Eu, cão

julho 4, 2011 2 comentários

Eu estava perto da praça da igreja de uma cidade tranquila. Magra, praticamente esquelética. E se não bastasse isso, com sarna, logo eu morreria e sabia disso. Eu estava faminta. Naquele momento eu queria um lar em que eu pudesse depositar minhas últimas energias em lambidas por um prato de comida.

Fui abandonada e nem mesmo sei o motivo. Não me lembro de ter feito nada errado; lati algumas vezes de madrugada, estraguei alguns sapatos, até mesmo fiz xixi no tapete da sala, mas nada incomum para um cão.

Perdi a esperança nos seres humanos, esperava pela morte como uma justificativa para algo que eu nem sabia que havia feito.

Foi quando uma moça de cabelos escuros, olhos cheios de brilho e um sorriso de alegria inconfundível veio a meu encontro com suas mãos abertas prontas para me abraçar, fiquei acuada… me senti ameçada, pois não aguentava mais apanhar na rua.

Mas era diferente. A moça estendeu sua mão com um pedaço de mortadela, ela parecia compreender o que eu estava passando e a fome em que eu me encontrava. Sua bondade era natural, ela não esperava algo em troca, apenas oferecia.

Por destino, ou acaso, essa moça resgatou minha esperança e me fez querer continuar a viver. Minha capacidade olfativa me permite detectar mais odores do que os que são detectados pelos seres humanos, logo não foi difícil encontrar onde minha esperança morava.

Seus olhos de surpresa e admiração por eu tê-la encontrada pareciam entender minha gratidão pelo que ela havia feito no dia anterior.

Após meses de luta para viver, hoje faço parte da família. Engordei, minha sarna foi controlada, meu pelo preto está brilhante.

Ela me chama de Nega. Cuido de sua casa como ela cuidou de minha esperança.

 

Texto dedicado a uma grande amiga que espalha esperança por aí…

Richard Feynman #2: Parte 2

abril 5, 2011 1 comentário

Richard Feynman #1: Parte 1

Carl Sagan #4: A vida procura pela vida

março 29, 2011 Deixe um comentário

Fonte

Excessiva simplificação do Método Científico no Ensino de Ciências

março 20, 2011 Deixe um comentário

Um artigo da autoria de Anna Kuchment, reportando um simpósio sobre educação científica ocorrido no congresso anual da American Association for the Advancement of Science foi recentemente publicado na revista Scientific American.

Mark Stefanski, professor do ensino médio americano, em apresentação no painel “Aiming for Scientific Literacy by Teaching the Process, Nature and Limits of Science”, apontou no sentido da existência de uma estratégia pedagógica de ensino de ciências, utilizada desde o ensino médio, que descaracterizaria tanto a concepção do método quanto da natureza do conhecimento científico. Em outra apresentação no painel, Judy Scotchmoor, da Universidade da Califórnia, argumentou que tal estratégia induziria a formação uma imagem simplificada do conhecimento científico, o que, ao final do processo educacional, acarretaria no desinteresse pela ciência da parte dos jovens.

Em sintonia com esta observação, podemos notar que também na educação científica brasileira, ao invés de enfocar a complexidade de problemas devidamente contextualizados, os livros-texto e a pedagogia utilizada nas escolas privilegiam a abordagem de questões estereotipadas, para as quais haveria uma única solução considerada correta. São estas as questões frequentemente apresentadas nas provas, por meio das quais se avalia a aprendizagem. Ao longo do processo de formação, tais procedimentos favoreceriam uma visão distorcida da dinâmica do conhecimento, levando os alunos a concentrarem seus esforços na memorização de receitas prontas, ao invés de desenvolverem capacidades de análise e enfrentamento de problemas complexos. Para combater esta visão, Scotchmoor procura mostrar em suas aulas a complexidade do fazer científico, elaborando diagramas com setas percorrendo várias direções, entre as seguintes etapas da pesquisa: exploração e descoberta, teste de idéias, vantagens e resultados, apreciação pela comunidade e retorno para o cientista.

No plano da Epistemologia (área da Filosofia que estuda a construção do conhecimento científico), esta questão educacional remete para uma discussão a respeito da importância das teorias científicas. Uma pessoa que tem conhecimento científico em uma determinada área científica seria, basicamente, alguém que entende bem as teorias fundamentais desta área, e que desenvolveu habilidades para seu uso na solução de problemas reais. Entretanto, não é esta a concepção de conhecimento que predomina no meio educacional.

Com a crescente importância da ciência e tecnologia para as mais diversas profissões, gerando a necessidade de inclusão de uma grande massa de jovens no sistema educacional de base científica, tem ocorrido uma maior ênfase na memorização de soluções padronizadas (“receitas”), em detrimento do entendimento das teorias e desenvolvimento de habilidades para a aplicação das teorias em situações concretas. Aulas e exames são formulados com base em tais receitas, gerando para a sociedade a ilusão de que estamos formando grandes contingentes de cientistas, quando, na verdade, estamos formando técnicos em imitação, pessoas treinadas para repetir procedimentos preestabelecidos.

Não é só em nosso país que tal situação gera preocupações. A Casa Branca americana está desenvolvendo esforços de melhoria do sistema educacional, com apoio direto do Presidente Barack Obama. Em uma conferência no mesmo simpósio acima citado, John Holdren, diretor do “White House Office of Science and Technology Policy”, recomendou expressamente que os projetos pedagógicos “transcendam a ênfase na memorização de fatos”, passando a incluir o desenvolvimento de “habilidades necessárias para resolver problemas complexos, trabalhar em equipe, interpretar e comunicar a informação científica”.

Fonte: Portal da Universidade – UNESP

Aleatórios #9: Pensamentos curtos do dia

março 16, 2011 Deixe um comentário

Não importa o quão fodido você está; erga a cabeça e encare a vida. Nada é pior do que desistir.

Se você trata com descaso sua vida, não espere colher frutos no futuro

iPad: Ano Um

março 15, 2011 Deixe um comentário

There’s never been anything like iPad. It changes the way students learn and teachers teach. It transforms how businesses do business. It helps doctors take better care of patients. And it’s a whole new way to see the world.

Sensacional. Fiquei de cara com o vídeo e com as informações, mesmo que algumas sejam “maquiadas” para vender.

Fonte: Brainstorm #9

Categorias:Computação, Notícias
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