Qual é a reinvidicação mesmo?

27 06 2009

Ontem eu estava lendo uma matéria no Catraca Livre sobre uma menina, Giulia Olsson, que revertou US$10 mil para comprar instrumentos de corda para Heliópolis (uma favela).

O dinheiro doado é fruto de um trabalho voluntário da jovem que criou a organização Notes for Hope e com seu grupo lavou carros, vendeu limonadas e fez apresentações musicais gratuitas.

Enquanto pessoas como Giulia Olsson estão fazendo algo para melhorar alguma coisa nesse país, alguns jovens em bancos de universidades estão mais preocupados em fazer algazarra e reinvidicar de uma forma ridícula coisas que não tem o menor cabimento.

Nossas universidades estão formando incompetentes de carteirinha, prontos para questionar a tudo e a todos, mas que não são capazes de fazerem auto-críticas; “O que isso trará de benefício para a comunidade e, consequentemente, para mim?”, “Existem outras formas de reinvidicação?”, “Quais serão as consequências que esse ato irá trazer?”. Apenas perguntas simples…

Mais uma vez fica claro que nós jovens queremos mudar o mundo sem termos a capacidade de arrumar o nosso quarto primeiro. Lamentável. :-(





O ser humano e seu poder de criação

17 05 2009

Dentre dezenas de coisas que eu definitivamente não compreendo no ser humano está a sua capacidade em fazer suposições (criações) sobre a vida de uma pessoa. Nós fazemos isso a TODO instante, sempre estamos preparados para criar uma “história de vida” para a pessoa que acabamos de ver.

O engraçado é que baseamos toda essa história em experiências e pensamentos próprios. E isso é tão simplista e medíocre que se pensassemos um pouquinho no que estávamos fazendo, não faríamos mais.

Você na fila do supermercado e um senhor na sua frente: “Ele aparenta ter 3 filhos e deve ser aposentado. Pela sua vestimenta, talvez goste de tênis; mas é muito velho para jogar, deve colocar essa obrigação em seu neto, assim realiza seu sonho. Ou seria netos? Será que ele tem mais de um? É, aparenta ter mais de um já que ele tem 3 filhos, talvez quatro netos…”

E o pensamento continua. Se você ver dez pessoas, pelo menos metade delas você tentará criar uma “vida” para ela. As chances de você acertar é ridícula. Ou seja, quanto tempo nós não perdemos vivendo a vida de outros enquanto poderíamos estar aproveitando a nossa? Quanto tempo perdemos imaginando como seria a nossa vida SE tivesse acontecido aquilo que não aconteceu?

Aquela senhora de idade atravessando a rua com dificuldade e então: “Coitada…”. Acabamos de criar mais uma história! Tem vezes que até criamos um final trágico: “Deve estar com alguma doença ou pelo seu olhar cabisbaixo, perdeu o filho a pouco tempo”.





Ars Physica – Ciência de qualidade

9 05 2009

Ainda relacionado ao assunto anterior, gostaria de indicar um blog que segue MUITO a linha do projeto free culture. O blog em questão é o:

logo_ars_physica

Eu conheci todo esse pessoal responsável pelo projeto na Comunidade de Física do Orkut da qual faço parte. Sou muito grato a essa comunidade não só pela oportunidade de contato com profissionais responsáveis e de uma sabedoria inquestionável, mas também pelas dúvidas solucionadas, incentivo e motivação.

Não só eu como muitos alunos do Ensino Médio (inclusive um desses que acompanhava em “segredo” — não posta com freqüência — está fazendo Bach. em Física comigo aqui na UNESP) recebem um grande incentivo em fazer ciência ou se encontrar profissionalmente. :-)

Enfim, o Ars Physica é um esforço coletivo e colaborativo, não só dos vários Editores que o compõem, mas também dos usuários. Nosso objetivo é abrir e manter um canal direto entre cientistas e pesquisadores profissionais e o público: é esse diálogo que é enriquecedor, como vocês podem ver no próprio blog.

A política adotada pelo AP pode ser lida no link acima, mas faço questão de repoduzí-la aqui:

Visão

Nós visamos um futuro no qual políticas de Ciência e Tecnologia vão ajudar todas as pessoas a viverem num ambiente mais limpo e socialmente cívico e justo, gozando de bons sistemas de educação e saúde.

Missão

Somos uma organização educacional sem fins lucrativos e sem afiliações partidárias. Nossa missão é a de renovar o respeito por debates [sociais] e processos deciditórios políticos e governamentais bem fundamentadas em evidências empíricas.

A missão do Ars Physica incorpora alguns elementos principais:

  1. Aumentar a preocupação na mídia para a Ciência e sua divulgação de qualidade;
  2. Educação do público com respeito à políticas científicas, assim como a educação da comunidade científica com respeito ao processo político e seus meios que podem ser usados para contribuições efetivas, influenciando os representantes eleitos;
  3. Prover uma área para troca de informações, conectando experts, cientistas, jornalistas e ativistas;
  4. Preservar e estender o acesso civil ao mundo acadêmico;
  5. Colaborar com organizações relacionadas;
  6. Nutrir uma comunidade cívica pró-ativa, desde “grassroots activists” até “experts” técnicos e acadêmicos.

Crenças

Os Cientistas e cidadãos que constituem o Ars Physica estão unidos por alguns valores e crenças que guiam todo nosso trabalho:

  • Governo de Qualidade: Cientistas sabem como testar teorias, como discernir fatos de ficção, e como responsabilizar a si mesmos. Lideranças e políticas de qualidade deveriam depender em processo semelhantes;
  • Debate Público e Aberto: Debates vigorosos e baseados em evidências só fazem melhorar as política governamentais, assim como com teorias científicas. A falta de transparência excessiva só serve para proteger ideologias e incompetência;
  • Liderança Competente: Representantes públicos servem seus constituintes da melhor maneira quando suas convicções são baseadas e testadas dados objetivos e quando suas convicções pessoais não distorcem suas obrigações e responsabilidades perante o público;
  • Participação Política: Cidadãos educados e bem informados, questionadores, e civicamente engajados são essenciais para uma democracia bem sucedida.

Enfim, diante de um trabalho tão magnífico como este, não poderia faltar também um manifesto do que foi chamado de “Manifesto Ciência Livre” em que coloca em pauta o conhecimento livre para uma sociedade livre. Assim como as idéias gerais, faço questão de reproduzir aqui o texto:

Ciência Livre é uma questão de liberdade e não de preço. Ciência Livre é uma questão da liberdade de se utilizar, fotocopiar, distribuir, estudar, modificar e melhorar o trabalho [científico] em questão.

Mais precisamente, existem 4 tipos de liberdades:

  1. A liberdade de utilizar a Ciência (determinado trabalho científico) para qualquer propósito.
  2. A liberdade de estudar como um determinado trabalho científico funciona e adaptá-lo aos seus interesses. Acesso aos originais é pré-condição para isso.
  3. A liberdade de redistribuir cópias para que se possa ajudar ao próximo.
  4. A liberdade de melhorar o estudo, e lançar suas melhorias ao público, para que toda a comunidade se beneficie. Acesso aos originais é uma pré-condição para isso.

Um determinado trabalho científico é ciência livre se possuir todas as liberdades acima. Dessa forma, é possível se redistribuir cópias, com ou sem modificações, gratuitas ou cobrando-se uma taxa de redistribuição, para qualquer pessoa em qualquer lugar. Ser livre para se fazer essas coisas significa, entre outras cosias, que não é preciso se pedir ou pagar por permissão para tanto.

Deve-se haver também a liberdade de se fazer modificações e usá-las de modo privado no seu trabalho ou diversão, sem mesmo mencionar que elas existem. Se suas modificações forem publicadas, não deve ser necessário que você notifique nenhuma pessoa em particular, ou de qualquer forma em específico.

A liberdade de se utilizar da Ciência significa que qualquer pessoa ou organização pode usá-la para qualquer tipo de trabalho, objetivo ou propósito, sem que exista a necessidade de se comunicar com os pesquisadores ou qualquer outra entidade em específico. Nessa liberdade, são os propósitos do usuário que importam, e não o dos pesquisadores; enquanto usuário, você está livre para fazer qualquer tipo de uso da ciência, e se vc distribuí-la para alguma outra pessoa, aquela é livre para fazer qualquer uso que sirva seus propósitos, mas você não pode impor seus propósitos sobre ela.

A liberdade de redistribuir cópias em qualquer forma de mídia (digital, fotocópia, impressa, etc) das versões modificadas ou não.

Para que a liberdade de modificação e publicação de versões melhoradas faça sentido, é preciso acesso aos originais [do trabalho científico em questão]: dados, metadados, gráficos, hipóteses, teoremas, etc. Portanto, o acesso aos originais é condição necessária para a Ciência Livre.

Uma das formas importantes de se modificar um trabalho científico é através da agregação de dados disponíveis de modo livre. Se a licença de algum dado disser que não é possível incluí-lo num trabalho já existente, em casos em que é preciso se ser o detentor do ‘copyright’, então a licença é muito restritiva e não pode ser classificada como livre.

Para que essas liberdades sejam reais, elas têm que ser irrevogáveis desde que não se faça nada de errado; se o pesquisador [do trabalho científico em questão] tem o poder de revogar a licença, sem que haja uma causa, a pesquisa não é livre.

Entretanto, algumas regras sobre o modo de distribuição da pesquisa científica em questão são aceitáveis desde que não conflitem com as liberdades centrais.

Pode se ter pago dinheiro para se obter os resultados de determinada pesquisa, ou pode se tê-la obtido gratuitamente. De qualquer maneira, sempre se tem a liberdade de se copiar e se alterar o conteúdo dela, até mesmo de se vender cópias.

Ciência Livre não significa não comercial. Uma pesquisa livre pode estar disponível para uso comercial, desenvolvimento comercial, ou distribuição comercial.

Em geral, se utiliza o “copyleft” para se proteger legalmente essas liberdades. Porém, existe Ciência Livre que não é licenciada via copyleft – apesar de existirem razões pragmáticas para o uso do copyleft.

—x—x—

Enfim, recomendo fortemente que vocês leem no blog todas as propostas, referências e também as postagens.

P.S.: Eu fiz o logo do Ars Physica com o pouco que conheço do Photoshop e utilizando tutoriais que eu baixo e deixo no meu computador para realizar quando sobra tempo, espero que tenham gostado. :-)





Free culture, free science, web 2.0, manifesto…

9 05 2009

Um grupo de estudantes das principais universidades americanas está com um projeto chamado “Students for Free Culture”, hospedado no site FreeCulture.org. Como pode ser conferido no about do site o grupo tem por funções:

  1. Creating and providing resources for our chapters and for the general public;
  2. Outreach to youth and students;
  3. Networking with other people, companies and organizations in the free culture movement;
  4. Issue advocacy on behalf of our members

Há pouco tempo o movimento resolveu soltar um “Manifesto da Cultura Livre” que compila todas as idéias tratadas. o blog Trezentos que é um parceiro do BaixaCultura resolveu traduzir e publicar o texto. Assim como o BaixaCultura, faço questão de reproduzir aqui também o texto:

A missão do movimento da Cultura Livre é construir uma estrutura participativa para a sociedade e para a cultura, de baixo para cima, ao contrário da estrutura proprietária, fechada, de cima para baixo. Através da forma democrática da tecnologia digital e da internet, podemos disponibilizar ferramentas para criação, distribuição, comunicação e colaboração, ensinando e aprendendo através da mão da pessoa comum – e através da verdadeiramente ativa , informada e conectada cidadania: injustiça e opressão serão lentamente eliminadas do planeta.

Nos acreditamos que a Cultura deve ser uma construção participativa de duas mãos, e não meramente de consumo. Não nos contentaremos em sentar passivamente na frente de um tubo de imagem de midia de mão única. Com a Internet e outros avanços, a tecnologia existe para a criação de novos paradigmas, um deles é que qualquer um pode ser um artista, e qualquer um pode ser bem sucedido baseado em seus méritos e não nas conexões da industria.

Nos negamos a aceitar o futuro do feudalismo digital, onde nos não somos donos dos produtos que compramos, mas nos são meramente garantidos uso limitado enquanto nos pagamos pelo seu uso. Nós devemos parar e inverter a recente e radical expansão dos direitos da propriedade intelectual que ameaçam chegar a um ponto onde se sobreporão a todos os outros direitos do indivíduo e da sociedade.

A liberdade de construir sobre o passado é necessária para a prosperidade da criatividade e da inovação. Nós iremos usar e promover o nosso patrimônio cultural, no domínio público. Faremos, compartilharemos, adaptaremos e promoveremos conteúdo aberto. Iremos ouvir a música livre, apreciar a arte livre, assistir filmes livres, e ler livros livres. Todo o tempo, iremos contribuir, discutir, comentar, criticar, melhorar, improvisar, remixar, modificar, e acrescentar ainda mais ingredientes para a “sopa” da cultura livre.

Ajudaremos todo mundo à entender o valor da nossa abundância cultural, promovendo o software livre a o modelo open source. Vamos resistir à legislação repressiva que ameaça as liberdades civis e impede a inovação. Iremos nos opor aos dispositivos de monitoramento à nivel de hardware que impedirão que os usuários tenham controle de suas próprias máquinas e seus próprios dados.

Não permitiremos que a indústria de conteúdo se agarre à seus obsoletos modelos de distribuição através de uma legislação ruim. Nós seremos participantes ativos em uma cultura livre de conectividade e produção, que se tornou possível como nunca antes pela Internet e tecnologias digitais, e iremos lutar para evitar que este novo potencial seja destruído por empresas e controle legislativo. Se permitirmos que a estrutura participativa, e de baixo para cima, da Internet seja trocada por um serviço de TV a cabo – Se deixarmos que paradigma estabelecido para criação e distribuição se reafirme – Então a janela de oportunidade aberta pela Internet terá sido fechada, e teremos perdido algo bonito, revolucionário e irrecuperável.

O futuro esta em nossas mãos, devemos construir um movimento tecnológico e cultural para defender o comum digital.


Fonte: BaixaCultura – Estudantes por um Cultura Livre





Susan Boyle: a voz da conquista

25 04 2009

Susan Boyle foi alguém que nessas últimas semanas se transformou no grande hit do mês. E, sinceramente, merece todo esse momento de fama, afinal naquela voz incrível estava todo o sentimento de uma pessoa que tinha TUDO para odiar esse planeta, mas optou por sorrir, erguer a cabeça e enfrentar essa nossa sociedade que possui a profundidade de um pires.

A verdade é que Susan representa para aqueles que são colocados a margem da sociedade uma esperança de conquistar um sonho. Afinal, criamos estereótipos para tudo, então uma pessoa de 47 anos, comendo pão-francês, vestida como uma pessoa simples e com dificuldades de aprendizado, não teria a menor chance de ter uma voz tão bela.

Ela representa com sua voz que as limitações existem, mas nem por isso matam o talento de uma pessoa. Uma pena que nossa sociedade faz questão de excluir pessoas como essas; e você só percebe essa discriminação ocorre quando tem a oportunidade de ver isso de perto.

Espero que um dia, nós seres humanos ao invés de procurarmos por pessoas incríveis, possamos admirar os momentos incríveis que algumas pessoas podem nos dar.

A música que ela canta do musical Os Miseráveis fala por si só…

Trechos: …quando sonhos foram feitos e usados e desperdiçados…
com sua voz suave como um trovão… transformando seus sonhos em vergonha… eu tive um sonhos que minha vida seria tão diferente deste inferno que estou vivendo… e agora a vida matou o sonho que eu sonhei…

dias





Pattie Maes demos the Sixth Sense

4 04 2009

This demo — from Pattie Maes’ lab at MIT, spearheaded by Pranav Mistry — was the buzz of TED. It’s a wearable device with a projector that paves the way for profound interaction with our environment. Imagine “Minority Report” and then some.

Pattie Maes, at the MIT Media Lab’s new Fluid Interfaces Group, Pattie Maes researches the tools we use to work with information and connect with one another.

P.S.: E você achando que Minority Report era apenas um filme de ficção, não é mesmo? ;-)





Informações gerais

17 03 2009

Como podem ver editei novamente o about, espero que tenham gostado. Eu acrescentei algumas coisas, tirei outras irrelevantes e coloquei um pouco sobre o objetivo do blog.

Nomais, se quiserem dar alguma dica, sintam-se a vontade para enviar e-mails. Eles serão lidos e respondidos. ;-)

Estou pretendendo escolher três dias da semana para publicar os artigos, notícias, etc. facilitando assim a visita do pessoal. Ainda estou estudando essa idéia, mas se acharem ela boa e preferirem, podem colocar nos comentários…

Abraços!





Dell apresenta Adamo e Mini 10

16 02 2009

A Dell caprichou no design desse [novo] notebook; ele ficou extremamente elegante. Colocarei algumas fotos que peguei no FlickR do BrianSolis.com.

Dell

Dell

Recomendo fortemente a leitura do artigo que o Guia do Notebook escreveu, pois contém boas informações. Além é claro de recomendar também a leitura do artigo da Bub.blicio.us.

Dell

Eu poderia ter feito um copy and paste ou feito um resumo de ambos os sites, mas achei melhor apenas ‘linkar’; economizar palavras e não ficar escrevendo a toa. :-P





Diminuindo o ritmo…

23 08 2008

Como vocês já devem ter percebido, o blog está BEM parado. Infelizmente vou diminuir o ritmo por aqui… vou continuar escrevendo mas não com a freqüência de antigamente, já que estou estudando em outra cidade e não tenho internet por lá.

Estou voltando para minha cidade nos finais de semana, mas tudo fica muito corrido… então, quando sobrar tempinho extra, eu escrevo…

Abraços.





Informando…

2 08 2008

Como podem ver estou modificando algumas coisas no blog. Elaborei algumas coisas mais bonitas para o about me, adicionei o meu Flickr a página inicial, etc.

Eu vou ajeitando as coisas aos poucos de forma a deixá-las mais organizadas e melhor visualmente. Espero que gostem do resultado.

No geral, o blog está um pouco parado pois agora estou com um ritmo de estudo um pouco acelerado por causa dos exames no final do ano, mas sempre que sobrar um tempinho vou escrever por aqui. Estou até que feliz com a quantidade de acesso que estou tendo, mas pretendo criar formar para aumentar a freqüência do pessoal por aqui.

Abraços.