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O mundo e plano

Estou lendo um livro cujo nome é o título deste post (O Mundo é Plano). O livro é muito bom e recomendo a todos que tem interesse por Globalização e ‘achatamento’ de nosso mundo. 😉

Um pouco sobre o livro foi escrito pelo Luiz Zini Pires no Zero Hora. Reproduzo aqui seu texto:

“É fácil afastar da luz do abajur um robusto livro de 571 páginas que procura combinar intrincadas questões de política externa e complexas interrogações econômicas. É mais tranqüilo empunhar o rápido romance da hora, talvez o mais recente George Pelecanos, e esquecer o planeta globalizado que desperta os nossos neurônios.

Afinal, em distintos formatos, os jornais nos estufam de informações. Mas parte sempre se perde no entrevero das notícias. Thomas Friedman , antes de tudo, não deixa passar uma só e nos faz um grande favor. Em O mundo é plano, escolhe e organiza as informações mais relevantes dos últimos 15 anos. O autor embrulha as principais, discute com os seus protagonistas, comenta e facilita a entrada no cenário global, usando a acessível linguagem jornalística.

O livro é um manual do nosso tempo, obra que se sustenta na sala do executivo ou na da universidade.

O mundo é plano palmilha o espetacular globo novo: bola achatada, menor, mínima, íntima – onde um indiano de Bangalore é vizinho de dois cliques, onde um terrorista saudita é inimigo atrás de novas armas na Internet, onde qualquer um pode petiscar nossos dados mais pessoais na porta escancarada do Google.

O autor americano localiza os governos (a democracia na Índia faz seus muçulmanos serem diferentes dos muçulmanos de uma ditadura religiosa como o Irã), cerca as sociedades (os americanos dão boas-vindas aos seus ex-inimigos, cientistas russos que estão ajudando a plantar nos céus a nova geração de jatos dos EUA), abre as cortinas de hoje (como a queda do Muro de Berlim fomentou um shopping center mundial de 3 bilhões de clientes) e ainda ajusta o foco do amanhã (a Índia e a China têm mais de 100 mil alunos estudando em escolas e universidades dos EUA).

Friedman diz que o México, mesmo vizinho, nunca esteve tão longe dos EUA – apenas 10 mil mexicanos estudam em escolas americanas. O México está muito mais longe que a China, que precisa de 12 horas a bordo de um Boeing para pisar na América. Os mexicanos estão travados na burocracia. Os chineses têm uma extraordinária capacidade de convocar, até pelo regime que têm e do qual podem se livrar, e focalizar energias locais em reformas estudadas e específicas.

O país, com suas 160 cidades de mais de 1 milhão de habitantes, não pretende apenas enriquecer. Quer ser poderoso. Não quer só aprender a fabricar carros. Quer fazer da sua, a melhor marca. Destronar as estrangeiras, não importa a logomarca, e impor a chinesa – mesmo sabendo que para alimentar de gasolina sua colossal frota em 2012 será imperioso descobrir uma nova central de óleo como a Arábia Saudita.

O mundo é plano é um livro da pré-história da Internet e dos recuos e das conquistas. Começa e termina louvando a invenção que nos une e nos alegra e nos enche de terror. Acha correntes diversas. A do bem, a que faz o meu e-mail encontrar o seu em segundos em Tóquio, a uma noite de distância, e a do mal, a que os asseclas de Bin Laden usaram para detonar o World Trade Center (WTC) e plantar um novo tipo de medo.

A rede Al-Qaeda aprendeu a usar os mesmos instrumentos globais que as corporações transnacionais. Se as multinacionais buscam a produção de mercadorias e o lucro, os terroristas procuram o medo, o tumulto e os assassinatos. As autoridades dos EUA classificam toda essa rede clandestina de ‘O Califado Virtual’.

Um braço dela, paquistanês, pôs na rede mundial um vídeo da decapitação do repórter do Wall Street Journal Dani Pearl. Há uma nova era aí. É boa, mas no seu seio há novo fermento para os nossos piores medos. O mundo plano não facilitou só a comunicação, a paixão e o comércio na rede. A conexão total e instantânea ajudou a disseminação do terror moderno.

Tudo ao vivo.

Tudo espalhado em 24 horas ou no instante que você bem entender, na cozinha, na escrivaninha do escritório, no celular na rua, antes, durante ou depois da primeira cafeína do dia.

Bem-vindo à realidade.

Vale a pena.

😉

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Categorias:Artigos, Computação
  1. abril 27, 2008 às 1:38 am

    Olha só, me interessei no livro
    parece ser bom… mas nao vou me adiantar a comprar, tenho que ler outros ç_ç
    xD

    Beijão
    ;*

  1. maio 10, 2009 às 3:51 pm

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