Qual é a reinvidicação mesmo?

27 06 2009

Ontem eu estava lendo uma matéria no Catraca Livre sobre uma menina, Giulia Olsson, que revertou US$10 mil para comprar instrumentos de corda para Heliópolis (uma favela).

O dinheiro doado é fruto de um trabalho voluntário da jovem que criou a organização Notes for Hope e com seu grupo lavou carros, vendeu limonadas e fez apresentações musicais gratuitas.

Enquanto pessoas como Giulia Olsson estão fazendo algo para melhorar alguma coisa nesse país, alguns jovens em bancos de universidades estão mais preocupados em fazer algazarra e reinvidicar de uma forma ridícula coisas que não tem o menor cabimento.

Nossas universidades estão formando incompetentes de carteirinha, prontos para questionar a tudo e a todos, mas que não são capazes de fazerem auto-críticas; “O que isso trará de benefício para a comunidade e, consequentemente, para mim?”, “Existem outras formas de reinvidicação?”, “Quais serão as consequências que esse ato irá trazer?”. Apenas perguntas simples…

Mais uma vez fica claro que nós jovens queremos mudar o mundo sem termos a capacidade de arrumar o nosso quarto primeiro. Lamentável. :-(





The WORLD is flat

10 05 2009

Há muito tempo atrás eu escrevi sobre esse livro do Thomas Friedman aqui. Na verdade, comentei que eu estava lendo ele. :-P

A questão é que sempre achei o livro fantástico e que ele descreve MUITO bem como nosso mundo vem se organizando. Friedman, basicamente dividiu esse “achatamento” [que ele comenta] global em 3 partes:

  • Globalização 1.0: mudou o mundo de grande para pequeno
  • Globalização 2.0: através das multinacionais mudou o mundo de médio para pequeno
  • Globalização 3.0: mudou de pequeno para minúsculo.

É inegável que em todos esses processos o indivíduo participou, todavia na Globalização 3.0 em particular, o indivíduo começou não só a fazer parte do processo como contribuir nele. O livro do Friedman além de fazer uma geral nas “10 forças que achataram o mundo” (é assim que ele chama no livro), nos remete a pensar nas coisas que estão mudando radicalmente o mundo.

A idéia discutida por Thomas é tão ampla que nos remete a a necessidade de ampliar as idéias. Já que para poder avançar é preciso muitas vezes, liberta-se do passado — e desse contínuo abandono do passado que depende o progresso do homem.

Nós vos convidamos a marchar conosco e a conosco transformar não somente uma das leis da terra, mas a lei fundamental.
E insistem: Quando vocês tiverem melhorado o mundo, melhorem este mundo melhorado! Abandonem este mundo!
E ainda: Quando completando a verdade vocês tiverem transformado a humanidade, transformai esta humanidade transformada. Abandonai-a!
E conclui: E transformando o mundo, transformai-vos. Saibam ABANDONAR A VÓS MESMOS!

(cena final da peça didática de Baden-Baden, de Brecht)

Olha só que coisa incrível de todo esse processo:





Ars Physica – Ciência de qualidade

9 05 2009

Ainda relacionado ao assunto anterior, gostaria de indicar um blog que segue MUITO a linha do projeto free culture. O blog em questão é o:

logo_ars_physica

Eu conheci todo esse pessoal responsável pelo projeto na Comunidade de Física do Orkut da qual faço parte. Sou muito grato a essa comunidade não só pela oportunidade de contato com profissionais responsáveis e de uma sabedoria inquestionável, mas também pelas dúvidas solucionadas, incentivo e motivação.

Não só eu como muitos alunos do Ensino Médio (inclusive um desses que acompanhava em “segredo” — não posta com freqüência — está fazendo Bach. em Física comigo aqui na UNESP) recebem um grande incentivo em fazer ciência ou se encontrar profissionalmente. :-)

Enfim, o Ars Physica é um esforço coletivo e colaborativo, não só dos vários Editores que o compõem, mas também dos usuários. Nosso objetivo é abrir e manter um canal direto entre cientistas e pesquisadores profissionais e o público: é esse diálogo que é enriquecedor, como vocês podem ver no próprio blog.

A política adotada pelo AP pode ser lida no link acima, mas faço questão de repoduzí-la aqui:

Visão

Nós visamos um futuro no qual políticas de Ciência e Tecnologia vão ajudar todas as pessoas a viverem num ambiente mais limpo e socialmente cívico e justo, gozando de bons sistemas de educação e saúde.

Missão

Somos uma organização educacional sem fins lucrativos e sem afiliações partidárias. Nossa missão é a de renovar o respeito por debates [sociais] e processos deciditórios políticos e governamentais bem fundamentadas em evidências empíricas.

A missão do Ars Physica incorpora alguns elementos principais:

  1. Aumentar a preocupação na mídia para a Ciência e sua divulgação de qualidade;
  2. Educação do público com respeito à políticas científicas, assim como a educação da comunidade científica com respeito ao processo político e seus meios que podem ser usados para contribuições efetivas, influenciando os representantes eleitos;
  3. Prover uma área para troca de informações, conectando experts, cientistas, jornalistas e ativistas;
  4. Preservar e estender o acesso civil ao mundo acadêmico;
  5. Colaborar com organizações relacionadas;
  6. Nutrir uma comunidade cívica pró-ativa, desde “grassroots activists” até “experts” técnicos e acadêmicos.

Crenças

Os Cientistas e cidadãos que constituem o Ars Physica estão unidos por alguns valores e crenças que guiam todo nosso trabalho:

  • Governo de Qualidade: Cientistas sabem como testar teorias, como discernir fatos de ficção, e como responsabilizar a si mesmos. Lideranças e políticas de qualidade deveriam depender em processo semelhantes;
  • Debate Público e Aberto: Debates vigorosos e baseados em evidências só fazem melhorar as política governamentais, assim como com teorias científicas. A falta de transparência excessiva só serve para proteger ideologias e incompetência;
  • Liderança Competente: Representantes públicos servem seus constituintes da melhor maneira quando suas convicções são baseadas e testadas dados objetivos e quando suas convicções pessoais não distorcem suas obrigações e responsabilidades perante o público;
  • Participação Política: Cidadãos educados e bem informados, questionadores, e civicamente engajados são essenciais para uma democracia bem sucedida.

Enfim, diante de um trabalho tão magnífico como este, não poderia faltar também um manifesto do que foi chamado de “Manifesto Ciência Livre” em que coloca em pauta o conhecimento livre para uma sociedade livre. Assim como as idéias gerais, faço questão de reproduzir aqui o texto:

Ciência Livre é uma questão de liberdade e não de preço. Ciência Livre é uma questão da liberdade de se utilizar, fotocopiar, distribuir, estudar, modificar e melhorar o trabalho [científico] em questão.

Mais precisamente, existem 4 tipos de liberdades:

  1. A liberdade de utilizar a Ciência (determinado trabalho científico) para qualquer propósito.
  2. A liberdade de estudar como um determinado trabalho científico funciona e adaptá-lo aos seus interesses. Acesso aos originais é pré-condição para isso.
  3. A liberdade de redistribuir cópias para que se possa ajudar ao próximo.
  4. A liberdade de melhorar o estudo, e lançar suas melhorias ao público, para que toda a comunidade se beneficie. Acesso aos originais é uma pré-condição para isso.

Um determinado trabalho científico é ciência livre se possuir todas as liberdades acima. Dessa forma, é possível se redistribuir cópias, com ou sem modificações, gratuitas ou cobrando-se uma taxa de redistribuição, para qualquer pessoa em qualquer lugar. Ser livre para se fazer essas coisas significa, entre outras cosias, que não é preciso se pedir ou pagar por permissão para tanto.

Deve-se haver também a liberdade de se fazer modificações e usá-las de modo privado no seu trabalho ou diversão, sem mesmo mencionar que elas existem. Se suas modificações forem publicadas, não deve ser necessário que você notifique nenhuma pessoa em particular, ou de qualquer forma em específico.

A liberdade de se utilizar da Ciência significa que qualquer pessoa ou organização pode usá-la para qualquer tipo de trabalho, objetivo ou propósito, sem que exista a necessidade de se comunicar com os pesquisadores ou qualquer outra entidade em específico. Nessa liberdade, são os propósitos do usuário que importam, e não o dos pesquisadores; enquanto usuário, você está livre para fazer qualquer tipo de uso da ciência, e se vc distribuí-la para alguma outra pessoa, aquela é livre para fazer qualquer uso que sirva seus propósitos, mas você não pode impor seus propósitos sobre ela.

A liberdade de redistribuir cópias em qualquer forma de mídia (digital, fotocópia, impressa, etc) das versões modificadas ou não.

Para que a liberdade de modificação e publicação de versões melhoradas faça sentido, é preciso acesso aos originais [do trabalho científico em questão]: dados, metadados, gráficos, hipóteses, teoremas, etc. Portanto, o acesso aos originais é condição necessária para a Ciência Livre.

Uma das formas importantes de se modificar um trabalho científico é através da agregação de dados disponíveis de modo livre. Se a licença de algum dado disser que não é possível incluí-lo num trabalho já existente, em casos em que é preciso se ser o detentor do ‘copyright’, então a licença é muito restritiva e não pode ser classificada como livre.

Para que essas liberdades sejam reais, elas têm que ser irrevogáveis desde que não se faça nada de errado; se o pesquisador [do trabalho científico em questão] tem o poder de revogar a licença, sem que haja uma causa, a pesquisa não é livre.

Entretanto, algumas regras sobre o modo de distribuição da pesquisa científica em questão são aceitáveis desde que não conflitem com as liberdades centrais.

Pode se ter pago dinheiro para se obter os resultados de determinada pesquisa, ou pode se tê-la obtido gratuitamente. De qualquer maneira, sempre se tem a liberdade de se copiar e se alterar o conteúdo dela, até mesmo de se vender cópias.

Ciência Livre não significa não comercial. Uma pesquisa livre pode estar disponível para uso comercial, desenvolvimento comercial, ou distribuição comercial.

Em geral, se utiliza o “copyleft” para se proteger legalmente essas liberdades. Porém, existe Ciência Livre que não é licenciada via copyleft – apesar de existirem razões pragmáticas para o uso do copyleft.

—x—x—

Enfim, recomendo fortemente que vocês leem no blog todas as propostas, referências e também as postagens.

P.S.: Eu fiz o logo do Ars Physica com o pouco que conheço do Photoshop e utilizando tutoriais que eu baixo e deixo no meu computador para realizar quando sobra tempo, espero que tenham gostado. :-)





Free culture, free science, web 2.0, manifesto…

9 05 2009

Um grupo de estudantes das principais universidades americanas está com um projeto chamado “Students for Free Culture”, hospedado no site FreeCulture.org. Como pode ser conferido no about do site o grupo tem por funções:

  1. Creating and providing resources for our chapters and for the general public;
  2. Outreach to youth and students;
  3. Networking with other people, companies and organizations in the free culture movement;
  4. Issue advocacy on behalf of our members

Há pouco tempo o movimento resolveu soltar um “Manifesto da Cultura Livre” que compila todas as idéias tratadas. o blog Trezentos que é um parceiro do BaixaCultura resolveu traduzir e publicar o texto. Assim como o BaixaCultura, faço questão de reproduzir aqui também o texto:

A missão do movimento da Cultura Livre é construir uma estrutura participativa para a sociedade e para a cultura, de baixo para cima, ao contrário da estrutura proprietária, fechada, de cima para baixo. Através da forma democrática da tecnologia digital e da internet, podemos disponibilizar ferramentas para criação, distribuição, comunicação e colaboração, ensinando e aprendendo através da mão da pessoa comum – e através da verdadeiramente ativa , informada e conectada cidadania: injustiça e opressão serão lentamente eliminadas do planeta.

Nos acreditamos que a Cultura deve ser uma construção participativa de duas mãos, e não meramente de consumo. Não nos contentaremos em sentar passivamente na frente de um tubo de imagem de midia de mão única. Com a Internet e outros avanços, a tecnologia existe para a criação de novos paradigmas, um deles é que qualquer um pode ser um artista, e qualquer um pode ser bem sucedido baseado em seus méritos e não nas conexões da industria.

Nos negamos a aceitar o futuro do feudalismo digital, onde nos não somos donos dos produtos que compramos, mas nos são meramente garantidos uso limitado enquanto nos pagamos pelo seu uso. Nós devemos parar e inverter a recente e radical expansão dos direitos da propriedade intelectual que ameaçam chegar a um ponto onde se sobreporão a todos os outros direitos do indivíduo e da sociedade.

A liberdade de construir sobre o passado é necessária para a prosperidade da criatividade e da inovação. Nós iremos usar e promover o nosso patrimônio cultural, no domínio público. Faremos, compartilharemos, adaptaremos e promoveremos conteúdo aberto. Iremos ouvir a música livre, apreciar a arte livre, assistir filmes livres, e ler livros livres. Todo o tempo, iremos contribuir, discutir, comentar, criticar, melhorar, improvisar, remixar, modificar, e acrescentar ainda mais ingredientes para a “sopa” da cultura livre.

Ajudaremos todo mundo à entender o valor da nossa abundância cultural, promovendo o software livre a o modelo open source. Vamos resistir à legislação repressiva que ameaça as liberdades civis e impede a inovação. Iremos nos opor aos dispositivos de monitoramento à nivel de hardware que impedirão que os usuários tenham controle de suas próprias máquinas e seus próprios dados.

Não permitiremos que a indústria de conteúdo se agarre à seus obsoletos modelos de distribuição através de uma legislação ruim. Nós seremos participantes ativos em uma cultura livre de conectividade e produção, que se tornou possível como nunca antes pela Internet e tecnologias digitais, e iremos lutar para evitar que este novo potencial seja destruído por empresas e controle legislativo. Se permitirmos que a estrutura participativa, e de baixo para cima, da Internet seja trocada por um serviço de TV a cabo – Se deixarmos que paradigma estabelecido para criação e distribuição se reafirme – Então a janela de oportunidade aberta pela Internet terá sido fechada, e teremos perdido algo bonito, revolucionário e irrecuperável.

O futuro esta em nossas mãos, devemos construir um movimento tecnológico e cultural para defender o comum digital.


Fonte: BaixaCultura – Estudantes por um Cultura Livre





De quem é esse direito?

5 04 2009

“Os professores são nossos inimigos! Nós devemos lutar pelos nossos direitos, porque eles não estão nem aí para a gente. Devemos mostrar a nossa força; unidos derrubaremos o que for preciso”

Essas são palavras de alunos [privilegiados] que estudam em uma Universidade renomada que teoricamente deveria formar cidadãos com capacidade crítica apurada para entrar em um mercado de trabalho, fazer pesquisas científicas ou dar aula, o que não é o caso. Já falei aqui sobre a “profundidade” de nossas universidades.

Comentários como o defendido pelo(s) aluno(s) em questão mostram apenas a falta de coerência (e veja que essa coerência, não tem nada a ver com a que eu tratei aqui) de nossos jovens ao dizerem responsáveis pela “ordem” e pelos “direitos” dos estudantes.

Como lutar por direitos com depredação de patrimônio público, poluição sonora e visual, ofensas e negação de um direito daqueles que gostariam de assistir aula?

Desculpe meus nobres colegas, mas sinto lhes dizer que há algo errado nisso tudo.





1º de Abril: dia da mentira

1 04 2009

A educação, saúde e transporte nesse país são dignos para representar em um futuro (espero que não muito distante) em como éramos feito de palhaços a todo momento em tamanha incapacidade em lidar com assuntos tão sérios.

Parece que o nosso 1º de Abril se tornou algo rotineiro, principalmente ao ler as manchetes dos principais jornais do país. Lamentável.





Violência contra a mulher?

29 03 2009

Raramente assisto televisão e BEM mais raramente o Globo Reporter, já que acho o programa bem fraquinho. Confesso que quando eu era criança gostava do programa; achava ele bacana, pois mostrava bastante a natureza e curiosidades que atrem qualquer criança. Mas o tempo foi passando… os programas piorando e a cultura sendo esquecida. E agora sou obrigado a aguentar programas fast-food, então… faço questão de mostrar minha insatisfação e indignação desligando a televisão quando começa esses programas.

Mas… quando não se tem internet, se está sozinho em uma cidade diferente, não gosta [muito] de festa e está sem nenhum livro, confesso que a televisão volta a ser um entretenimento até que interessante. Hahah! :-)

Só que não é sobre isso que quero falar, mas sim sobre o tópico abordado no programa do dia 06/03/09: violência contra as mulheres. Não quero parecer hipócrita e esquecer de todas as outras violências que os seres humanos praticam contra si, só que eu gostaria de entender qual seria a razão para no século XXI, em que a mulher conquista cada vez mais seu espaço, ainda existirem essas agressões.

O Tom certa vez postou em seu blog (se eu achar o artigo, edito aqui) algumas agressões contra as mulheres em outros países que inclusive, em um primeiro momento me chocaram muito, já que nós temos uma mania de politicamente correto que me assusta. Estamos sempre prontos para dizer que não devemos julgar uma “cultura” que é diferente da nossa. E nesse ponto estou com um colega quando ele diz não entender qual o motivo para não julgar uma coisa que É uma AGRESSÃO, independentemente de qual cultura estamos analisando.

Mas como conheço pouco sobre essas outras culturas, vou me limitar a falar da qual eu conheço.

Assinto ao programa eu me perguntei: Qual o motivo para um homem agredir uma mulher? Será que ele [ainda] se acha superior? Querer mo(n)strar através de pancadas que tem mais força? Medo de perder a mulher que teoricamente ele “ama”?

Não há razão para praticar tais atos. NÃONENHUMA justificativa para ocorrer uma agressão ou sequer uma AMEAÇA.

Tanto o HOMEM quanto a MULHER possuem os mesmos direitos. Infelizmente, por conta de uma sociedade RIDÍCULA que vivemos as mulheres demoraram para usufruir das conquistas que nós homens já tínhamos, e, para ser sincero, se elas dependessem dos hipócritas da alta hierarquia… talvez hoje ainda não conseguiriam ter qualquer direito.

Quando vejo reportagens como essa fico indignado e ao mesmo tempo muito triste. Confesso que eu tinha em mente fazer uma análise [mais] profunda sobre essas agressões, mas… perdi a vontade. Sabe aquele desânimo? Então… esse post será para representar esse desânimo.

Para as mulheres: Não aceitem isso! Vocês são MUITO mais do que alguns homens tratam vocês; não se achem menos (e nem mais), só tenham a certeza que vocês são IGUAIS, portanto merecem os mesmos direitos. Lutem para ser tratadas com carinho! Não sejam “massacradas” e “humilhadas” em silêncio.

P.S.: Violência aumentando, pensamento crítico deixando de existir, escolas com métodos ridículos de ensino, universidades com pessoas de “pensamento pequeno” (diria minha avó), etc… e ainda falam em colonizar outros planetas, “salvar” o planeta… Nós não sabemos nem como cuidar de nós mesmos e queremos SALVAR o planeta? Colonizar outros? Puff… :-(