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Archive for março \30\UTC 2010

On the road: músicas para viajar

março 30, 2010 6 comentários

Quando você acorda no meio da madrugada com pesadelo, suas opções de escrita ficam um pouco limitadas à listas, mas… como eu ainda não tinha criado nenhuma por aqui e achei essa do Papo de Homem sensacional, vou copiar na caruda.

Aproveitando que está chegando o feriado prolongado e vários estudantes (não somente eles) retornam para seu local de origem de carro ou de ônibus, fica a seleção de músicas para pisar fundo ou simplesmente aproveitar a paisagem olhando pela janela. A lista não possui uma ordem, ela foi feita para você lembrar desde seu primeiro beijo no colégio até a vontade de chingar aquele seu professor ou até mesmo seu chefe (ou chefa).

Para aqueles que frequentam meu blog na surdina, fiquem a vontade para indicar músicas, assim vou editando e a tornando ainda melhor. 😉

1. The Day That Never Comes, Metallica
2. Stand by Me, Emmerson Nogueira
3. Like a Stone, Audioslave
4. Morning new Disease, Jets to Brazil
5. Suicidal Growth, Chaos Zero
6. Private Eye, Alkaline Trio
7. Godspeed, Anberlin
8. Threesome, Fenix TX
9. Fuck you Aurora, Alkaline Trio
10. I Typed for Miles, Jets to Brazil
11. Front the Lie, Key to Arson
12. Superstar II, Saliva
13. Vagabond, Wolfmother
14. Sweet Disposition, The Temper Trap
15. Best of You (MDS House Mix), Foo Fighters
16. Roadhouse Blues, The Doors
17. Raise up, Saliva
18. Ether, Nothingface
19. Drive, Incubus
20. Voodoo People (Pendulum Remix), The Prodigy
21. Sick and Destroy, Metallica
22. Rooster, Alice in Chains
23. I Am The Highway, Audioslave
24. Pescador de Ilusões, Rappa
25. Be Yourself, Audioslave
26. Johnny, I Hardly Knew Ya, Dropkick Murphys
27. Tearjerker, Fenix TX
28. Gasoline, Audioslave
29. Go With the Flow, Queens of The Stone Age
30. Someday, The Strokes
31. One, Metallica
32. Smells Like Teen Spirit, Nirvana
33. Beautiful Lie, Yoav
34. Pull me Under, Dream Theater
35. Adore, Adore, Yoav
36. Popular, Nada Surf
37. Creep, Radiohead
38. Kids, MGMT
39. Babylon, Don Mclean
40. Truth, John Petrucci & Jordan Rudess
41. Woman, Wolfmother
42. Where is my mind, Nada Surf
43. Ana, The Pixies
44. I’m Shipping Up To Boston, Dropkick Murphys
45. We Danced Together, The Rakes
46. Thunderstruck, AC/DC
47. Rearview Mirror, Pearl Jam
48. Highway to Hell, AC/DC
49. Paranoid, Black Sabbath
50. This Red Book, Pinback
51. Helden, Apocalyptica feat. Till Lindemann

O que mais acho interessante nessa lista é que algumas músicas que indiquei não são conhecidas, portanto fica a oportunidade de conhecê-las já que muitas fizeram (e ainda fazem) parte do meu repertório quando eu tinha uns 13 anos.

Indiquem mais músicas que vou acrescentando.

Alegria e tirar sorriso de lagrimas

março 24, 2010 1 comentário

Paulo sempre soube o que queria; determinado, seco e até rude se precisasse, mas tinha um coração mole. Algumas vezes era reconhecido por coisas maravilhosas que fazia, mas era um rapaz quieto que passava despercebido diante as pessoas. Era alguém normal.

Ao longo de sua vida, Paulo foi vivenciando momentos que o fizeram ser mais forte e compreender os motivos para se viver. Paulo perdeu seus pais cedo, acidente de carro, nunca gostou de comentar sobre, mas sempre teve uma margura do ocorrido. Procurava compreender a razão mesmo sabendo que na verdade o acaso é quem determinara alguns passos em sua vida; apesar do sentimento de raiva guardado, preferia ser alegre.

Todos os dias quando acordava colocava em sua cabeça que aquele dia seria excepcional. Paulo sabia que era difícil ter um dia repleto de alegria, mas ele sabia aproveitar os momentos felizes que ocorriam ao longo do dia mesmo se eles fossem passageiros. Ele não fechava sua alma para a alegria só porque algum evento tinha incomodado e o deixado triste; a esperança em trocar a tristeza pela alegria sempre foi algo frequente em Paulo.

Talvez pelo seu sofrimento. Talvez uma característica. Nós não sabemos, Paulo, com seus olhos escuros dizia pouco sobre si, era um mistério, mas passava uma boa mensagem em seus olhos; de alegria, curtição e compreensão.

Achava interessante o que as pessoas tinham para lhe dizer. Se concentrava nas palavras. Os problemas delas eram seus, fazia questão de ouvi-los, somente ouvir, sem palpitar, ele sabia muito bem que quando estamos tristes e desiludidos o que queremos não é solução, mas ser ouvido, chorar e até mesmo ‘viver’ aquela dor momentânea.

Paulo sabia o que era sofrer. Ele sabia que sofrer era necessário, mas também sabia que o aprendizado não vem apenas do sofrimento. Acreditava muito que a alegria era talvez o único dos nossos objetivos na vida, todo o resto era apenas um complemento para tornar essa busca mais interessante. Ser alegre era a única coisa que importava.

Se era dançando, patinando, ensinando, viajando, cozinhando, limpando, qualquer que fosse a ação se buscassemos a alegria estariamos servindo bem nossos corações. Paulo era normal, mas profundo; sabia o que as pessoas sentiam e o que elas deveriam procurar para si.

Existem diversos Paulo’s, cada um com características próprias e dignas de textos. Todos nós temos algo a aprender e a ensinar. Paulo sabia que a sabedoria não estava somente nos livros, estava também na capacidade de ouvir e compreender o outro.

Navarro, M.

Escolas matam a criatividade

março 16, 2010 Deixe um comentário

Faço questão de compartilhar com todos vocês o vídeo fascinante do Ken Robinson na TED.

Incrível.

Amar: verbo intransitivo?

março 12, 2010 2 comentários

Há dezenas de motivos para não amar alguém, mas apenas um para amar. Negar, fingir, mentir, não importa qual seja a forma de negação, se torna só mais uma justificativa no meio de tantas outras para fugir.

Um motivo basta para se apaixonar: “ver o que acontece”. Alguns conseguem escapar por meses, anos, mas quando menos esperam farão uma ligação em que os pezinhos ficarão balançando no sofá, o fio do telefone será enrolado e aquele friozinho na barriga se transformará em um sorriso maroto após o término da ligação. E quando se menos espera, coisas normais do dia-a-dia terão “ligações” e sorrisos no canto do rosto surgirão.

Feliz é aquele que se apaixona, ama e mesmo que no final dê tudo errado e ele sofra; ainda é capaz de erguer a cabeça e estar preparado para tudo novamente e agora… de uma nova maneira.

Amar é se entregar; com a certeza de ser feliz e a incerteza de sofrer. É aproveitar o melhor que a vida oferece mesmo que, as vezes, tenha que se pagar algum preço.

Se os olhares se cruzarem e neste momento,
houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta:
pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa …

Se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
Deus te mandou um presente divino – o amor.

Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem
mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um para o outro …

Se você conseguir, em pensamento,
sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado …

Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a
outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura,
que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida …

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo estando ela de pijamas velhos,
chinelos de dedo e cabelos emaranhados …

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite …

Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma,
um futuro sem a pessoa ao seu lado …
É o amor que chegou na sua vida. É uma dádiva.

Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e,
mesmo assim tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela …

Se você preferir morrer, antes de ver a outra partindo …
É o amor que chegou na sua vida !

Por isso, preste atenção nos sinais – não deixe que as loucuras do dia-a-dia
o deixem cego para a melhor coisa da vida:
muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida,
mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Ou, às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais,
deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.

Preste atenção nos sinais e não deixe que as loucuras do dia-a-dia
o deixem cego para a melhor coisa da vida:
O amor …

Bixo: “o que eu faço?” – Parte I

março 9, 2010 1 comentário

flickr@infomaua

Esse ano que não sou mais calouro, reparei o quanto os novos ingressantes ficam totalmente perdidos quando chegam à universidade em especial aqueles que não moram na cidade em que irão estudar. Por conta disso, resolvi dedicar o primeiro post desse ano para os novatos, escrevendo algumas dicas que fui coletando e outras que eu achei que seriam bacanas (re)passar.

Muitos colegas e até mesmo professores compartilham a idéia de que se aprende errando, porém nem todo mundo incluindo eu concorda(mos) com isso. Confesso que algumas coisas não tem como transmitir para um ingressante, entretanto alguns caminhos podem ser mostrados afim de evitar tropeços “desnecessários”. Sempre achei o “mini” manual da Andrea sensacional desde quando estava prestando vestibular; apesar dele ser destinado à alunos ingressantes da USP, muitas, mas muitas coisas podem ser aproveitadas, inclusive tomei a liberdade de trazer alguns pontos que considero interessante para cá. 😉

Vamos ao que interessa…

Algumas coisas são de prioridade básica. Em um primeiro momento elas não aparentam ser importantes, portanto a tendência é deixar sempre “para amanhã”. A questão é que realmente quando você está na pior é que você percebe o real sentido da frase: “Não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje”, portanto assim que você chegar na cidade e tiver o primeiro contato com a universidade e colegas de curso, procure pelos telefones úteis, horários/itinerários de ônibus urbanos e intermunicipais e um mapa.

Procure saber o número dos telefones de farmácias que fazem entregas a domicílio, telefones dos hospitais, de imobiliárias, números de taxistas, enfim… aqueles números que na sua cidade você tinha uma facilidade incrível de conseguir. Como eu disse anteriormente, são detalhes que passam despercebidos, mas que se você é surpreendido com dores terríveis no corpo em uma cidade que você não conhece, pode ajudar muito.

Conheça os pontos de ônibus perto de onde você mora; saiba o lugar mais perto para pegar aquele ônibus que o leva para a rodoviária e não deixe para fazer isso no dia que você vai embora para sua cidade. Enfim, faça as coisas com antecedência. 😛

Em se tratando de circular/ônibus providencie o bilhete único se você precisar usar com muita frequência e procure se informar na rodoviária sobre a carteirinha de estudante, já que ela oferece um bom desconto na compra da passagem. Só a título de curiosidade; a empresa não está lhe fazendo nenhum favor, isso é uma obrigação dela e consta na lei.

De todos os problemas que a gente enfrenta no começo a pior é: moradia. Apesar da internet ter facilitado muito a procura por apartamentos na cidade em que você pretende morar, você ainda tem que lidar com a localização do imóvel (enchente, galeria/esgoto, ruas ao redor, violência, iluminação, etc.), imobiliária, compra de móveis e organização deles dentro da sua nova moradia, possibilidades de conexão com a internet.

A decisão não pode ser tomada no impulso, já que na maioria das vezes o contrato é de um ano e para desfazer contrato é realmente uma dor-de-cabeça desnecessária, portanto se você puder após a matrícula já correr atrás das imobiliárias, ver alguns apartamentos, kitnet, ou até mesmo a possibilidade de morar em alguma república, faça isso. Deixe tudo um pouco encaminhado, pois a tensão: cidade nova somada a sem casa é estressante. As vezes, pode acontecer do ingressante ser de lista de espera e isso pode ainda ser mais estressante, para estes minha recomendação é ficar em uma república de veteranos até conseguir arrumar um local que seja do interesse.

Já que estamos falando de veteranos, não tenha vergonha de pedir o telefone deles, afinal algumas vezes eles podem vir a ajudá-lo caso você precise saber de alguma coisa em relação a universidade ou até mesmo a cidade. Também não precisa fazer uma lista e pegar o telefone de todos é apenas de alguem que você acabou conhecendo no dia do “trote”.

Acredito que o básico-principal está aqui; assim que eu tiver um tempo, escrevo a parte 2 que vou tratar sobre pequenas compras, organização para estudos, enfim… esse tipo de coisa doméstica. Hahaha! 🙂

DICAS A SEREM OU NÃO SEGUIDAS…

O que colocarei abaixo é apenas um réplica do “mini” manual da Andrea, portanto fica o interesse (ou não) de ler.

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1. No início do ano, vários tipos de lutas, assembléias e movimentos estudantis aparecem em sua frente. Como todo recém ingressante é empolgado acaba caindo no conto do “discurso bonito gritado”. Não julgarei os movimentos em si. Mas alerto para que mantenha sempre o senso crítico e guarde consigo, num local reservado do cérebro três frases: “os fins justificam os meios?”, “quem é prejudicado com isto” e “o que a maioria gostaria”.

2. Durante o ano, você terá dias em que não ocorrerão matérias, ou horários, as chamadas “janelas”. No primeiro ano, os estudantes costumam usar essas janelas para sair com amigos, beber, dormir em casa, olhar o teto. Tudo bem, mas eu, particularmente, recomendo que a partir do segundo ou terceiro ano no máximo, comece a usar essas janelas para preencher com matérias optativas (matérias fora da sua grade curricular obrigatória, toda graduação tem uma cota de optativas para ser preenchida visando uma formação mais ‘polivalente’). Porque se não preencher essas janelas, ou terá que no último ano passar o dia INTEIRO na universidade e ficar com um fim de semestre cheios de provas e trabalhos ou terá que alongar sua graduação (há quem não tenha problemas com isso). Mas depende de qual é a graduação também.

3. Leia a bibliografia recomendada pela grade de seu professor. Primeiro porque você no final da graduação vai se arrepender muito se não o fizer, segundo, porque se seu professor for ruim (e existirão muitos assim) ao menos dos livros e textos você pode aprender.

4. Faça optativas, o maior número que puder e em outros locais que não apenas a sua faculdade, o contato com outros tipos de mentalidades e discursos pode mudar até mesmo sua concepção de vida. Mas, antes de pegar uma optativa, pergunte para algum aluno do instituto se o professor é bom, não tenha vergonha, melhor um dia de “vergonha” que um semestre acorrentado a um professor picareta.

5. Caso não queira se comprometer com notas e trabalhos, você pode assistir como ouvinte aulas nos mais diversos lugares, basta pedir autorização para o professor em questão: “por favor, tenho interesse na matéria que o senhor ministra, você permitiria que eu assista a sua aula como ouvinte? Não irei atrapalhar?”. Algumas matérias exigem equipamentos de número restrito, bem como algumas salas são muito lotadas, por isso é sempre ideal consultar o professor antes.

8. Se seu instituto tiver uma coisa ridícula chamada “Lista de Chamada”, escreva seu nome, desde o começo em letra de forma, e só o primeiro nome. Porque se eventualmente tiver que faltar seu colega não terá problemas para assinar por você. Eu sei que isso é ensinar “malandres”, mas na verdade é uma concepção muito mais política. Ninguém deveria ser obrigado a ver uma aula picareta se ganha mais estando fora da mesma.

10. Isso também é pessoal, mas…não trabalhe tão cedo no primeiro ano. Porque é neste que você possui mais empolgação para participar de projetos na própria faculdade: tais como organização de eventos, participação de concursos. Aliás, se tiver idéia para essas coisas geralmente a própria faculdade possui recursos reservados para esses tipos de iniciativa. Trabalhe apenas se for uma necessidade imediata. No lugar, procure fazer um curso de línguas. Mesmo que sua área não precise, que você não vá utilizar muito estando na condição de estagiário, eles farão testes de inglês e exigirão o nível no mínimo intermediário até para servir cafezinhos.

11. Use as épocas de greve para ler alguma coisa ou adiantar trabalhos, não fique olhando o teto, porque quando as aulas voltarem o professor vai cobrar aquele trabalho e o prazo para fazer será menor.

12. Fique esperto com ocorrências de greves se planejou uma viagem para janeiro/julho. São os meses que os professores costumam repor. Converse sempre com o professor caso dê esses problemas. Mas não tente falar com eles por e-mails. A maioria não responde.

13. Não crie o costume de estudar para prova ou terminar o trabalho na última semana. O stress acumulado não vale os dias de farra. Ok…está ai um conselho que ninguém vai seguir…

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PS: Se alguém quiser dar idéia de alguma coisa, sinta-se à vontade.