Homem livre da coerência

31 03 2009

Esse final de semana que eu fiquei sozinho, aproveitei para pensar em tudo o que está em minha volta; desde os sentimentos que nós humanos sentimos uns pelos outros, até o porquê de ao entardecer termos uma estatura menor do que aquela da manhã.

Provavelmente fiquei por uma hora sentado em meu sofá laranja com minha xícara de capuccino em punho olhando para o livro do Piskounov e deixando minha mente “escrever” em tintas azuis para liberar minha mente. Após perceber que não tinha mais nada em minha xícara e eu estava, assim como os artistas, fingindo que bebia alguma coisa me levantei para ler meus blogs favoritos e notícias da manhã.

Quando me dei conta estava lendo um artigo sobre a coerência e os bombons no qual continha perguntas das quais já havia pensado em meu sofá laranja…

“Onde perdemos a capacidade de não seguir coerências? Por que mesmo achamos absurdo pegar um táxi sem destino apenas para conversar com o taxista? Ou andar pela cidade, sem celular, parando a cada ponto que nos atrai? Por que não é natural faltar um dia no trabalho sem precisar ligar com alguma justificativa manjada? Por que carregamos um mesmo nome a vida toda em vez de ganhar um novo a cada 5 anos, 17 dias e 22 horas? Por que pegar o metrô mais próximo se podemos andar e deixar que o céu nos percorra um pouco mais?”

Perguntas que é preciso muito mais do que apenas uma xícara de capuccino, uma manhã e um sofá para pensar. As respostas não serão conseguidas instantaneamente e por mais difícil que sejam essas respostas não virão sem um esforço relevante. É preciso questionar padrões e ao fazer isso nos tornamos vulneráveis.

Talvez algum dia questionaremos o nosso lado humano, demasiado humano e pensaremos nas tarefas escolhidas ou impostas mas aceitas por nós como um “trampolim” para o pensar diferente daquilo que se espera.

E então quem sabe o homem verdadeiramente livre poderá deixar o céu percorrê-lo por mais algumas horas ou o taxista levá-lo a qualquer lugar…





Violência contra a mulher?

29 03 2009

Raramente assisto televisão e BEM mais raramente o Globo Reporter, já que acho o programa bem fraquinho. Confesso que quando eu era criança gostava do programa; achava ele bacana, pois mostrava bastante a natureza e curiosidades que atrem qualquer criança. Mas o tempo foi passando… os programas piorando e a cultura sendo esquecida. E agora sou obrigado a aguentar programas fast-food, então… faço questão de mostrar minha insatisfação e indignação desligando a televisão quando começa esses programas.

Mas… quando não se tem internet, se está sozinho em uma cidade diferente, não gosta [muito] de festa e está sem nenhum livro, confesso que a televisão volta a ser um entretenimento até que interessante. Hahah! :-)

Só que não é sobre isso que quero falar, mas sim sobre o tópico abordado no programa do dia 06/03/09: violência contra as mulheres. Não quero parecer hipócrita e esquecer de todas as outras violências que os seres humanos praticam contra si, só que eu gostaria de entender qual seria a razão para no século XXI, em que a mulher conquista cada vez mais seu espaço, ainda existirem essas agressões.

O Tom certa vez postou em seu blog (se eu achar o artigo, edito aqui) algumas agressões contra as mulheres em outros países que inclusive, em um primeiro momento me chocaram muito, já que nós temos uma mania de politicamente correto que me assusta. Estamos sempre prontos para dizer que não devemos julgar uma “cultura” que é diferente da nossa. E nesse ponto estou com um colega quando ele diz não entender qual o motivo para não julgar uma coisa que É uma AGRESSÃO, independentemente de qual cultura estamos analisando.

Mas como conheço pouco sobre essas outras culturas, vou me limitar a falar da qual eu conheço.

Assinto ao programa eu me perguntei: Qual o motivo para um homem agredir uma mulher? Será que ele [ainda] se acha superior? Querer mo(n)strar através de pancadas que tem mais força? Medo de perder a mulher que teoricamente ele “ama”?

Não há razão para praticar tais atos. NÃONENHUMA justificativa para ocorrer uma agressão ou sequer uma AMEAÇA.

Tanto o HOMEM quanto a MULHER possuem os mesmos direitos. Infelizmente, por conta de uma sociedade RIDÍCULA que vivemos as mulheres demoraram para usufruir das conquistas que nós homens já tínhamos, e, para ser sincero, se elas dependessem dos hipócritas da alta hierarquia… talvez hoje ainda não conseguiriam ter qualquer direito.

Quando vejo reportagens como essa fico indignado e ao mesmo tempo muito triste. Confesso que eu tinha em mente fazer uma análise [mais] profunda sobre essas agressões, mas… perdi a vontade. Sabe aquele desânimo? Então… esse post será para representar esse desânimo.

Para as mulheres: Não aceitem isso! Vocês são MUITO mais do que alguns homens tratam vocês; não se achem menos (e nem mais), só tenham a certeza que vocês são IGUAIS, portanto merecem os mesmos direitos. Lutem para ser tratadas com carinho! Não sejam “massacradas” e “humilhadas” em silêncio.

P.S.: Violência aumentando, pensamento crítico deixando de existir, escolas com métodos ridículos de ensino, universidades com pessoas de “pensamento pequeno” (diria minha avó), etc… e ainda falam em colonizar outros planetas, “salvar” o planeta… Nós não sabemos nem como cuidar de nós mesmos e queremos SALVAR o planeta? Colonizar outros? Puff… :-(





Teste: Greasemonkey, Mozilla, TeX, Mathematics…

27 03 2009

Como podem ver estou fazendo alguns testes por aqui, pois pretendo utilizar equações matemáticas em alguns posts, então será muito útil esses plugins do FireFox que irei comentar.

Não quero dar a impressão de que que estou restringindo o acesso para aqueles que possuem o FireFox, mas infelizmente o Internet Explorer que é o mais usado não possui nenhum plugin para visualização de fórmulas em [;\LaTeX;], então infelizmente de certa forma aqueles que utilizam o IE vão ser prejudicados quando eu escrever algum artigo que utiliza de várias passagens matemáticas.

Mas posso garantir para aqueles que não pretendem instalar outro navegador como o FireFox que irei tentar fazer o artigo o mais claro possível… para mesmo sem as equações ser compreensível; mas já adianto que vai perder 60% da beleza. ;-)

O meu conselho é que utilizem o FireFox e não precisa nem procurar muito para achar dezenas de artigos espalhados pela Web que dizem quais os benefícios dele em relação ao Internet Explorer. Nomais, isso não quer dizer que aqueles que não possuem o FireFox precisam deixar de frequentar aqui, até porque eu não tenho como pretensão escrever artigos com equações matemáticas todos os dias, apenas de vez em quando. Não se desesperem…

Para aqueles que já possuem o FireFox instalado, recomendo que instalem o seguinte plugin: TeX the World. Mais simples que clicar no Install não existe. Ele permite a visualização das fórmulas escritas em [;\TeX;]; posso garantir que aqueles que não conhecem o script ficarão surpresos com o resultado.

É isso… estou cansado e com dor-de-cabeça, pois estudei o dia inteiro; se sobrar tempo eu falo um pouco mais sobre [;\TeX;] e [;\LaTeX;] aqui no blog, apesar que o pessoal da Ars Physica já falou bastante sobre isso. Veja: ScribTeX = Wiki + TeX , Matemática na era da Web2.0 , Novas estruturas sociais e o cientista hacker.

Com esses já dá para fazer a festa…

Agora o teste final… para eu ter certeza que está tudo funcionando (agradeço ao João Antonio da comunidade de física por ter me passado as fórmulas em [;\LaTeX;] já que sei pouquíssimo para não dizer nada).

Se [;f(x) = \ell n(x);] então [;f'(x) = \frac{1}{x} ;]

[;f'(x) = \lim_{h\to 0}\, \frac{f(x + h) - f(x)}{h} = \lim_{h\to 0} \,\frac{\ell n(x+h) - \ell n(x)}{h};]
[;f'(x) = \lim_{h\to 0} \,\frac{\ell n(\frac{x+h}{x})}{h} = \lim_{h\to 0} \,\frac{1}{h}\ell n(1 + \frac{h}{x});]
[;f'(x) = \lim_{h\to 0} \,\ell n(1 + \frac{h}{x})^{\frac{1}{h};]

Mudando as variáveis:

[;\frac{1}{v} = \frac{h}{x};] temos que [; v\to \infty ;] quando [;h\to 0 ;], donde:

[;f'(x) = \lim_{v\to \infty} \, \ell n(1 + \frac{1}{v})^{\frac{v}{x}}= \lim_{v\to \infty} \, \frac{1}{x} \ell n(1 + \frac{1}{v})^{v};]
[;f'(x) = \frac{1}{x}\ell n(\lim_{v\to \infty}(1 + \frac{1}{v})^{v}) = \frac{1}{x}\ell n(e);]

Portanto: [;\fbox{f'(x) = \frac{1}{x}};]





Organização estudantil: 3 dicas para se manter em dia na faculdade ou colegio

26 03 2009

A um tempo atrás quando se falava em GTD que se trata de um método de gerenciamento de ações que tem como princípio tornar fácil e divertido o arquivamento, busca e recuperação de todas as informações relacionadas às tarefas que você precisa fazer no seu dia-a-dia era sinônimo de piada.

Alias, quando você é homem, querer ser organizado para tornar sua vida mais simples e melhor é motivo até mesmo de chacota na mesa com os colegas. :-P No caso da mulher isso não ocorre, até mesmo porque a mulher por si só [a maioria] já é organizada.

Eu não pretendo com esse post falar dos prós e contras em se usar métodos GTD na vida pessoal, até porque o Efetividade já cumpre muito bem esse papel, mas direcionar meu conselho aos estudantes.

  1. Abusem das CORES: já foi verificado por pesquisadores que a cor VERMELHA ajuda na concentração e a cor AZUL libera a mente, então usem pelo menos para escrever as canetas pretas, azuis e vermelhas. Além disso é MUITO mais agradável e produtivo você ter que revisar a matéria em um caderno que está tudo organizado e bem escrito do que um que sequer você consegue entender a letra ou o tópico discutido.
  2. Utilizem AGENDA: pode parecer desnecessária, coisa de fresco e dezenas de adjetivos negativos, mas ajuda MUITO a não se perder no meio de tantos trabalhos e relatórios que você tem para entregar. Na faculdade eu vejo como um acessório essencial para deixar sua cabeça mais livre para coisas mais relevantes do que os dias que você precisa entregar suas listas. Eu já postei aqui boas agendas online, então a desculpa de ‘não querer gastar’ não cola.
  3. Bloquinho para rascunho: tenha sempre a mão um bloquinho de rascunho para anotar algo rápido como passar o telefone para alguém, anotar o preço de algo que você viu, etc. Se preferir, utilizar o post it pode ser melhor, já que você pode colar ele na capa da agenda ou do caderno.

Eu diria que com essas três dicas se consegue um bom rendimento nas aulas e poupa muito seu tempo, podendo aproveitá-lo para outras coisas interessantes, ao invés de ter que procurar “aquela” anotação importante que você não lembra onde colocou. ;-)

Espero que ajude…

Abraços!





Universidade: a dura realidade

22 03 2009

Muitos jovens que estão saindo do Ensino Médio esperam pela Universidade com tamanho entusiasmo que ao alcançar o objetivo, acabam não acreditando que lutaram tanto por algo tão… desanimador. Desculpe, mas essa é a realidade, afinal eu faço parte dos jovens que lutaram para entrar em uma universidade [pública] e que se desanimou com algumas coisas.

Entre [poucas] coisas fantásticas que você vai encontrar como uma biblioteca extraordinária, pessoas com histórias de vida dignas de prêmios e momentos de satisfação pela escolha de seu curso, haverá momentos que você não acreditará que em um ambiente acadêmico como aquele que você batalhou tanto para chegar existe pessoas tão… mesquinhas.

No começo você pensa que o problema é no seu campus (ou universidade), outras vezes chega a cogitar que o problema é com você, mas… depois de alguns e-mails trocados com alguns colegas, descobre que essa “propagação de erros” é unânime. Como diria uma autor brasileiro é uma glamourização da idiotice.

Minha intenção não é fazer boicote contra as universidades [públicas], muito menos “tempestade em copo d’água”, mas alertar os jovens que pretendem entrar com a “sede do saber” que o copo tem a profundidade de um pires, então é melhor ir devagar para não quebrar o nariz. Além é claro de estimular esses jovens (como eu) a mudarem alguma coisa.

Acredito muito que é possível mudar essa mentalidade de “festa, festa, festa, dinheiro no banco não presta” dentro das universidades. E não será o governo nem as empresas privadas que terão que fazer isso [sozinhos]… as pessoas que estão lá dentro e que querem [realmente] alguma coisa PRECISAM fazer algo. Eu, particularmente, acredito muito que a comunidade e as empresas privadas possuem um papel FUNDAMENTAL para a “manutenção” dessas universidades, entretanto elas possuem “muros gigantescos” que as separam da sociedade que as cerca, ficando difícil mudar alguma coisa. Esse muro, ao contrário do Muro de Berlim, não é [apenas] físico, portanto para derrubá-lo será preciso mais do que picaretas.

O pior é que mudanças está sempre associado a greves. :-( Queremos um ambiente acadêmico melhor, mais sério e que as pessoas dêem valor e então “sabiamente” fazemos todos pararem de trabalhar e saímos gritando e batucando nas ruas. Perfeito! Agora temos o cenário ideal para a mídia fazer uma reportagem e no outro dia a gente sequer ser lembrado. Me impressiona a quantidade de pessoas dentro e fora das universidades que ainda não perceberam que esse auê é fogo de palha e não promove mudanças significativas nem a curto prazo…

O objetivo não é aparecer em jornais televisivos e revistas semanais, mas aumentar a participação da universidade dentro da comunidade e fazer com que as pessoas enxerguem o quanto isso é benéfico. Em países sérios a comunidade está sempre engajada com as universidades e suas pesquisas, pois sabem o que elas representam dentro do contexto global.

Eu sei que o país possui vários “buracos” quando o assunto é educação. Mas se ficarmos apenas enumerando os problemas e não atacarmos nenhum, acho que o “trem” não irá partir. Portanto, em um primeiro estágio penso que a solução seria investir pesadamente nas universidades [públicas] e exigir delas a responsabilidade de trazer a comunidade para dentro dela.

Sei que esse post é um banho de água fria e peço desculpas pela sinceridade; mas não se empolguem tanto com a faculdade, pois o ambiente não é o mais estimulante do mundo (exceto pela sua biblioteca). Não o quanto nós gostaríamos que fosse; você irá encontrar pessoas que se autovangloriam, outras que se acham superiores por estudarem em uma universidade pública a ponto de discriminarem TODOS aqueles que estudam em universidades particulares, aqueles que só se preocupam com notas e aqueles que só pensam em festa.

Não que eu ache festa prejudicial, pelo contrário, acho fundamental que elas existam na universidade, pois são uma forma de integração entre os cursos e são necessárias para criar um ambiente bacana. Sei que existem [muitas] coisas ilícitas nessas festas e não quero entrar no mérito da questão, mas uma coisa é você ter festas aos finais de semana e outra é você ter todos os dias da semana. Uma é algo benéfico, outra… é prejudicial.

O avô da minha mãe contava que antes de conseguir seu primeiro emprego (em uma ferrovia) como maquinista ele precisou ficar observando por uma semana o trabalho da pessoa que ele iria substituir. Durante todo o período de observação ele aprendeu como “entender” o barulho do trilho, o barulho do trem, tudo… mas uma coisa ele não entendia o “martelinho matinal”. Todo dia antes do trem partir era preciso pegar o martelinho de borracha, bater nas rodas de ferro, entrar no trem e ir adiante. Em seu último dia de observação, meu bisavô que continuava sem entender a situação, resolveu perguntar ao senhor o porquê daquele martelinho. Ao perguntar a resposta foi: “Não sei, já era assim quando eu cheguei”.

Diversas pessoas muitas vezes questionam o porquê de muitas coisas que fazem, mas deixam morrer esse questionamento na praia e seguem adiante mesmo que aquilo que estejam fazendo seja um absurdo. As pessoas aqui no Brasil (não conheço outros lugares para falar) possuem pouco poder de transformação e parecem acreditar pouco em seus questionamentos.

Por isso, fiquem empolgados apenas com UMA coisa: “vocês” podem TRANSFORMAR. E esse é o papel da universidade. ;-)





Indicação de livros

19 03 2009

Gostaria de indicar dois livros para os alunos que estão no Ensino Médio (e professores também…): Problemas de Matemática Elementar, V.B. Lidski, editora Mir e Solving Problems in Geometry; V.Gusev, V.Litvinenko, A.Mordkovich, editora Mir. Ambos estão sendo reeditados aqui no Brasil pela editora Vestseller que tem como foco publicar livros “preparatórios” para os vestibulares do ITA e IME.

Possuo a versão em espanhol do Lidski e posso garantir que os melhores problemas de matemática que já tive contato estão por lá. Não vou negar que o livro tem um grau avançado e nem dizer que é possível resolver todos os exercícios, mas que eles são estimulantes não tem como negar. Portanto, quando sobrar um tempinho escolha um ou dois e tente resolver, mesmo que você passe um bom tempo pensando neles e não consiga obter a resposta o aprendizado final ainda terá sido enorme.

Infelizmente eu não consegui ler todo o livro Solving Problems in Geometry, pois não tive acesso a todos os capítulos, mas das partes que li… fiquei fascinado. Inclusive, em nível de prioridade de compra, eu colocaria ele no lugar do Lidski. Por ser um livro de geometria, seu foco é fazer o aluno ter compreensão tanto dos métodos geométricos quanto dos algébricos e considero isso MUITO importante.

Eu, particularmente, prefiro livros que a partir de observações geométricas cria-se soluções algébricas; não que eu considere a abstração algébrica algo ruim, desnecessária ou desestimulante é [apenas] uma questão de preferência mesmo. ;-)

Sei que para os alunos que estão no último ano do Ensino Médio e estão se preparando para o vestibular o tempo é um fator limitante e indicar mais livros é algo cruel, mas… quando estiver de bobeira, não custa resolver um ou dois, ou pelo menos ler eles e pensar mentalmente em uma solução.

Fica a dica…

Abraços!





Sistema de unidades

18 03 2009

Não é bem uma continuação do post passado, mas achei que seria legal falar um pouco sobre isso, já que para os ingressantes em Física (ou cursos que tenham laboratório de física) essa matéria está no primeiro semestre do curso, além é claro que os conceitos são muito utilizados em Física Experimental.

O sistema de unidades é constituído de grandezas físicas fundamentais que são: comprimento (L), tempo (T), massa (M), corrente elétrica (I), intensidade luminosa, temperatura, quantidade de matéria; e também de grandezas físicas derivadas como: velocidade (L/T), aceleração (L/T²), força (M*(L/T²)), densidade (M/L³), quantidade de movimento (M*(L/T)), etc.

De um ponto de vista mais específico chegamos a partir do sistema de unidades em uma análise dimensional que é utilizada para prever fórmulas, verificar a coerência de equações e determinar se uma constante é ou não adimensional. Cada grandeza física tem um único produto dimensional. Exemplo (aceleração da gravidade): g=2/t[(y-yo/t)-Vo]

[y] = L
[t] = T
[Vo] = L/T
[g]=1/T[(L/T)-(L/T)]=1/T*L/T=L/T² (– [g]=cm/s² (CGS) e [g]=m/s² (MKS) –)

Algarismos Significativos:

Principalmente para um físico experimental algarismos significativos são de extrema importância já que

Vejamos um exemplo: um homem diz que tem altura de 1,78m. Essa altura possui um valor exato? NÃO. A incerteza nessa informação se encontra na última casa decimal, nesse caso, o 8. De forma geral, a incerteza de um instrumento de medida é a metade da menor divisão da sua escala, ou seja, em uma régua milimetrada teríamos uma incerteza de 0,5mm (1mm/2). Logo, ao supor que x tem 14cm, deve-se escrever que: x=(14,0+/-0,5)mm.

A incerteza deve ser apresentada em um único algarismo significativo!! (apenas o último algarismo da grandeza medida apresenta a incerteza)

Arredondamento?

Ao contrário do que muitos alunos do Ensino Médio pensam, arredondamento não é “chute” de valores apenas, mas sim a eliminação de algarismos não-significativos. No geral, procura-se simplificar até um ou dois algarismos significativos.

Tipos de erros:

(1)Erros grosseiros: são devido a fatores que afetam os resultados ora no sentido positivo, ora no sentido negativo. (p.ex: de medidas, cálculo, escala, instrumento descalibrado)
(2)Erros sistemáticos: são devido a fatores que agem de modo que todos os resultados são afetados num mesmo sentido
(3)Erros estatísticos (ou aleatórios): variam de uma medida para outra, distribuindo-se para mais ou para menos em torno de um valor médio. Obedecem a uma distribuição gaussiana.

Quando se tem erros sistemáticos e estatísticos pequenos há uma boa exatidão e precisão, respectivamente, já quando esses erros apresentam grandes variações a precisão e a exatidão são péssimas.





Origem do metro, tempo e massa

17 03 2009

Na semana passada eu tive uma aula introdutória de Laboratório de Física I e o professor recomendo que aqueles que tivessem interesse fizessem uma pesquisa sobre a “definição” e “surgimento” do metro como comprimento do tempo e da massa.

Apesar de ser definições e conceitos elementares que já se estudou (ou deveria ter estudado) no Ensino Médio, achei até uma aula importante por ser introdutória. Além é claro que uma pesquisa bem elaborada sobre esses conceitos nos remete a bons livros de Física Básica como do Moyses Nussenzveig entre outros.

Eu, particularmente, preferi utilizar o livro de Física Básica do Moyses e um livro antigo chamado Física do Jay Orear, portanto tudo o que vou escrever por aqui são idéias que consegui abstrair de ambos os livros. ;-)

Metro (comprimento):

As definições de comprimento, área e volume são dadas na Geometria Euclidiana. O metro foi originalmente definido em função da distância do pólo norte ao equador, sendo a distância aproximandamente 10^4 Km ou 10^7 m (preciso urgente ver se tem como incluir LaTeX aqui no blog).

O metro padrão é a distância entre duas marcas feitas sobre uma barra de [liga de] platina que é guardada no Bureau Internacional de Pesos e Medidas na França.

Entretanto a natureza forneceu uma unidade de comprimento mais acurada que a distância entre duas marcas sobre uma peça de metal: o comprimento da onda de luz de qualquer linha espectral estreita. O metro padrão que se encontra na França foi calibrado em termos do número de comprimentos de onda de luz de uma certa linha espectral.

Tempo:

É um conceito físico e assim suas definições estão relacionadas com certas leis da física. A unidade básica de tempo usada no sistema métrico é o segundo que na verdade é 1/86400 de um dia solar médio (período de rotação da Terra precisa ser constante).

Massa:

Também é um conceito físico e precisa ser definido em termos de certas leis da física. No sistema métrico a unidade de massa foi originalmente definida com a quantidade de massa contida em 1 cm³ de água (temperatura e presão pré-estabelecidas).

Chamou-se esta quantidade de grama, logo a densidade da água é convenientemente 1g/cm³.

(**) Sistema MKS: Metro, Kilograma, Segundo
Sistema CGS: Centímetro, Grama, Segundo

Acredito que eu tenha feito um resumão que pode ser útil (eu espero!) para a galera do primeiro ano do Ensino Médio que está tendo um primeiro contato com a matéria. ;-)





Informações gerais

17 03 2009

Como podem ver editei novamente o about, espero que tenham gostado. Eu acrescentei algumas coisas, tirei outras irrelevantes e coloquei um pouco sobre o objetivo do blog.

Nomais, se quiserem dar alguma dica, sintam-se a vontade para enviar e-mails. Eles serão lidos e respondidos. ;-)

Estou pretendendo escolher três dias da semana para publicar os artigos, notícias, etc. facilitando assim a visita do pessoal. Ainda estou estudando essa idéia, mas se acharem ela boa e preferirem, podem colocar nos comentários…

Abraços!





Mudança: vida solitaria e universitaria

16 03 2009

Peço desculpas por ter demorado tanto para postar a continuação do post passado é que passei por alguns problemas com a conexão, na verdade eu não tinha como conectar. Aproveitando… para alguém que está com saudades da namorada como eu, que não gosta de festas e que prefere ficar em casa, vários livros ainda não são suficientes para cumprir o papel da internet. Juro que no final desses últimos dias eu já não tinha mais o que arrumar dentro do meu apartamento. Hahaha! :-D

Bom, eu fiquei de relatar nesse segundo post como é a vida de um estudante recém chegado a universidade e numa cidade nova. Vou me limitar a falar somente da primeira semana já que as outras (acredito eu) sejam irrelevantes.

Como todo período de volta das férias o mais complicado nos primeiros dias é readaptar seu organismo para a [nova] rotina já que estávamos acostumados acordar 8 da manhã (no mínimo) e agora é preciso acordar pelo menos as 7h para não ficar naquela correria antes de ir para a aula (ou trabalho).

No primeiro dia eu não consegui acordar no horário que estipulei (6:30h) pois como fiquei acordando durante a madrugada (acho que por causa da ansiedade) quando o relógio despertou parecia que meus olhos estavam pregados, não abriam de jeito nenhum.

Levantei era 7:10h da manhã e como as aulas começavam as 8:00h foi possível tomar um café tranquilo e sem muita pressa. Quando eu estava descendo as escadas, trombei com um veterano de outro curso que me perguntou o que eu estava fazendo com a mochila nas costas. Expliquei para ele que carregava minhas coisas dentro dela para ficar mais fácil; foi quando ele me aconselhou deixar tudo em casa e levar só a chave-de-casa, pois eu iria receber trote.

Não deu outra; entrando na escola — e depois de achado o bloco do meu curso — os veteranos já avisaram que teríamos que fazer “pedágio” (arrecadação de dinheiro nos semáforos para a festa dos calouros). Lógico que eles não forçaram, nem fizeram nada que ultrapassasse o bom-senso, inclusive perguntaram quem gostaria de participar. Como eu senti que não iriam fazer nada muito chato, resolvi ir para conhecer a minha turma e alguns veteranos.

(Tirando o fato de não ter almoçado e ainda não ter recuperado a camiseta que eu estava usando naquele dia, correu tudo bem.)

Lógico que antes de ir para essa “zuação”, tivemos um papinho com o coordenador do curso de Física, Alberto Ibañez Ruiz, que disse coisas ao meu ver MUITO verdadeiras.

Confesso que fiquei muito animado com o coordenador e com alguns professores que já tive a oportunidade de conversar, fiquei feliz por eles parecerem prestativos. Mas tenho minhas dúvidas quanto a isso; não que eu esteja duvidando da integridade dos professores, apenas que prefiro aguardar para ter certeza que eles não estavam apenas “polindo” a realidade. ;-) Assim, se não for do jeito que eu esperava, não fico desanimado e nem chateado com a situação.

Fica complicado eu fazer uma “geral” sobre os professores, já que essa semana tivemos apenas uma introdução de Cálculo I e de Laboratório de Física I. Tanto o Marco Escher de cálculo quanto o Ervino Ziemath me pareceram bons professores.

Acho que da universidade [no geral] ainda não posso falar muito, pois quase não tive aulas e sequer conheci todos os professores. Algumas coisas que vi eu não esperava encontrar em um ambiente que se deduz (de maneira erronea) que estejam “pessoas pensantes”. Algumas atitudes, discursos, justificativas, etc. me entristeceram bastante, mas isso são coisas para posts futuros (eu espero conseguir escrever tudo que tenho em mente escrever).

Nomais, o que está me “matando” por aqui é a saudade. Para mim é a coisa mais complicada de lidar; todas as outras eu consigo me virar numa boa. É aquele lance… eu não gosto da cidade que eu morava, mas as pessoas que estão lá eu amo. Como eu já disse no outro post: “…é distribuir tristeza em meio a tanta felicidade.” Mas tem que ir levando…

Acho que a maior experiência até agora para mim foi: cozinhar! Como eu já tinha assistido alguns vídeos no youtube de culinária (é.. fazer o que… tem que aprender) meu arroz e algumas coisas que fiz por aqui ficaram ótimos para o meu paladar. :-) Ficaram tão boas que decidi voltar para casa (é perto…) e almoçar em casa ao invés do bandeijão, assim economizo e como uma comida melhor.

Bom, espero que isso “sirva de estímulo” (se preparem para o banho de água fria dos posts futuros) para aqueles alunos que não veem a hora de ir para a Universidade. Nomais, se algum aluno de terceiro ano (ou mais novo) quiser tirar alguma dúvida em específico sobre ‘morar sozinho’ ou sobre a ‘universidade’, me mande um e-mail ou coloque um comentário perguntando aqui mesmo, será um prazer ajudar. ;-)