeiro de 1961, com o curso de Aperfeiçoamento em Física – Física dos Sólidos. Uma contribuição importante do Departamento de Física foi participar da tradução do volume II do projeto de ensino de Física PSSC, que, na década de 60, deu novos rumos ao ensino de Física no ocidente.”

A cidade também possui algo interessante: Aero Clube de Rio Claro, que tem o objetivo de incentivar a prática de aviação civil e desportiva, sendo considerado integrante das tradições nacionais no ramo aeronáutico. Isso para não falar da 2º Open Brasil de Balonismo realizado dos dias 25 a 29 de junho de 2008, sendo o maior evento competitivo de Balonismo realizado na América do Sul.

Balonismo

Balonismo

Se quiser conferir mais algumas fotos do evento [de Balonismo], recomendo visitar o flickr do Rodrigo Ono, Chavals, Marcio Ruiz, não conheço o pessoal, mas o pouco que visitei fiquei encantado com as fotos deles, recomendo.

Assim que eu chegar na cidade e tirar algumas fotos e dar uma ‘batida de pernas’, postarei qual foi minha impressão.