Pequeno pensamento

4 09 2009

Certa vez, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava na beira de um rio e perguntou:
“Você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?”
O sapo respondeu:
“Só se eu fosse tolo! Você é mau e vai me picar, eu vou ficar paralizado e vou afundar.”
O escorpião replica: “Isso é ridículo! Se eu o picasse, ambos afundaríamos.”
Confiando na lógica do escorpião, o sapo concordou e levou o escorpião nas costas, enquanto nadava para atravessar o rio. No meio do rio, o escorpião cravou seu ferrão no sapo. Atingido pelo veneno, e já começando a afundar, o sapo voltou-se para o escorpião e perguntou: “Por quê? Por quê?”
E o escorpião lhe respondeu:
“Você estava certo, eu sou mau mesmo. Essa é a minha natureza.”

Apenas uma parábola que meu professor de literatura contava (muito bem por sinal) quando eu estava no Ensino Médio. Provavelmente o blog ficará sem atualização até terça-feira, pois estarei saindo de viagem. Infelizmente não estou tendo tempo de atualizar o blog, até porque também não estou tendo tempo de escrever — faculdade está tudo muito corrido.

Enfim, um bom feriado e bom descanso para todos.





Mad Men: um passado não tão distante

23 08 2009

mad-men

Fazia tempo que eu estava procurando um seriado bom para acompanhar. Apesar de estar assistindo Chuck e The Big Bang Theory achei que precisava de algo mais “intelectual” ou dramático. Por indicação da Diandra Fernandes do Homens Modernos, procurei saber um pouco sobre a série e baixar alguns episódios.

O seriado é incrível. Possui bons atores e atrizes, interpretações, vestimentas e uma ótima trama, afinal… não é a toa que a série ganhou duas vezes o Globo de Ouro (2007 e 2009).

A história se passa em 1960 e o foco está na vida do publicitário Donald Draper e nas pessoas que fazem parte da sua vida dentro e fora do escritório, além é claro de mostrar o comportamento da “América dos anos 60″, destacando a sociedade e a cultura dessa época. Cigarros, bebidas alcoolicas, sexismo e preconceito racial são pontos abordados ao longo dos episódios. O programa apresenta uma cultura em que os homens solteiros e casados participam livremente de relacionamentos sexuais com outras mulheres.

Enfim, quem está procurando uma série para relaxar e aprender um pouco mais sobre essa época vale muito a pena. Fica a recomendação. Se quiserem saber um pouco mais sobre ela, visitem o site oficial.





Um pequeno filme

4 07 2009

Sempre achei que nós devemos compartilhar aquilo que é bom, alias meu blog desde o início eu tive essa idéia, pois muitas vezes um simples poema, vídeo ou até um questionamento, vem carregado de um sentimento que para a pessoa que está assistindo/lendo se torna especial. E por ora, em alguns casos, alegra uma manhã, uma tarde ou quem sabe… um dia que estava perdido.

A rede está repleta de arquivos. São gigas de informações, algumas horríveis que não valem a pena perder o tempo, outras… inesquecíveis.

Não estou escrevendo esse post para falar sobre isso, confesso que é uma boa idéia e vai ficar registrado para textos posteriores, mas minha intenção é indicar o vídeo abaixo que achei maravilhoso.

O homem do vídeo utiliza ferramentas holográficas para construir um prédio para a mulher que ele ama. O desfecho é incrível e a mensagem que cada um tira deste short film é, como eu disse anteriormente, única.

P.S.: Final de semestre chegando e é aquela correria… mas logo estou de férias.





“Meus oito anos” de Casimiro de Abreu

28 06 2009

Este poema do Casimiro de Abreu, poeta brasileiro da segunda geração romântica, traz consigo de uma forma simples, espontânea e ingênua, os “meus oito anos” (e de muita gente) de uma forma tão maravilhosa e nostálgica que declamar esse poema na frente de um espelho é “ganhar” o dia.

Oh! que saudades que tenho
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d’amor!

Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus —
Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
— Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!

Depois de lido e “declamado” a você, veja a declamação de Paulo Autran, um ator brasileiro de teatro, cinema e televisão que foi genial.





“Borboletas” de Mario Quintana

24 06 2009

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar… nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam… não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!





“A Arte de Amar” de Manuel Bandeira

8 04 2009

“Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não.”

Já escrevi aqui sobre um pouco de Manuel Bandeira esse nosso magnífico escritor que poucos valorizam. Enfim, como estou sem tempo e estou saindo de viagem, estou escrevendo esse maravilhoso poema dele, assim não fico muito tempo sem atualizar esse blog.

Assim que eu chegar escreverei sobre mais alguns assuntos.

Abraços e bom feriado a todos.