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Archive for abril \25\UTC 2009

Susan Boyle: a voz da conquista

abril 25, 2009 4 comentários

Susan Boyle foi alguém que nessas últimas semanas se transformou no grande hit do mês. E, sinceramente, merece todo esse momento de fama, afinal naquela voz incrível estava todo o sentimento de uma pessoa que tinha TUDO para odiar esse planeta, mas optou por sorrir, erguer a cabeça e enfrentar essa nossa sociedade que possui a profundidade de um pires.

A verdade é que Susan representa para aqueles que são colocados a margem da sociedade uma esperança de conquistar um sonho. Afinal, criamos estereótipos para tudo, então uma pessoa de 47 anos, comendo pão-francês, vestida como uma pessoa simples e com dificuldades de aprendizado, não teria a menor chance de ter uma voz tão bela.

Ela representa com sua voz que as limitações existem, mas nem por isso matam o talento de uma pessoa. Uma pena que nossa sociedade faz questão de excluir pessoas como essas; e você só percebe essa discriminação ocorre quando tem a oportunidade de ver isso de perto.

Espero que um dia, nós seres humanos ao invés de procurarmos por pessoas incríveis, possamos admirar os momentos incríveis que algumas pessoas podem nos dar.

A música que ela canta do musical Os Miseráveis fala por si só…

Trechos: …quando sonhos foram feitos e usados e desperdiçados…
com sua voz suave como um trovão… transformando seus sonhos em vergonha… eu tive um sonhos que minha vida seria tão diferente deste inferno que estou vivendo… e agora a vida matou o sonho que eu sonhei…

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Geração “vagalume”

Desde que cheguei na rodoviária fiquei reparando em algumas coisas que estavam (e estão) ao meu redor. Passei horas observando o quanto as pessoas verificavam seus celulares em busca de ligações e mensagens não recebidas. É engraçado, porque isso acontece com tamanha frequência que parece até mesmo TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) generalizado.

Todas essas pessoas parecem estar esperando por algo… que nem mesmo elas sabem o que é; basta alguém tirar o celular do bolso e olhar, para outro ver e fazer o mesmo. Parece até mesmo quando alguém boceja na sua frente e você também acaba tendo essa vontade…

A surpresa disso tudo foi ao entrar no ônibus e ver que suas luzes estavam todas desligadas, mas as “luzinhas” de cada pessoa se mostravam em meio aquela escuridão; eram celulares, mp3 players, PDAs, notebooks, alguns inclusive conectados à internet. Entrei em um ônibus que tinha tanto upload e download de informação sendo feito que se comparado a 20/30 anos atrás essa mesma quantidade de informação era acessada apenas em um ano de tráfego.

As pessoas escreviam dali de dentro daquele ônibus seus pensamentos, suas emoções, frustrações, mostravam seus projetos, suas músicas favoritas, escreviam cartas para pessoas queridas, enviavam e-mails, atualizavam seus twitter(s), faziam compras e transformavam suas longas horas de viagem em muito mais do que uma noite de sono; elas traziam para suas noites a capacidade de mostrar ao mundo seu pensamento de tudo o que estava em sua volta.

E isso é incrível! Confesso que existe dezenas de pontos negativos, que eu NÃO pretendo enumerá-los, em se ter um público ávido por inovações, mas a capacidade de informação que conseguimos nessas últimas décadas tem se mostrado muito mais positiva do que negativa para o “pensar” do ser humano.

Foi então que percebi que a minha geração Y conhecida pelos avanços tecnológicos e prosperidade econômica, poderia também ser nomeada de geração vagalume. Em meio a escuridão, surgimos com nossas telas LCDs, realizando tarefas múltiplas e cultivando nosso ócio de uma maneira criativa.

P.S.: Me desculpem pela demora para postar algo novo é que foram muitos feriados e também muita gripe para ninguém botar defeito, que inclusive me prejudicou em algumas provas que precisarão ser recuperadas mais tarde. Mas… coisas da vida.

“A Arte de Amar” de Manuel Bandeira

abril 8, 2009 2 comentários

“Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não.”

Já escrevi aqui sobre um pouco de Manuel Bandeira esse nosso magnífico escritor que poucos valorizam. Enfim, como estou sem tempo e estou saindo de viagem, estou escrevendo esse maravilhoso poema dele, assim não fico muito tempo sem atualizar esse blog.

Assim que eu chegar escreverei sobre mais alguns assuntos.

Abraços e bom feriado a todos.

De quem é esse direito?

abril 5, 2009 2 comentários

“Os professores são nossos inimigos! Nós devemos lutar pelos nossos direitos, porque eles não estão nem aí para a gente. Devemos mostrar a nossa força; unidos derrubaremos o que for preciso”

Essas são palavras de alunos [privilegiados] que estudam em uma Universidade renomada que teoricamente deveria formar cidadãos com capacidade crítica apurada para entrar em um mercado de trabalho, fazer pesquisas científicas ou dar aula, o que não é o caso. Já falei aqui sobre a “profundidade” de nossas universidades.

Comentários como o defendido pelo(s) aluno(s) em questão mostram apenas a falta de coerência (e veja que essa coerência, não tem nada a ver com a que eu tratei aqui) de nossos jovens ao dizerem responsáveis pela “ordem” e pelos “direitos” dos estudantes.

Como lutar por direitos com depredação de patrimônio público, poluição sonora e visual, ofensas e negação de um direito daqueles que gostariam de assistir aula?

Desculpe meus nobres colegas, mas sinto lhes dizer que há algo errado nisso tudo.

Pattie Maes demos the Sixth Sense

abril 4, 2009 4 comentários

This demo — from Pattie Maes’ lab at MIT, spearheaded by Pranav Mistry — was the buzz of TED. It’s a wearable device with a projector that paves the way for profound interaction with our environment. Imagine “Minority Report” and then some.

Pattie Maes, at the MIT Media Lab’s new Fluid Interfaces Group, Pattie Maes researches the tools we use to work with information and connect with one another.

P.S.: E você achando que Minority Report era apenas um filme de ficção, não é mesmo? 😉

1º de Abril: dia da mentira

A educação, saúde e transporte nesse país são dignos para representar em um futuro (espero que não muito distante) em como éramos feito de palhaços a todo momento em tamanha incapacidade em lidar com assuntos tão sérios.

Parece que o nosso 1º de Abril se tornou algo rotineiro, principalmente ao ler as manchetes dos principais jornais do país. Lamentável.