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Homem livre da coerência

Esse final de semana que eu fiquei sozinho, aproveitei para pensar em tudo o que está em minha volta; desde os sentimentos que nós humanos sentimos uns pelos outros, até o porquê de ao entardecer termos uma estatura menor do que aquela da manhã.

Provavelmente fiquei por uma hora sentado em meu sofá laranja com minha xícara de capuccino em punho olhando para o livro do Piskounov e deixando minha mente “escrever” em tintas azuis para liberar minha mente. Após perceber que não tinha mais nada em minha xícara e eu estava, assim como os artistas, fingindo que bebia alguma coisa me levantei para ler meus blogs favoritos e notícias da manhã.

Quando me dei conta estava lendo um artigo sobre a coerência e os bombons no qual continha perguntas das quais já havia pensado em meu sofá laranja…

“Onde perdemos a capacidade de não seguir coerências? Por que mesmo achamos absurdo pegar um táxi sem destino apenas para conversar com o taxista? Ou andar pela cidade, sem celular, parando a cada ponto que nos atrai? Por que não é natural faltar um dia no trabalho sem precisar ligar com alguma justificativa manjada? Por que carregamos um mesmo nome a vida toda em vez de ganhar um novo a cada 5 anos, 17 dias e 22 horas? Por que pegar o metrô mais próximo se podemos andar e deixar que o céu nos percorra um pouco mais?”

Perguntas que é preciso muito mais do que apenas uma xícara de capuccino, uma manhã e um sofá para pensar. As respostas não serão conseguidas instantaneamente e por mais difícil que sejam essas respostas não virão sem um esforço relevante. É preciso questionar padrões e ao fazer isso nos tornamos vulneráveis.

Talvez algum dia questionaremos o nosso lado humano, demasiado humano e pensaremos nas tarefas escolhidas ou impostas mas aceitas por nós como um “trampolim” para o pensar diferente daquilo que se espera.

E então quem sabe o homem verdadeiramente livre poderá deixar o céu percorrê-lo por mais algumas horas ou o taxista levá-lo a qualquer lugar…

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  1. Lucas Igor Balthazar(Xuxa)
    abril 5, 2009 às 12:57 pm

    Tenho em mim sentimentos efusivos, latentes, às vezes inquietantes que me permitem discorrer acerca do abstrato, daquilo que comumente não se vê ou não se quer enxergar. Parece loucura ou simples devaneio de um aspirante a intelectual cujos princípios ainda deslumbram pequenas frações diminutas do conhecimento. Pode ser até mesmo, um passatempo aristotélico ou peripatético em que se faz das percepções e dos sentidos os elevadores da racionalidade, refinando-a ante a vã filosofia do século XXI.
    Prefiro acreditar que tornei-me louco, e encontrei tanta liberdade com segurança na minha loucura que nos subterfúgios à minha razão, há a plena consciência da vida. Sinto-me repleto por alguns instantes, faz-se da incoerência algo perfeitamente tenaz, nivelador das condições de equilíbrio entre mundos antitéticos, mesmo na solidão inspiradora, fato profundo da existência humana, há a sensação de regozijo defronte ao desespero. Floresce na liberdade da solidão, a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.

    Continue com seus pensamentos, pois nós somos o que pensamos e não o que pensamos que somos.

    Saudações do seu vizinho de carteira da faculdade 😉
    Lucas Igor Balthazar

  1. abril 5, 2009 às 11:05 pm

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