Perfume: cheiro de criação

19 05 2009

Quem conversa diariamente comigo sabe que eu gosto muito de perfumes; sou admirador de empresas desse ramo e acho que eles fazem um trabalho maravilhoso, não só nas fragâncias produzidas, mas também no design dos frascos em que o perfume é vendido.

Eu sempre digo a meus amigos e amigas que não é preciso você usar roupas e sapatos caríssimos para ser notado; basta um perfume ideal e que tenha uma boa fixação na sua pele e bons elogios — pelo menos olhares — surgirão.

Escolher a fragância que melhor se adapta ao seu corpo é difícil, principalmente quando se vai em uma loja de perfumes e o máximo que as vendedoras fazem é lhe oferecer dezenas de papéis com o cheiro de cada um. :-( A sutiliza de um bom perfume está em apresentar uma divisão de fragâncias, ou seja, basicamente dividir o cheiro em “etapas”:

  • Notas de cabeça: primeira impressão do perfume. Essas moléculas são menores, portanto em pouco tempo elas se evaporam.
  • Notas de coração: é a “composição” do perfume; os aromas mais equilibrados. Permanece na pele por um período de tempo e depois desaparece.
  • Notas de fundo: composição dos aromas mais fortes e evidentes. São essas notas que possuem maior poder de fixação, ficando por um período de tempo ainda maior que a nota anterior.

A “magia” do perfume está em agir no sistema límbico, antes chamado de “cérebro das emoções”, fazendo com que os aromas sejam capazes de relaxar, melhorar a concentração, aliviar cansaço, etc. Por isso, comprar perfumes pelo “nariz do amigo”, ou seja, baseado na opinião alheia é um erro, já que uma fragância pode trazer benefício para essa pessoa, mas para você não.

O valor do perfume para mim está em sua criação, já que o produto é composto de notas, cheiros da natureza, cheiros desse nosso mundo, criatividade de quem procurou usar dos sentidos para transmitir uma mensagem, etc. Enfim, saber criar um perfume é fascinante. Outro detalhe interessante na produção é a sua classificação pela sua concentração:

  • Parfum: a forma mais concentrada, entre 20%-40% de compostos aromáticos (essência).
  • Eau de parfum: varia de 12-18% de compostos aromáticos (essência).
  • Eau de toilette: 8-14% de compostos aromáticos (essência).
  • Eau de cologne: 3-7%, baixa concentração de essências (essência).

Portanto, a próxima vez que você olhar aquele perfume magnífico, tente reparar na quantidade de coisas que há por trás daquele frasco bonito. Historicamente a arte de elaborar perfumes nasceu no Egito e desde então melhoramos os método de produção gerando desenvolvimento científicos, principalmente na química. ;-)

Muitos discutem a relevância disso; dizem ser algo fútil, desnecessário. A questão é que eu não penso assim. Vivemos em um mundo que valoriza a imagem (e não pretendo discutir isso agora) e se você não valoriza a sua, quem você acha que irá valorizar? O outro?

É preciso ser realista e saber estar bem aprensentável em qualquer circunstância: um sapato e uma blusa bacana, uma calça legal e um perfume ideal. Veja que não é preciso gastar fortunas para andar bem vestido e estar sofisticado para qualquer situação; o necessário é apenas bom senso.

Links: Perfume, A magia do perfume





Teste: Greasemonkey, Mozilla, TeX, Mathematics…

27 03 2009

Como podem ver estou fazendo alguns testes por aqui, pois pretendo utilizar equações matemáticas em alguns posts, então será muito útil esses plugins do FireFox que irei comentar.

Não quero dar a impressão de que que estou restringindo o acesso para aqueles que possuem o FireFox, mas infelizmente o Internet Explorer que é o mais usado não possui nenhum plugin para visualização de fórmulas em [;\LaTeX;], então infelizmente de certa forma aqueles que utilizam o IE vão ser prejudicados quando eu escrever algum artigo que utiliza de várias passagens matemáticas.

Mas posso garantir para aqueles que não pretendem instalar outro navegador como o FireFox que irei tentar fazer o artigo o mais claro possível… para mesmo sem as equações ser compreensível; mas já adianto que vai perder 60% da beleza. ;-)

O meu conselho é que utilizem o FireFox e não precisa nem procurar muito para achar dezenas de artigos espalhados pela Web que dizem quais os benefícios dele em relação ao Internet Explorer. Nomais, isso não quer dizer que aqueles que não possuem o FireFox precisam deixar de frequentar aqui, até porque eu não tenho como pretensão escrever artigos com equações matemáticas todos os dias, apenas de vez em quando. Não se desesperem…

Para aqueles que já possuem o FireFox instalado, recomendo que instalem o seguinte plugin: TeX the World. Mais simples que clicar no Install não existe. Ele permite a visualização das fórmulas escritas em [;\TeX;]; posso garantir que aqueles que não conhecem o script ficarão surpresos com o resultado.

É isso… estou cansado e com dor-de-cabeça, pois estudei o dia inteiro; se sobrar tempo eu falo um pouco mais sobre [;\TeX;] e [;\LaTeX;] aqui no blog, apesar que o pessoal da Ars Physica já falou bastante sobre isso. Veja: ScribTeX = Wiki + TeX , Matemática na era da Web2.0 , Novas estruturas sociais e o cientista hacker.

Com esses já dá para fazer a festa…

Agora o teste final… para eu ter certeza que está tudo funcionando (agradeço ao João Antonio da comunidade de física por ter me passado as fórmulas em [;\LaTeX;] já que sei pouquíssimo para não dizer nada).

Se [;f(x) = \ell n(x);] então [;f'(x) = \frac{1}{x} ;]

[;f'(x) = \lim_{h\to 0}\, \frac{f(x + h) - f(x)}{h} = \lim_{h\to 0} \,\frac{\ell n(x+h) - \ell n(x)}{h};]
[;f'(x) = \lim_{h\to 0} \,\frac{\ell n(\frac{x+h}{x})}{h} = \lim_{h\to 0} \,\frac{1}{h}\ell n(1 + \frac{h}{x});]
[;f'(x) = \lim_{h\to 0} \,\ell n(1 + \frac{h}{x})^{\frac{1}{h};]

Mudando as variáveis:

[;\frac{1}{v} = \frac{h}{x};] temos que [; v\to \infty ;] quando [;h\to 0 ;], donde:

[;f'(x) = \lim_{v\to \infty} \, \ell n(1 + \frac{1}{v})^{\frac{v}{x}}= \lim_{v\to \infty} \, \frac{1}{x} \ell n(1 + \frac{1}{v})^{v};]
[;f'(x) = \frac{1}{x}\ell n(\lim_{v\to \infty}(1 + \frac{1}{v})^{v}) = \frac{1}{x}\ell n(e);]

Portanto: [;\fbox{f'(x) = \frac{1}{x}};]





Google, links, Globalizacao 3.0

30 04 2008

Bom-dia!

Dei uma pausa nos meus estudos agora pouco para ler algumas notícias, já que de tarde não pretendo ficar online. Como irei viajar nesse feriado, quero deixar tudo em ordem. :-) Mas… vamos ao que interessa.

Cada dia que passa vejo que o iGoogle está simplificando a vida de muitas pessoas (inclusive a minha), e conseqüentemente fazendo com que o dia seja mais produtivo e deveras mais divertido.

Hoje com o Google Reader tornou-se possível acessar meus jornais favoritos em qualquer lugar, basta ter uma conexão com a internet e pimba tenho acesso aos feeds ali na minha mão. Eu escrevi aqui algumas explicações sobre agregadores e feed RSS há um tempo atrás, se você não está muito familiarizado, vale a pena dar uma lida.

Além do Google Reader, pode ser adicionado dezenas de gadgets com funções que podem tornar o dia mais efetivo. E em qualquer lugar que tenha uma conexão com a internet, o acesso a tudo isso é com apenas um login e uma senha. É possível receber a cotação da BOVESPA, as principais machetes dos jornais The New York Times, CNN, Time, etc. E se você possuir uma conta no del.icio.us, basta adicionar um gadget na sua página principal e pronto, você pode pesquisar nos seus favoritos. ;-)

E se já não bastasse tudo isso, também é possível adicionar um gadget no iGoogle (Driving Directions) que facilita a procura no Google Maps mostrando as rotas e direções de sua viagem. Em alguns lugares dos EUA é possível isso, basta esperar e logo teremos esse serviço… :-)

Alguns links:

Animação explica o iGoogle
Stree View ainda mais interessante
Morre Albert Hofmann, pai do LSD

PS: Se tiver mais link e sobrar tempo eu adiciono aqui.

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A responsabilidade social dos cientistas

28 04 2008

Estou com um artigo em mãos que deve ser colocado nesse blog. Seu título é o mesmo desse post. Infelizmente não tenho muitas informações a respeito de autor, etc. Mas quero deixar claro que o texto não é de minha autoria.

Gostemos ou não, a pesquisa básica na física afeta mais do que apenas o nosso conhecimento do mundo físico. Por exemplo, a fissão e a fusão tiveram um impacto tão grande na nossa cultura que muitos de nós sentimos que a própria sobrevivência da civilização, como a conhecemos, está perigosamente pendente de um fio. Como disse E. B. White: “A bomba deu-nos uns poucos anos de graça sem guerra e agora ameaça-nos com um milênio de esquecimento.”

Desde o desenvolvimento da bomba atômica em 1945, um pequeno, porém muito significativo grupo de cientistas mundiais, sentiram a responsabilidade social de pelo menos alertar o público e os políticos dos riscos extremos envolvidos numa política que possa conduzir a guerra nuclear. Uma das atividades desses cientistas é a publicação de uma revista mensal de ciência e negócios públicos, Bulletin of the Atomic Scientists. Esse senso de responsabilidade por parte dos cientistas ajuda a explicar a inusitada quantidade de atividade política que encontramos dentro de parte da comunidade científica. Deveríamos esperar que a campanha para cessar o ensaio de armas nucleares tivesse sido iniciada pelos sociólogos, ou pelos dirigentes religiosos, e não pelos cientistas.

Algumas pessoas ressentem-se dessa “intromissão” dos cientistas na política. Há a objeção ponderável de que um cientista que goze de alto prestígio público por suas conquistas científicas pode fazer declarações apressadas, supersimplificadas a respeito de assuntos fora de seu campo de competência, confundindo e desorientando assim o público. Por causa de seu prestígio e reputação de pensador meticuloso, um cientista, que fale para o público sobre matéria política relacionada com a ciência, deve fazê-lo com extrema cautela. Da mesma forma como suas opiniões científicas são baseadas no pensamento cuidadoso e no estudo de assuntos relevantes, assim também suas opiniões políticas devem-se basear no pensamento cuidadoso e no estudo. Mas uma vez que essa condição seja satisfeita, o cientista que se aprofunde na relação entre ciência e política está realizando um valioso serviço público.

Esse cientista também sente que está cumprindo um de seus deveres como cientista. Este “segundo dever” do cientista é expresso por John M. Fowler no seu livro Fallout:

A opinião pública, nas grandes questões nucleares, mantém-se grandemente deformada e desinformada. Apresentar ao público o material bruto a partir do qual essa opinião posa forjar-se é tanto privilégio como o dever do cientista. Pois no nosso mundo de complexo saber e borbulhante tecnologia; os cientistas não têm um, mas dois deveres essenciais: primeiro, o tradicional dever de procurar a verdade; segundo, o dever de comunicar, a todos os que o necessitem, o conhecimento obtido nas suas pesquisas.

Alguns cientistas sentem este “segundo dever” mais fortemente do que outros. No entanto, sempre que os julgamentos políticos devam ser baseados no conhecimento técnico e no julgamento científico, haverá cientistas que sentem ser também seu dever ajudar a contribuir favoravelmente para os julgamentos políticos. Certamente seria perigoso para a sociedade um político sem formação científica tomar sozinho tais decisões vitais.

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Hoje dediquei minha tarde para estudar Geometria Analítica, fiz um esquema de toda a matéria, que acredito eu seja de grande valia para os estudantes de Ensino Médio (já vou avisando, não é decoreba). Infelizmente por conta dos gráficos e das observações que fiz fica difícil colocar aqui na WordPress, todavia vou ver se consigo fazer em PDF e disponibilizar o arquivo.

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Cositas…

26 04 2008

Estou BEM atrasado com as notícias, mas é que não estou com tempo ‘extra’, conseqüentemente o blog fica de escanteio. :-P As notícias vão ficar na ordem das mais novas para as mais velhas.

Hubble atinge maioridade (Extra: Merging Galaxies
Guia Foca Linux na barra do firefox (isso pode ser muito útil)
Horarios de filmes no Google
Paises ricos incentivam imigracao de alto nivel
Hubble mostra colisao de galaxias
Twitter (No celular? Twitter on cell-phone , Twitter? — lembra que eu falei ontem sobre o Twitter, então…)
Efeito Homer Simpson
A internet esta sob ataque, por Sergio Amadeu
Fundamentos da educacao
Eletron dividido por quatro
Como conservar [melhor] a bateria do seu laptop
Blueproximity (programa muito util para ambientes de trabalho)
Kernel 2.6.25 (concordo que já saiu do forno faz um tempo… :-P )
Convertendo TIFF para PDF (Isto é extremamente util…)
O que da para fazer com controle do nintendo Wii (Veja no Orkut: Phun-2D)
HP2133: concorrente para o Asus EEE
IBM trabalho em novo tipo de memoria
Cientista usa drogas para aumentar desempenho
9000 PCs de escolas na Suica rodam GNU/Linux
Sistema planetario “como o solar”
A pseudociência de um notório Reichsfuhrer-SS

É isso…

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Otras cositas

2 04 2008




A necessidade de ampliar as ideias

27 03 2008

Premido por suas necessidades, o Homem cria suas ferramentas e, quando estas se mostram eficientes, o próprio uso das mesmas gera o seu aperfeiçoamento. O alicate primitivo deve ter se originado a partir da necessidade concreta de segurar alguma coisa, sem que nossas mãos pudessem fazê-lo (uma brasa, p. ex). Este alicate primitivo, imaginamos, devia ser bastante rústico: duas barras articuladas por um pino. No entanto, hoje, ao entrar numa loja de ferramentas, podemos observar alicates de muitos tipos diferentes, alguns até bastante sofisiticados.

A ferramenta evoluiu, superou suas finalidades iniciais e, nesse processo lento e demorado, ela foi sendo aperfeiçoada não apenas por uma pessoa, mas por todo o gênero humano. Assim também se passa com as ferramentas matemáticas. Por exemplo, a Trigonometria, que foi criada para resolver um determinado problema (cálculo de distância inacessíveis), hoje encontra muitas outras aplicações. Para que isso fosse possível, as suas idéias iniciais foram obrigadas a evoluir. De que maneira? Segundo que processo?

A vida nos mostra que o homem supera seus problemas a partir deles mesmos. Uma dificuldade muitas vezes é vencida negando-se a mesma. Empregamos negar no sentido de abandonar a situação existente e substituí-la por outra. É evidente que só interessa uma negação que corresponda à passagem para uma situação “mais favorável”, “mais evoluída”. Esta negação pode ser consciente ou inconsciente (parcial ou totalmente). Pode ocorrer num prazo de dias, de meses ou de séculos. Alguns exemplo ilustram essa afirmação:

  • uma criança de poucos meses não sabe andar. Ela aprenderá a andar, andando, ou seja, negando a sua situação anterior. Este processo é mais reflexo e cultural do que consciente;
  • se uma pessoa tem preconceito racial e mais tarde o abandona, isto envolve um processo pessoal de negação, ou seja, de substituição de um estágio psicológico e moral por outro, “mais evoluído”. Como isto se dá? A partir de uma série de informações e experiências que entram em contradição com o preconceito. Mas, a visão do mundo, para esta pessoa, está estruturada, até então, para dar lugar a tal preconceito e negá-lo exige uma reestruturação desta concepção de mundo. As contradições criadas têm que atingir um acúmulo suficiente para que esta pessoa ponha em dúvida toda sua visão de mundo anterior. Esta característica é comum a todo processo de negação. Num certo instante as novas informações criam as condições necessárias para o estabelecimento de uma nova concepção da vida na qual se tenha negado o preconceito;
  • no plano social e histórico, a escravidão foi um sistema vigente durante muitos séculos. Mas acabou sendo negada (superada) pelo sistema feudal, que deu início à Idade Média. Neste processo, os problemas acumulados na sociedade escravagista chegam a tal clímax que, por um lado, comprometem a própria existência dela e, por outro, fornecem os elementos para o aparecimento de uma nova sociedade. Os grupos sociais, tomando consciência deste processo, provocam as grandes mudanças históricas;
  • o feudalismo acabou também por ser negado (superado) pelo capitalismo comercial mercantilista, que dá início a Idade Moderna. Aqui também o processo é sócio-econômico e consciente.

Como isto é comum na vida: para poder avançar é preciso, muitas vezes, libertar-se do passado — e desse contínuo abandono do passado que depende o progresso do Homem. Essa situação é muito bem descrita na cena final da Peça didática de Baden-Baden, de Brecht, quando o coro afirma: Nós vos convidamos a marchar conosco e a conosco transformar não somente uma das leis da terra, mas a lei fundamental. E insistem: Quando vocês tiverem melhorado o mundo, melhorem este mundo melhorado! Abandonem este mundo! E ainda: Quando completando a verdade vocês tiverem transformado a humanidade, transformai esta humanidade transformada. Abandonai-a! E conclui: E transformando o mundo, transformai-vos. Saibam abandonar a vós mesmos!





Links, pensamento aleatório, …!

12 06 2007

Estou passando rapidinho por aqui para não deixar sem atualização. Aproveitar que peguei um resfriado, e desanimou um pouco meus estudos, que por sinal, hoje passei a tarde toda estudando Números Complexos, ô matéria maravilhosa essa.

Esse feriado aproveitei para descansar, sair e estudar Química. E claro, passar horas a fio na frente do computador e do celular para configurá-los e fazer os devidos aperfeiçomentos. Até o momento, PC está “perfeito” e meu celular podendo checar meus e-mails, e navegar na internet. ;-) Agora, quero ver se junto um dinheirinho para comprar um memory stick de 2gb, coloco no meu celular e faço o esquema apresentado pelo Daniel Ferrante (veja aqui: Carregando seus programas preferidos , Virtualização e seu computador portátil num USB-memory-stick).

E aí, aproveitar… ;-)

Vamos aos links;

Primeiramente, quero deixar uma experiência sonora, indicada pelo Tiago na comunidade de Física; Experiência Sonora, vale muito a pena, mas recomendo um fone de ouvido, e um volume relativamente alto.

Equipamento de espectroscopia agora cabe em um chip
WiTricity (veja mais; WiTricity , Wireless Energy Transfer)
USB 2.0 poderá se comunicar através da rede elétrica
Diamente tem qubit natural para construção de computadores quânticos
Face oculta desvendada? (shiiii, sujou…)
YouTube chegará aos celulares
Experimento de brasileiro nos EUA transmite eletricidade sem fio

Agora, algo que eu preciso ler um pouco mais, e saber a opinião de algumas pessoas mais experientes à respeito; Linux, conceitos, contribuição e distros

Acho que é isso.

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Bertrand, Pensamento, Coisitas…

29 04 2007

Pode-se dizer, em tese, que a essência da ética provém da pressão da comunidade sobre o indivíduo. O homem pouco tem de gregrário, e nem sempre sente, instintivamente, os desejos comuns a sua grei. Esta, ansiosa para que o invíduo aja no seu interesse, tem inventado vários artifícios com o fim de harmonizar os interesses individuais com os seus próprios. Um destes é o governo, outro é a lei e o costume, e o outro é a moral. A moral torna-se uma força eficiente de duas maneiras: primeiro, através do louvor e da censura dos que o cercam e das autoridades; e segundo, através do autolouvor e da autocensura, os quais são chamados de “consciência”. Por meio destas várias forças – governo, lei, moral – o interesse da comunidade se faz sentir sobre o indivíduo. [...]
Chego agora a meu último problema, que se relaciona com os direitos do indivíduo, em contraposição aos da sociedade. A ética, nós o dissemos, é a parte de uma tentativa para tornar o homem mais gregário do que a natureza o fez. As pressões que a moral exerce sobre o indivíduo são, pode-se dizer, devidas ao gregarismo apenas parcial da espécie humana. Mas isto é uma meia verdade. Muitas de suas melhores coisas vêm do fato de não ser ela completamente gregária. O homem tem seu valor intrínseco, e os melhores indivíduos fazem contribuições para o bem geral que não são solicitadas e que, muitas vezes, chegam a sofrer reação por parte do resto da comunidade. É, pois, uma parte essencial da busca do bem geral, o permitir aos indivíduos liberdades que não sejam, evidentemente, maléficas aos outros. É isto que dá origem ao permanente conflito entre a liberdade e a autoridade, e estabelece limites ao princípio de que a autoridade é a fonte da virtude.

(Bertand Russell, A Sociedade Humana na Ética e na Política)

Bom, aproveitando que coloquei um texto do Bertrand, vou escrever um pouco sobre o que penso da educação atual; claro que baseado no ambiente que convivo. Acredito que tem um pouco a ver com os padrões sociais e a liberdade do indivíduo.

O “mercado”, como centro de nossas vidas, levou o mundo a uma procura cada vez maior de realização financeira. E a educação não escapou dessa mentalidade consumista e competidora. O que se observa, são pais e educadores preocupados em formar verdadeiros campeões, competidores de uma maratona de testes que elevam o nome das escolas formadoras de campeões, e a um total esquecimento ou relaxamento de como formar o indivíduo e princípios como ética, humildade e a honestidade.
O que podemos ver são jovens, influenciados por isso, escolherem suas profissões movidos muito mais pela possibilidade de ganhos, do que por afinidade ou realização pessoal.
A mais preocupante das conseqüências disto é emocional, já que, ninguém exerce uma função adequadamente quando não está feliz com sua escolha. E mesmo que a felicidade seja algo considerado ultrapassado, ela ainda é a mestra propulsora da sociedade. Se somos felizes, somos indivíduos melhores; se indivíduos melhores, melhor é o mundo.

Essa semana recebi como indicação para leitura o livro do Gilberto Dimenstein, Cidadão de Papel. Ainda não tive tempo para ler, no entanto, na Folha Cotidiano foi publicado um artigo – O Cidadão de Lixo – também escrito pelo Gilberto. Recomendo a todos a leitura. :-)

Descoberto exoplaneta parecido com a Terra (notícia muito interessante que recebi essa semana)
Criada a lâmpada perfeita (aproveitando, olha esse aqui; LEDs orgânicos fosforescentes aumentam brilho de telas planas)
Supermáquina com 4 chips tem ótima performance em jogos (uma notícia mais recente; Super-chip vai além da tecnologia “multicore”)

Um pouco sobre o Creative Commons, entrevista com Ronaldo Lemos: Entrevista , Craque da CC





Ensino e aprendizagem

6 04 2007

Como nos ambientes onde freqüento, inclusive aqui na internet, está sendo muito discutido sobre a educação, e a forma de aprendizagem, resolvi escrever um pouquinho à respeito, no final coloco a discussão.

O texto abaixo [em itálico] foi extraído de um livreto de propostas que tenho aqui, e achei que caia como uma luva para a ocasião.

Na cultura africana, de acordo com o historiador Christophe (O Correio da UNESCO, nº7, ano 24), o silêncio está associado ao desejo de aprender, ao autodomínio, à confiança e à responsabilidade. Um jovem deve permanecer de boca fechada e ouvidos abertos, deixando o mais velho falar. Durante longos anos, apenas escuta. Mediante esta escuta, seu espírito se eleva e pouco a pouco se aproxima da verdade encarnada pelo mestre. Só após julgar ter compreendido um pouco, começará a fazer perguntas.
Na nossa cultura, ao contrário, o diálogo é considerado um instrumento de aprendizagem. Na escola, dá-se oportunidade para os jovens falarem. Recomenda-se que eles interrompam o mestre, formulem suas dúvidas e críticas, discordem do estabelecido, façam valer seus pontos de vista. Acredita-se que aprendemos mais falando do que ouvindo. Essas práticas são consideradas positivas porque estimulariam o senso crítico e a capacidade de argumentação.

Aprendemos desde cedo a observar, ouvir e então talvez questionar. Ambas as formas de ensino [mostradas no texto], são “falhas”, e isso faz com que muitas vezes os alunos percam o interesse no que está sendo tratado em sala de aula.
Deve-se então, mostrar ao aluno que o ambiente em que ele se encontra (sala de aula), é o “seu lugar”, e tudo que ele escuta lhe diz respeito, e não um local de onde ele não vê a hora de sair. Estimular a “paixão” e o interesse pelo estudo, é função da escola e do professor. Deixar o aluno perguntar, argumentar e discordar faz com que ele passe a interagir de uma forma mais democrática e menos dolorosa.
Mostrar a diferença entre conveniência e inconveniência, é o principal desafio do professor, e sua ferramenta para uma organização, de forma que as perguntas não intimidem os demais alunos, e não atrapalhe o rendimento. Saber perguntar, eis a questão.
O fato dos alunos estarem quietos, não quer dizer que eles estejam compreendendo tudo, entretanto, questionamentos a todo momento também não quer dizer que estejam interessados; colocar em prática apenas um dos lados dessa moeda, é ser extremista e irresponsável. Portanto, deve-se estimular no aluno, a hora certa de ouvir, pensar, para então questionar. Posto isso, conseguiremos criar um bom ambiente acadêmico, uma vez que, às vezes, perguntas são mais importantes que respostas.

Minha humilde e sincera opinião sobre o que foi tratado no texto.

Abaixo, o prefácio do Lectures on Physics, passado pelo Tom na comunidade[1];

Não obstante, eu não queria deixar nenhum aluno completamente para trás, como talvez tenha deixado. Acho que uma forma de ajudar mais os alunos seria realizar mais esforço em desenvolver um conjunto de problemas que elucidassem algumas das idéias nas palestras. Problemas dão uma boa oportunidade de completar o material das palestras e de tornar mais realistas, completas e arraigadas nas mentes as idéias que foram expostas.

Acho, porém, que a única solução para este problema da educação é perceber que o melhor ensino só pode ser praticado quando há uma relação individual direta entre um estudante e um bom professor–uma situação em que o estudante discute as idéias, pensa sobre as coisas e fala sobre elas. É impossível aprender muito apenas sentado em uma palestra ou mesmo resolvendo problemas propostos. Mas, em nossos tempos modernos, temos tantos alunos aos quais ensinar que precisamos tentar encontrar um substituto para o ideal. Talvez em algum pequeno lugar onde haja professores e alunos individuais, eles possam obter certa inspiração ou idéias destas palestras. Talvez se divirtam raciocinando sobre elas–ou desenvolvendo mais algumas coisas.

[1] Comunidade de Física @ Pensamentos Aleatórios

Abraços.