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Archive for the ‘Literatura’ Category

Aleatórios #6: Pensamentos curtos do dia

março 9, 2011 1 comentário

A poesia é uma forma de agarrar a vida pela garganta.

A magia do primeiro amor é a nossa ignorância de que ele pode acabar.

Quem ama luta
Quem luta sofre
Quem sofre, vence!

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Poesia #13: Amor de Carlos Drummond

dezembro 24, 2010 4 comentários

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção. Pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e neste momento houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino: o amor.

Se um dia tiver que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir em pensamento sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado… se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados…

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite… se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado…

Se você tiver a certeza que vai ver a pessoa envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela… se você preferir morrer antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida. É uma dádiva.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Ou às vezes encontram e por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.

É o livre-arbítrio. Por isso preste atenção nos sinais, não deixe que as loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.

Carlos Drummond de Andrade

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Poesia #12: Amar e viver de Mateus Navarro

novembro 28, 2010 5 comentários

Amar…
e não ser amado,
é como ter um pincel
e faltar a tinta.
Ter a melodia,
mas não ter um violão.

Amar sem ser amado
É viver encruzilhado
Num vai-e-vem de sentimentos
Onde vivemos momentos,
mesmo que com ressentimentos
tenhamos que chorar.

Chorar de alegria
ou da tristeza
não importa a frieza.

Amar é viver
Ainda que se queira morrer
Por você não me querer.

Navarro, M.

 

PS: Não sou muito de colocar aqui poemas que eu escrevo, porém… achei que após mais de 50 mil visualizações em meu blog, achei que era uma boa forma de comemorar e também agradecer a todas as pessoas que aparecem aqui para ler o que escrevo [e até desabafo algumas vezes].

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Poesia #11: Soneto de separação de Vinicius

novembro 17, 2010 Deixe um comentário

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente não mais que de repente
fez-se de triste o que se fez amante
E de seozinho o que se fez contente

fez-se do amigo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

 

Vinícius de Moraes

Poesia #10: Soneto do Amor Total de Vinicius de Moraes

novembro 15, 2010 2 comentários

Amo-te tanto, meu amor não cante
O humano coração com mais verdade
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade

Amo-te afim de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente
E de ter

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo, de repente
Hei de morrer de amor mais do que pude.

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Poesia #9: Amar de Carlos Drummond

novembro 7, 2010 Deixe um comentário

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer?
amar e mal amar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso, sozinho, em rotação universal, senão rodar
também, e amar? amar o que o mar traz à praia, o que ele sepulta, e o que, na brisa
marinha, é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto. o que é entrega ou adoração expectante, e
amar o inóspito, o cru, um vaso sem flor, um chão sem ferro, e o peito inerte, e a rua
vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta, distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão, e na concha vazia do amor a procura
medrosa, paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa amar a água implícita, e o beijo
tácito, e a sede infinita.

 

E claro, jamais esqueceria de colocar aqui a declamação de Paulo Autran que faz dos poemas de Carlos Drummond um poço de emoções recentes e futuras. Apreciem…

Poesia #8: Pensando em ti

setembro 30, 2010 1 comentário

Pensando em ti!
Sorri com olhos cheios de mágoa
chorei com olhos de alegria
caminhei por entre trevas
encontrando a luz eterna!
Luz que ilumina
luz que protege
luz que fascina
Pensando em ti
Pintei a vida de flores
Pintei a vida de amores
Pensando em ti
falei o amor
Em palavras doces e aveludadas
Conversei a vida
Dialoguei o coração
Pensando em ti entoei hinos
E colori uma canção!

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