Aleatórios #6: Pensamentos curtos do dia
A poesia é uma forma de agarrar a vida pela garganta.
A magia do primeiro amor é a nossa ignorância de que ele pode acabar.
Quem ama luta
Quem luta sofre
Quem sofre, vence!
A poesia é uma forma de agarrar a vida pela garganta.
A magia do primeiro amor é a nossa ignorância de que ele pode acabar.
Quem ama luta
Quem luta sofre
Quem sofre, vence!
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção. Pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e neste momento houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino: o amor.
Se um dia tiver que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.
Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.
Se você conseguir em pensamento sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado… se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados…
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite… se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado…
Se você tiver a certeza que vai ver a pessoa envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela… se você preferir morrer antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida. É uma dádiva.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Ou às vezes encontram e por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.
É o livre-arbítrio. Por isso preste atenção nos sinais, não deixe que as loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.
Carlos Drummond de Andrade
Amar…
e não ser amado,
é como ter um pincel
e faltar a tinta.
Ter a melodia,
mas não ter um violão.
Amar sem ser amado
É viver encruzilhado
Num vai-e-vem de sentimentos
Onde vivemos momentos,
mesmo que com ressentimentos
tenhamos que chorar.
Chorar de alegria
ou da tristeza
não importa a frieza.
Amar é viver
Ainda que se queira morrer
Por você não me querer.
Navarro, M.
PS: Não sou muito de colocar aqui poemas que eu escrevo, porém… achei que após mais de 50 mil visualizações em meu blog, achei que era uma boa forma de comemorar e também agradecer a todas as pessoas que aparecem aqui para ler o que escrevo [e até desabafo algumas vezes].
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
De repente não mais que de repente
fez-se de triste o que se fez amante
E de seozinho o que se fez contente
fez-se do amigo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinícius de Moraes
Amo-te tanto, meu amor não cante
O humano coração com mais verdade
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade
Amo-te afim de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente
E de ter
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo, de repente
Hei de morrer de amor mais do que pude.
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer?
amar e mal amar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso, sozinho, em rotação universal, senão rodar
também, e amar? amar o que o mar traz à praia, o que ele sepulta, e o que, na brisa
marinha, é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto. o que é entrega ou adoração expectante, e
amar o inóspito, o cru, um vaso sem flor, um chão sem ferro, e o peito inerte, e a rua
vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta, distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão, e na concha vazia do amor a procura
medrosa, paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa amar a água implícita, e o beijo
tácito, e a sede infinita.
E claro, jamais esqueceria de colocar aqui a declamação de Paulo Autran que faz dos poemas de Carlos Drummond um poço de emoções recentes e futuras. Apreciem…
Pensando em ti!
Sorri com olhos cheios de mágoa
chorei com olhos de alegria
caminhei por entre trevas
encontrando a luz eterna!
Luz que ilumina
luz que protege
luz que fascina
Pensando em ti
Pintei a vida de flores
Pintei a vida de amores
Pensando em ti
falei o amor
Em palavras doces e aveludadas
Conversei a vida
Dialoguei o coração
Pensando em ti entoei hinos
E colori uma canção!
“Que fique muito mal explicado
Não faço força pra ser entendido
Quem faz sentido é soldado”
Que mania a nossa de querer que tudo faça sentido, não é mesmo?
PS: Muitos colocam que esse trecho é do Mario Quintana, mas… pesquisei um pouco e na verdade o autor original é Carlos Moreira.
Olhos azuis são doces
Castanhos são feiticeiro
Os verdes meigos e triste
Os negros traiçoeirosNos azuis, o céu encontra
Nos castanhos, vulcões de amor
Há muita calma nos verdes
Nos negros, mágoa e dor!Se é bom o fogo dos negros!
Nos azuis quero viver!
Acho consolo nos verdes
E nos castanhos quero morrer!
Sentei-me no banco da praça
Pra ver o canto do passarinho
Olhar a flor que perfumada
Espalha perfume na galhada
Agora cheia de orvalho
Orvalho da noite triste
Porque já não mais existe
a luz cortejante
Seu luar triunfante
E seu sublime calor
Desfigurei bem perto de mim
Uma borboleta colorida
Que estava feliz da vida
Pois em suas revoadas
Dava salpicos e mais salpicos
Ao meu redor sem restritos
Parecia transmitir mensagem
Não mensagem de guerra
Que tumultavam toda terra
Mas sim mensagem de amor
Amor que contagia
Até a própria agonia
Pois se tem amor se tem vida
Na qual sendo bem vivida
com otimismo e abnegação
Tornar-se-a claridade do céu sombrio
A luz da vela apagada
Enfim tornar-se-á
O elo da pessoa amada.