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Archive for novembro \28\UTC 2010

Poesia #12: Amar e viver de Mateus Navarro

novembro 28, 2010 5 comentários

Amar…
e não ser amado,
é como ter um pincel
e faltar a tinta.
Ter a melodia,
mas não ter um violão.

Amar sem ser amado
É viver encruzilhado
Num vai-e-vem de sentimentos
Onde vivemos momentos,
mesmo que com ressentimentos
tenhamos que chorar.

Chorar de alegria
ou da tristeza
não importa a frieza.

Amar é viver
Ainda que se queira morrer
Por você não me querer.

Navarro, M.

 

PS: Não sou muito de colocar aqui poemas que eu escrevo, porém… achei que após mais de 50 mil visualizações em meu blog, achei que era uma boa forma de comemorar e também agradecer a todas as pessoas que aparecem aqui para ler o que escrevo [e até desabafo algumas vezes].

Categorias:Literatura, Poesia

Aleatórios #2: Pensamentos curtos do dia

novembro 20, 2010 Deixe um comentário

Em dias de fúria olhe para cima e veja o céu. Esqueça os palavrões desperdiçados e veja a pureza do azul.

O homem não é uma folha em branco na qual as épocas escrevem o seu texto. As épocas é que são folhas em branco nas quais o homem escreve a história.

E a musiquinha do dia:

Aleatorios #1: Pensamentos curtos do dia

novembro 18, 2010 Deixe um comentário

Você tem o direito de agarrar-se a um sonho para que ele o empurre para frente, mas nunca que o afaste da realidade.

Quem se acostuma a fugir dos problemas, vai ter que correr de si mesmo a vida inteira.

E as duas músicas que fecham mais uma rotina de trabalho:

Poesia #11: Soneto de separação de Vinicius

novembro 17, 2010 Deixe um comentário

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente não mais que de repente
fez-se de triste o que se fez amante
E de seozinho o que se fez contente

fez-se do amigo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

 

Vinícius de Moraes

Poesia #10: Soneto do Amor Total de Vinicius de Moraes

novembro 15, 2010 2 comentários

Amo-te tanto, meu amor não cante
O humano coração com mais verdade
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade

Amo-te afim de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente
E de ter

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo, de repente
Hei de morrer de amor mais do que pude.

Categorias:Literatura, Poesia

Reconhecimento

novembro 12, 2010 2 comentários

Reconhecimento. Nós esperamos tanto por isso que às vezes fazemos coisas que não nos agrada, não é de nosso caráter e nem nos acrescentará algo. Fazemos para ouvirmos algumas palavras honrosas. Esperamos por ele como uma mãe espera pelo dia em que seu filho recém nascido dará seus primeiros passos.

Nos iludimos tanto que esperamos pelo reconhecimento até mesmo no término de um relacionamento amoroso.

“Ele/Ela lembrará um dia o que eu fiz por ele/ela…”

Seja pela nossa educação que não nos ensina a rejeição, talvez seja pelo nosso ego que não gostaria de ser ferido e preferimos nos acomodar com palavras. Mas a verdade é que o reconhecimento é uma situação momentânea.

As pessoas podem ser gratas à você… hoje, porém a incerteza do amanhã ainda continuará. As pessoas se esquecem; substituem por outras memórias. Outros momentos. Outras vidas.

Depender de reconhecimento é passível de ser egoísta. Uma maneira de idolatrar nosso próprio ego; procurar uma auto-confiança. Talvez seja a hora de começarmos a nos entregar mais sem esperar que o outros reconheçam em nós virtudes que gostaríamos de ter para satisfação pessoal.

Oferecer ao invés de perguntar e não esperar o mesmo, talvez seja a melhor maneira para se libertar de um reconhecimento que na verdade… não existe.

Daniel Kahneman: The riddle of experience vs. memory

novembro 7, 2010 Deixe um comentário

Palestra muito interessante que estava assistindo agora pouco.