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Por quê caímos?

abril 10, 2010 1 comentário

Lá por volta do aniverário de seu primeiro ano de vida, a gente percebe que nossos filhos vão começar a andar. Mas eles só caem. Seguram nossas mãos, erguem os joelhos, dobram-nos e caem. Depois seguramos seus joelhinhos com seus pés em nosso colo, eles riem, se atiram para trás e caem. Aí aprendem a se segurar em qualquer canto de qualquer móvel ou pedaço de calça que lhes apareça pela frente; esticam-se, erguem-se, ficam em pé e – pluft! -, caem. Felizmente, usam fraldas. Felizmente, caem de bumbum e não caem de cabeça porque a natureza, se não nos entrega a bula, sabe o que faz.

Aí, do nada, como quem decide se levantar do sofá para ir tomar uma água na cozinha, estes bebês saem andando – assim, deixando-nos embasbacados, sem sabermos se gritamos, se os seguramos, se ficamos por perto para garantir que não caiam ou se corremos pegar a câmera. Eles começam a andar. E então… não param mais.

Andam para todos os lados, se movimentam frenéticamente, mais agitados do que o normal e deixando ainda mais louco seus pais.

O tempo passa e com o caminhar da vida percebemos que aquela foi apenas a primeira queda de muitas. Voltamos a ser crianças diante cada problema novo e caímos. Quando achamos que temos tudo sobre controle somos surpreendidos por outra queda. Ficamos tristes. E então aquele riso de criança quando está começando a andar não existe mais em nosso rosto. Associamos a queda ao fracasso. Lamentamos. Sofremos.

E aí nos perguntamos porque caímos. Questionamos a vida, os problemas, os relacionamenos, as situações, nós, procuramos justificativas plausíveis, mas não encontramos. E conforme os dias se passam e permanecemos mais fortes, descobrimos que cair é necessário para o aprendizado. Que caímos para aprendermos a levantar.

Na vida nada é tão triste que não se possa tirar uma lição. Das situações mais tristes é que talvez tiramos nosso maior aprendizado. Descobrimos com o passar do tempo que experiência não é quantas festas de aniversário se teve, mas a quantidade de quedas que você sofreu. Que “experiência é quando você passa a saber o que você achava que já sabia.”

Inspiração: Você prefere cair ou levantar?