Fiz viagens nos últimos dias que me fizeram formar novas opiniões, rever conceitos, ‘viajar’ para dentro de mim, porém tudo ficou guardado esperando por um ‘insight’. Passei dias procurando uma inspiração para escrever; algumas idéias surgiam, proporcionavam uma reflexão, mas elas fugiam de minha cabeça na mesma velocidade que vieram e eu queria criar um texto que não só transmitisse minha opinião como fizesse o leitor sentir algo interessante enquanto estivesse lendo.
Fiquei frustrado dezenas de vezes, achava que eu tinha perdido a prática na escrita, e por fim, achei que os tropeços das últimas semanas tinham me afetado, mas hoje vejo que idéias e textos também precisam de um amadurecimento.
É como a produção de um bom vinho. É preciso o tempo certo para a colheita, caso contrário resulta em um vinho aguado, com baixa concentração de açucar e, consequentemente, de álcool; ou também o inverso, um vinho rico em álcool, mas com pouca acidez.
Porém, após assistir ao vídeo acima, decidi não perder mais tempo e escrever um texto com tudo o que pensei nesses últimos dias. Mesmo que ficasse uma porcaria, eu ficaria satisfeito, afinal pelo menos escrevi.
Com certeza o texto apresentará idéias não definidas nos primeiros parágrafos como dita a regra. Propositalmente. Quebrarei as regras, pois o que quero mesmo é ter a sensação de transmitir o que estou sentindo, mesmo que seja um emaranhado de idéias, sem um começo, sem um meio e se duvidar… sem um fim.
Meu cotidiano tem mostrado que é impossível ser feliz todos os dias, entretanto é bem provável que caso você tente se divertirá mais do que aqueles que se lamentam. Esse pensamento tem resumido bem o significado da vida para mim. Com certeza passamos por momentos em que a tristeza é necessária, porém ainda acho que há maneiras diferentes de se encarar uma melancolia.
Alguns veem como um processo de aprendizado e se divertem mesmo com olhos cheios de lágrimas; outros, baixam a cabeça e passam a ver o mundo em sépia e tudo aquilo se torna um martírio. Quando fechamos a porta para qualquer sorriso ou momento de alegria e preferimos ficar na solidão, afastamos pessoas que poderiam nos amar por aquilo que verdadeiramente somos, mas não mostramos, pois tristeza não coloca o melhor de nós em jogo.
A felicidade me remete a uma história que li um tempo atrás; um rapaz recebe de seu avô dois papéis, em cada um deles havia uma frase para ser lida em duas diferentes situações: um deles deveria ser lido quando estivesse feliz, o outro, quando estivesse triste. Ele guardou os papéis e um dia que ele teve os melhores momentos de sua vida e que sua alegria era contagiante, abriu um dos papéis e nele dizia:
“Isso passa…”
Não deu bola, achou bobagem, afinal… ele estava feliz da vida, em seus melhores momentos que bobagem poderia ser essa de… passar.
Os dias… passaram, o futuro agiu e o rapaz perdeu pessoas queridas, seus amigos pareciam não entendê-lo, faltava ânimo para tudo, estava passando por uma tristeza. Foi quando desiludido lembrou do outro papel que sobrará em sua gaveta. Abriu o papel e nele havia as seguintes palavras:
“Isso também passa…”
A felicidade passa a ser uma consequência de encarar nossos tropeços com mais ânimo e determinação para recomeçar a caminhada. Mesmo que seja do zero.